Pois é, acabo de invadir este blog.
Na verdade acabei sendo convidado pela dona pra incluir nele minhas idéias distorcidas da realidade.
Eu digo sempre pra Andrea, não somos nós que pensamos diferente, é o mundo que pensa errado.
Como no alienista (o livro dâââ) , vamos acabar os dois parando no manicômio, e por vontade própria.
Sobre a invasão, tive nos últimos meses uma invasão do meu email pessoal, a coisa chegou a ponto de me obrigar a excluir meu email. Descobri então, o transtorno que é alterar um email. Existem zilhões de sites, e serviços, e pessoas, e cadastros, e ticétera, que usam seu email indiscriminadamente. Meu email não me pertencia mais...
E as pessoas que comecei a encontrar então? Indignados perguntando coisas como: - Poxa vida, você não viu o email que te mandei?
E as mensagens de trabalho? Te mandam um email e consideram o assunto resolvido: - Como? você chegou na reunião no dia errado? Problema seu, mandei o comunicado da mudança por email.
Fui obrigado a reativar o email só pra colocar uma mensagem automática dizendo que eu tinha desativado o email.
Kafka puro...
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
DRIBLANDO A MORTE
Já repararam como bandido não morre?
Outro dia ouvindo uma entrevista sobre um especialista em cangaço, soube que ainda hoje restam vivos alguns exemplares daquele tipo de "guerrilha", o que me leva a crer que os que não morreram em batalhas viveram quase que centenariamente, um feito até mesmo para os dias de hoje. Parafraseando Jô Soares, gostaria muito de saber o que eles comiam!!
Um outro exemplo interessante é a lenda nada surreal que se ouve entre equipes médicas de hospitais públicos que a toda hora atendem foras da lei baleados e feridos de alguma outra forma... os caras não morrem! se chegarem 2 caras igualmente feridos, um trabalhador e outro bandido, adivinha quem é que se dá mal? Não sei o porquê e nem tenho explicação teorizada da causa de tamanha resistência física. E olha que já vi bandidos escaparem miraculosamente de situações onde havia a morte certa rondando a maca.
Comentei o assunto numa tarde dessas com meu pai que logo pôs um fim à polêmica com a seguinte conclusão: quando a gente estiver mal, mas bem mal mesmo!, aí a gente vai assalta um banco!!
Outro dia ouvindo uma entrevista sobre um especialista em cangaço, soube que ainda hoje restam vivos alguns exemplares daquele tipo de "guerrilha", o que me leva a crer que os que não morreram em batalhas viveram quase que centenariamente, um feito até mesmo para os dias de hoje. Parafraseando Jô Soares, gostaria muito de saber o que eles comiam!!
Um outro exemplo interessante é a lenda nada surreal que se ouve entre equipes médicas de hospitais públicos que a toda hora atendem foras da lei baleados e feridos de alguma outra forma... os caras não morrem! se chegarem 2 caras igualmente feridos, um trabalhador e outro bandido, adivinha quem é que se dá mal? Não sei o porquê e nem tenho explicação teorizada da causa de tamanha resistência física. E olha que já vi bandidos escaparem miraculosamente de situações onde havia a morte certa rondando a maca.
Comentei o assunto numa tarde dessas com meu pai que logo pôs um fim à polêmica com a seguinte conclusão: quando a gente estiver mal, mas bem mal mesmo!, aí a gente vai assalta um banco!!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Contando que é preciso prestar concurso público para assumir cargos em instituições públicas, é vergonhoso o despreparo dos profissionais que servem nestes locais.
Despreparo este que se verifica na falta de treinamento, na falta de psicologia na lida com o público, na falta do português correto tanto na fala como na escrita. É constrangedor.
A irritação muitas vezes palpável de tão densa, é uma presença constante nos locais destinados ao atendimento da população. Pessoas mal remuneradas, muitas vezes sobrecarregadas e sem vontade nem incentivo algum, são a normalidade dos serviços públicos em todas as áreas.
