Fico pensando também... será que um cavaleiro das cruzadas jamais imaginou que um dia seria retratado pela história com fantasias brilhantes e muito samba no pé? Consigo comparar a isso alguém sendo desenhado para a posteridade por um artista do dadaísmo... tipo falem de mim de qualquer maneira. Mesmo assim, foi uma bonita homenagem a todos os retratados.
DEPOIS É AGORA E NADA ACONTECEU
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
CARNAVAL 2012
Fico pensando também... será que um cavaleiro das cruzadas jamais imaginou que um dia seria retratado pela história com fantasias brilhantes e muito samba no pé? Consigo comparar a isso alguém sendo desenhado para a posteridade por um artista do dadaísmo... tipo falem de mim de qualquer maneira. Mesmo assim, foi uma bonita homenagem a todos os retratados.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
MONOGAMIA - desabafo ortopédico!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
IEMANJÁ, JUDAÍSMO E O PAI OMAR
domingo, 15 de janeiro de 2012
Duas mulheres e o mesmo homem
Teria existido outra criatura? Uma que não poderia ser dependente ou submissa porque não teria sido criada a partir de sua própria substância? A mitologia, ou o folclore medieval, nos conta que Lilith teria sido a primeira mulher criada pelo Todo-Poderoso junto com o aparecimento do primeiro homem, Adão, e que esta teria abandonado o paraíso original devido a uma querela sobre igualdade de sexos. Outros afirmam, ainda, que Lilith teria se recusado a se posicionar embaixo durante o intercurso.
Não precisou de mais nada para que fosse banida. Traduzida como um demônio, um ser noturno, das trevas. Outros ainda explicam que posteriormente Lilith se encontrou com Caim, já expulso do paraíso, e teria se unido a ele. Belo gesto, o filho fratricida de seu ex-amante. Muitas histórias, muita lenda cerca esta primeira mulher. Todas de um profundo mau-gosto e, não estando aqui para apelar ao politicamente correto, venho tentar fazer justiça às mulheres.
De volta ao princípio, foi criada a Eva e a servidão. Servil!? Eva foi a mulher responsável pela desgraça da humanidade. Provou do fruto proibido, seria a sabedoria? Houvera sido Adão e a história seria bem diferente. Lembremo-nos que a Sabedoria, segundo a Sagrada Escritura, é o feminino que emana D’Ele.
Eva não era pecadora, não era louca nem santa, era uma falsa submissa, daquelas que provavelmente, nos dias atuais, manipularia o espertíssimo Adão com doçura e longos cabelos ao vento. Lilith, a divorciada, ainda é o perigo.
domingo, 8 de janeiro de 2012
MEU PRIMEIRO CELULAR
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Escrevivendo...
Ocorre, no entanto, que às vezes sou flagrada por minha amiga consciência (nem sei se gosto dela), aquela que gosta de torturar. Como você teve coragem de pensar numa coisa dessas, e se alguém fica sabendo? Você escreveu isso?
Pois é, cara consciência, eis que sou politicamente incorreta, adoro provocações e não suporto reacionários... uma vez estava lendo um livro da notável Rosa Montero, e ao comentar com determinada pessoa, fui chamada de quase-herética. De outra feita, escrevi num outro blog que abominava este sistema de cotas para afro descendentes. Bem, fui bombardeada por uma afro descendente que provavelmente assina com a digital.
Às vezes acho que sou instada a semear discórdia , mas em minha defesa, alego que gosto de fazer justiça. Ora, alguém ainda acredita que Maria Antonieta proferiu mesmo a frase que culminou com a guilhotina?
Vejamos. Maria Antonieta era austríaca, da casa de Habsburgo, filha da respeitadíssima Maria Tereza de Áustria, a imperatriz, não uma mera consorte. Educada por natureza, casada aos 14 anos e rainha esta, sim, consorte aos 18, tendo dado à luz primeiro uma garotinha, Maria Antonieta não poderia mesmo ser bem sucedida em território xenófobo.
Bem, franceses xenófobos, gordinhas cara de pau, brasileiros pouco honestos, ataque ao sexismo (deixo claro que não gosto de machismo... nem de feminismo!) Adoro!
Até a próxima!
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012!!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Happy Birthday
Explico: há dezessete anos (que horror!) estava dividida entre cirurgia e anatomia patológica. E foi por muito pouco, mas muito pouco mesmo que não bandeei. Desnecessário explicar que passei dois malditos anos em puro conflito interno.
Bem, não foram tão malditos assim, ao menos não quanto imaginei. Hoje sou profissional e guardo grandes lições daquele período.
Caro leitor, se ainda tiver sobrado alguma paciência, e imagino que esteja a se perguntar que raios tem isso aqui a ver com o título, respire fundo que aí vai minha justificativa. Não sei como não ser piegas. Acostumei a fazer piada de tudo, inclusive, e principalmente, de mim. Fica tudo mais palatável. Então, você está certo, que lenga-lenga...
A verdade é que aqueles anos não foram nada malditos. Tudo bem que eu comia feito louca e pensava que a vida se resumia em trabalho e sono, mas não foram somente uns dez quilos a mais na balança.