Prédios públicos feios, desconfortáveis e sujos, sem condições mínimas de trabalho para o atendente e o atendido são a normalidade também. Experimenta fazer uma pergunta extra para algum atendente. Você praticamente apanha sem o tapa. Bom... às vezes tem tapa.
O funcionário público se conhece de longe pelo jeito desleixado, a falta de ânimo, o arrastar dos pés nos corredores infinitos dos seus horrendos locais de trabalho.
Remunerar adequadamente o funcionário público, deixando para trás os subsalários a que são obrigados a se submeter pela falta de opção por empregos estáveis, já seria um bom ponto de partida... depois disso, tem todo o resto...
Um exemplo no texto abaixo.
Despreparo este que se verifica na falta de treinamento, na falta de psicologia na lida com o público, na falta do português correto tanto na fala como na escrita. É constrangedor.
A irritação muitas vezes palpável de tão densa, é uma presença constante nos locais destinados ao atendimento da população. Pessoas mal remuneradas, muitas vezes sobrecarregadas e sem vontade nem incentivo algum, são a normalidade dos serviços públicos em todas as áreas.
Prédios públicos feios, desconfortáveis e sujos, sem condições mínimas de trabalho para o atendente e o atendido são a normalidade também. Experimenta fazer uma pergunta extra para algum atendente. Você praticamente apanha sem o tapa. Bom... às vezes tem tapa.
O funcionário público se conhece de longe pelo jeito desleixado, a falta de ânimo, o arrastar dos pés nos corredores infinitos dos seus horrendos locais de trabalho.
Remunerar adequadamente o funcionário público, deixando para trás os subsalários a que são obrigados a se submeter pela falta de opção por empregos estáveis, já seria um bom ponto de partida... depois disso, tem todo o resto...
Um exemplo no texto abaixo.
UMA MANHÃ NO INSS
Ontem fui ao instituto de previdência dos funcionários públicos estaduais, uma espécie de INSS. Sou funcionária pública há quase 10 anos e precisei me afastar por alguns meses do trabalho por causa de um tratamento médico. Bom, o processo é complicadíssimo. Primeiro tive que pegar uma "guia" - não espiritual! - no meu local de trabalho para levar ao instituto e agendar a perícia.
Da primeira vez que fui lá, retirei uma senha e aguardei uns 53 minutos até que uma moça bastante mal humorada me chamou e disse que só teria vaga para uma perícia dali a 1 mês. Tentei argumentar que moro longe e que pela minha saúde, depois de 1 mês não poderia frequentar lugares aglomerados de pessoas, mas foi tudo em vão. Falei até com o chefe da seção de agendamento, que pelas minhas contas não deveria ter mais de 19 anos! - também em vão.
Tive que voltar em 1 mês, que foi no caso ontem.
Bom, assim que cheguei uma senhora atrás de um balcão olhou meus papéis e me indicou com um grunhido uma rampa no corredor que achei melhor subir. Detalhe, não havia crachás e nem uniformes na turma atrás do balcão, bem como posteriormente observei que esta prática de identificação de funcionários era inexistente no local.
Assim, indicada por uma popular desuniformizada e perita em comunicação na linguagem dos lobos, fui parar no segundo andar. Eram 9 horas da manhã e adentrei um salão apinhado de pessoas! Pô! 9 horas da manhã!! E tinha gente que já estava ali há pelo menos umas 3 horas!
Outra moça sem nenhum tipo de identificação então me solicitou o papel com meu agendamento da perícia. Olha que ela estava tão brava e foi tão incisiva que fui logo entregando a bolsa, com exames, papéis e tudo mais. Mas ela pegou só o papel e me devolveu o resto, graças a Deus!
Grunhindo também, me indicou que sentasse e esperasse assim como pelo menos umas cem pessoas já o estavam fazendo. Melhor acatar.
Abri meu livro para passar o tempo mas pessoas desprovidas de credenciais passavam o tempo todo carregando papéis e dando ordens. Foi quando escutei numa voz estridente e forte um "cadê assss guia que estava aqui?". Claro que olhei, pois no meu entendimento, as pessoas que trabalham em lugares públicos deveriam ser concursadas, e para passar num concurso deveria ser de praxe a prática correta da concordância tanto na fala como na escrita. Será que estou muito errada?? E tudo isso reforçadamente elevado à décima potência quando se trata de uma atendente!
Pois eis que quando olho na direção da voz, enxergo uma senhora gorda de uns 60 anos, vestida de cozinheira, com avental e tudo!, segurando um monte de fichas e chamando os pacientes. Uma visão dantesca, uma audição dantesca também. Enfim, uma cena surreal.
Bom, pelo menos esta estava uniformizada!!
Da primeira vez que fui lá, retirei uma senha e aguardei uns 53 minutos até que uma moça bastante mal humorada me chamou e disse que só teria vaga para uma perícia dali a 1 mês. Tentei argumentar que moro longe e que pela minha saúde, depois de 1 mês não poderia frequentar lugares aglomerados de pessoas, mas foi tudo em vão. Falei até com o chefe da seção de agendamento, que pelas minhas contas não deveria ter mais de 19 anos! - também em vão.
Tive que voltar em 1 mês, que foi no caso ontem.
Bom, assim que cheguei uma senhora atrás de um balcão olhou meus papéis e me indicou com um grunhido uma rampa no corredor que achei melhor subir. Detalhe, não havia crachás e nem uniformes na turma atrás do balcão, bem como posteriormente observei que esta prática de identificação de funcionários era inexistente no local.
Assim, indicada por uma popular desuniformizada e perita em comunicação na linguagem dos lobos, fui parar no segundo andar. Eram 9 horas da manhã e adentrei um salão apinhado de pessoas! Pô! 9 horas da manhã!! E tinha gente que já estava ali há pelo menos umas 3 horas!
Outra moça sem nenhum tipo de identificação então me solicitou o papel com meu agendamento da perícia. Olha que ela estava tão brava e foi tão incisiva que fui logo entregando a bolsa, com exames, papéis e tudo mais. Mas ela pegou só o papel e me devolveu o resto, graças a Deus!
Grunhindo também, me indicou que sentasse e esperasse assim como pelo menos umas cem pessoas já o estavam fazendo. Melhor acatar.
Abri meu livro para passar o tempo mas pessoas desprovidas de credenciais passavam o tempo todo carregando papéis e dando ordens. Foi quando escutei numa voz estridente e forte um "cadê assss guia que estava aqui?". Claro que olhei, pois no meu entendimento, as pessoas que trabalham em lugares públicos deveriam ser concursadas, e para passar num concurso deveria ser de praxe a prática correta da concordância tanto na fala como na escrita. Será que estou muito errada?? E tudo isso reforçadamente elevado à décima potência quando se trata de uma atendente!
Pois eis que quando olho na direção da voz, enxergo uma senhora gorda de uns 60 anos, vestida de cozinheira, com avental e tudo!, segurando um monte de fichas e chamando os pacientes. Uma visão dantesca, uma audição dantesca também. Enfim, uma cena surreal.
Bom, pelo menos esta estava uniformizada!!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
WAZOWSKI
Sabe aquelas pessoas que querem agradar?
Mas estou falando daquelas que querem MUITO agradar... tenho certeza que todo mundo aqui já teve algum tipo de experiência neste sentido. A vaidade humana muitas vezes necessita de aceitação, às vezes até mesmo de elevação por parte de semelhantes. E é lógico que um bajulador, agradador! pode fazer muito bem para algumas almas inseguras.
Pois bem... tem gente que gosta disso... mas quem falou que todo mundo gosta???
Um agradador nem sempre é um puxa-saco. Não! É preciso diferenciar essa linha tênue entre os dois. O agradador quer agradar, quer fazer com que você se sinta feliz, quer que você perceba o quanto ele gosta de você fazendo parecer que tudo que você faz é lindo, inteligente e bom. Se você leva o seu cachorro passear junto com ele, é capaz que ele realmente enxergue alguma semelhança entre o cocô do seu cachorro e o David de Michelangelo. O agradador é sincero.
Agora me diga: quem precisa de pessoas assim? A impressão que tenho dessas pessoas é que estou conversando com um eco sem auto-crítica. Isso só pode ser ruim!