Entre a cruz e a espada, entre fazer o que eu queria e aquilo que meu coração queria, optei pela razão. Embora às vezes não pareça, sou bastante pragmática. Ainda assim, tinha de ter a certeza de que não iria me arrepender. Naquela ocasião, porém, tal certeza teria sido impossível. E muita coisa mudou.
Hoje tenho a grata certeza do resultado: um balanço para lá de positivo, um saldo credor e muitas alegrias, ao olhar para trás e enxergar as amizades que fiz e que o tempo e o espaço não dizimaram.
Neste exato momento só quero homenagear uma amiga bastante cara que completa anos em poucas horas, e é para isso que escrevo.
Feliz aniversário, e que muitas bênçãos sejam derramadas, que você tenha muitas alegrias e que tenha a felicidade de ter amigos como eu tenho!
Auguri! Auguri! Auguri!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O SHOW DE SAMBA
Ganhei um cd de pagode, destes com os melhores, os piores, enfim, todos os sucessos do Fundo de Quintal. E tenho de confessar, o cd é muito bom. Ouço no meu carro, no meio do trânsito, e cantarolo as letras fáceis e adesivas, me imaginando na praia, com uma cerva bem gelada, debaixo de um sol escaldante. Até aí a máxima semelhança com o meu imaginário se dá por meio dos meus óculos escuros da Mormaii, a única coisa em minha vestimenta que cheira a verão.
Bom, depois de duas infindáveis semanas ouvindo um bom pagode, troquei o cd por um cd de jazz. Se for pensar com cautela, não foi uma mudança tão radical, afinal pagode e jazz são dois expoentes da música negra com raízes africanas. Só nasceram em lugares diferentes, mas têm quase que a mesma origem.
E me lembrei nesse meio tempo de um show de samba que fui assistir com a minha irmã nos idos dos anos 90. Naquela época não havia internet e para conseguir bons ingressos tínhamos que amargar horas em filas de bilheterias. Pois bem, fomos com um amigo que conseguiu 4 ingressos: um para ele e outros 3 para mim e minhas duas irmãs.
Todo mundo que nos conhece sabe bem que a Daniela não se destaca pela audição apurada, o que a faz falar muito alto em diversas situações, principalmente em locais barulhentos.
Fomos ao show. Chegamos cedo e logo pegamos um lugar na fila, e, sem brincadeira como éramos as únicas pessoas brancas no meio de quase mil pessoas de outras colorações. Qual não foi minha surpresa quando distraidamente a minha irmã se virou para nós e num tom surpreendentemente elevado para a ocasião, soltou: PORRA! MAS SÓ TEM A GENTE DE BRANCO AQUI!!!
Naquele momento senti como se todas as pessoas do mundo se virassem para nos encarar. E se fez um silêncio espetacular. Incrível o poder das palavras né?
Só sei que no momento seguinte meu amigo iniciou um batuque e quase que em uníssono eu e a minha outra irmã - a não surda - iniciamos um corinho de uma música em homenagem ao Zumbi dos Palmares, como se tivéssemos nascido no próprio quilombo. É realmente impressionante o que fazemos quando estamos sob pressão.
No momento seguinte nossos "amigos de fila entraram no coro" e assim adentramos o espetáculo, cantando e batucando, o que me faz pensar que... quando imaginamos que tudo está perdido, nada como um bom samba pra alegrar os nossos e por ventura, também os corações alheios!
domingo, 27 de novembro de 2011
A CICLOVIA DE MOEMA
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pedal do Meio
Nada como duas horas no trânsito.
Suficientes para sentir os 32,5ºC como se fossem vinte, depois quarenta, depois molhados.
Nada como tirar a sandália e não tirar os olhos do meu retrovisor com medo de se repetir a mesma cena de assalto (se bem que já tenho um celular reserva em um dos porta-copos).
"Vou deixar a janela meio aberta mesmo". E agradecer o pote de mil mentos que comprei só porque cabe certinho no meu outro porta-copos ocioso e também como previdência para um belo trânsito sextafeiral.
Li o final do conto do Veríssimo, vi se minhas unhas já secaram, buzinei, estressei, odiei e fechei a janela quando parei do lado do boteco (não daqueles sujos dos quais eu, imunizadamente, amo tomar café no copo americano) de aparência e clientes asquerosos.
Eu tinha que ficar na faixa da esquerda rápido...não por nada, só pra gritar "Goiabaaa!!".
E eu comprei a inflacionada e mais deliciosa transgênica goiaba vermelha do mundo dos faróis!
Dai tudo ficou bonito mesmo. Meu ipod descobriu que não pode tocar Kitaro depois de tocar Roulette Dares, minha maquiagem se descobriu derretida e a chuva choveu, parou e brisou um vento digno de correr o risco com as duas janelas abertas e de aumentar o som e jogar o braço pra fora e sentir algumas gotas persistentes.
E assim eu me despedi da flor presa no meu vidro da frente, que cuidou de ficar lá comigo por duas horas, até a nova chuva.
Que choveu na hora certa o suficiente pra preparar o mato daqui de casa, que se perfumasse com aquele cheiro molhado e verde dos serenos...
Serenidade em hora tão irônica e mais bem-vinda.
novembro 2010