Outro dia um agradador concordou compulsivamente comigo em várias frases que citei e atribuí à "Wazowski". Ficamos assim algumas horas discutindo Wazowski, ele sempre concordando e fazendo inclusive citações que eu refutava impiedosamente pela característica filosófica do autor e todo o contexto que introduzi. Sim, porque o agradador vai sempre concordando com tudo que você faz mesmo não tendo um mínimo de domínio sobre o que está dizendo para simplesmente... agradar. Se você acha, ele louva.
Fui para casa então pensando pensando em Mike Wazowski do desenho Montros S. A.
E olha que nem sei se ele falou mesmo tudo aquilo!
Mas estou falando daquelas que querem MUITO agradar... tenho certeza que todo mundo aqui já teve algum tipo de experiência neste sentido. A vaidade humana muitas vezes necessita de aceitação, às vezes até mesmo de elevação por parte de semelhantes. E é lógico que um bajulador, agradador! pode fazer muito bem para algumas almas inseguras.
Pois bem... tem gente que gosta disso... mas quem falou que todo mundo gosta???
Um agradador nem sempre é um puxa-saco. Não! É preciso diferenciar essa linha tênue entre os dois. O agradador quer agradar, quer fazer com que você se sinta feliz, quer que você perceba o quanto ele gosta de você fazendo parecer que tudo que você faz é lindo, inteligente e bom. Se você leva o seu cachorro passear junto com ele, é capaz que ele realmente enxergue alguma semelhança entre o cocô do seu cachorro e o David de Michelangelo. O agradador é sincero.
Agora me diga: quem precisa de pessoas assim? A impressão que tenho dessas pessoas é que estou conversando com um eco sem auto-crítica. Isso só pode ser ruim!
Outro dia um agradador concordou compulsivamente comigo em várias frases que citei e atribuí à "Wazowski". Ficamos assim algumas horas discutindo Wazowski, ele sempre concordando e fazendo inclusive citações que eu refutava impiedosamente pela característica filosófica do autor e todo o contexto que introduzi. Sim, porque o agradador vai sempre concordando com tudo que você faz mesmo não tendo um mínimo de domínio sobre o que está dizendo para simplesmente... agradar. Se você acha, ele louva.
Fui para casa então pensando pensando em Mike Wazowski do desenho Montros S. A.
E olha que nem sei se ele falou mesmo tudo aquilo!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
HISTÓRIA COM MORAL
A filha está aguardando a internação no grande hospital.
A mãe a acompanha enquanto entram no quarto que será sua morada na próxima e interminável semana. O procedimento é grande, invasivo, com recuperação lenta e dolorosa.
Com consciência pesada ela deita na cama hospitalar e recebe as pulseiras de identificação. Tudo é novo e diferente.
Vendo a mãe se alojar em um sofá desconfortável ela insiste para que troquem de lugar durante a noite, afinal de contas a mãe terá que se preservar para os cuidados pós-operatórios que virão a seguir.
Na manhã seguinte, a filha se antecipa ao chamado da enfermeira e resolve tomar o derradeiro banho pois sabe-se lá quando ela poderá entrar embaixo de um chuveiro novamente... enquanto ela toma seu banho, uma gritaria se ouve no quarto, mas ela nem liga, tão gostosa está a ducha forte do hospital.
Ela pensa que ouviu algo entre "o paciente não está identificado" e "me larga, me larga", mas acha que é só a sua imaginação impressionada com o que virá a seguir.
Ao sair da ducha, encontra o quarto vazio, na penumbra, sem viva alma no corredor. Parece que o dia já começou e todos estão ocupados. Ela volta ao seu sofá de acompanhante, abre uma revista e aguarda infinitamente sem que venham buscá-la para o procedimento. Demora um pouco até ela se dar conta de que LEVARAM A MÃE!
Moral da história: nunca deite na cama do doente sem precisar - você corre o risco de ser tratado antes da hora!
A mãe a acompanha enquanto entram no quarto que será sua morada na próxima e interminável semana. O procedimento é grande, invasivo, com recuperação lenta e dolorosa.
Com consciência pesada ela deita na cama hospitalar e recebe as pulseiras de identificação. Tudo é novo e diferente.
Vendo a mãe se alojar em um sofá desconfortável ela insiste para que troquem de lugar durante a noite, afinal de contas a mãe terá que se preservar para os cuidados pós-operatórios que virão a seguir.
Na manhã seguinte, a filha se antecipa ao chamado da enfermeira e resolve tomar o derradeiro banho pois sabe-se lá quando ela poderá entrar embaixo de um chuveiro novamente... enquanto ela toma seu banho, uma gritaria se ouve no quarto, mas ela nem liga, tão gostosa está a ducha forte do hospital.
Ela pensa que ouviu algo entre "o paciente não está identificado" e "me larga, me larga", mas acha que é só a sua imaginação impressionada com o que virá a seguir.
Ao sair da ducha, encontra o quarto vazio, na penumbra, sem viva alma no corredor. Parece que o dia já começou e todos estão ocupados. Ela volta ao seu sofá de acompanhante, abre uma revista e aguarda infinitamente sem que venham buscá-la para o procedimento. Demora um pouco até ela se dar conta de que LEVARAM A MÃE!
Moral da história: nunca deite na cama do doente sem precisar - você corre o risco de ser tratado antes da hora!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
NAMORADO VIRTUAL
Tive uns dias de repouso forçado em casa onde eu não podia realmente fazer muitas coisas sozinha. Uma das ações que me foram permitidas foi o uso irrestrito do computador. Passei dias inteiros teclando e comendo. Nada saudável esse repouso!
Computador cansa! Depois de olhar todos os emails, ler todas as notícias, enviar mensagens para amigos e inimigos, tive a grande idéia: me inscrevi num site desses de arrumar um relacionamento afetivo pela net.
Para mim a coisa era muito simples. Eu me inscreveria, olharia no menu e escolheria, ainda sem critério definido, dentre as diversas opções. Aí era só escrever uma mensagem e aguardar o retorno do futuro pretendido. Simples assim.
Posso dizer que conheci algumas pessoas bem interessantes com as quais tenho mantido conversações quase que diárias e que tornaram-se bons amigos virtuais.
Por outro lado, conheci homens que interessados em pretender, estabelecem uma relação de conversas envolventes tentando alcançar um nivel de comprometimento... e TODOS! praticamente sem exceção, são doidos de pedra. E como tem cara doido por aí!!
Como consequência das más experiências que tive, criei uma série de critérios para exclusão de doidos. Não vou enumerar todos, mas dentro destes sites de relacionamento pela net considero um ótimo critério de exclusão aquele do cara com mais de 40 anos e que ainda mora com a mãe.
Você que está prestes a ser vítima de encantamento virtual, faça só duas perguntas: quantos anos você tem? E com quem você mora?
Tenho uma amiga que conheceu um cara pela net e um dia, com o relacionamento já fluindo solto, resolveram viajar. Qual não foi a surpresa da minha amiga quando o namorado disse que não havia trazido o pijama porque a sua mãe tinha esquecido de colocar na mala! Adivinha só quantos anos ele tinha e com quem ele morava? Hein hein???
Um amigo no entanto fez uma ressalva interessante: Jesus morou com a mãe até os 33 anos! Aí fiquei pensando nas exceções... Se Jesus realmente ouvisse a sua mãe o fim da história provavelmente seria diferente... acho!... talvez o Cristianismo nem existisse né? Portanto Jesus excepcionalmente seria um bom partido, com todo respeito é claro.
Acho que sites para relacionamentos virtuais deveriam manter os relacionamentos no campo virtual! Este mesmo amigo se animou com as minhas incursões e veio me contar que há algumas semanas conheceu virtualmente uma mulher que mora na Russia. Olha que sorte!! O melhor conselho que pude dar quando ele me disse foi: DEIXA ELA LÁ!!!
Computador cansa! Depois de olhar todos os emails, ler todas as notícias, enviar mensagens para amigos e inimigos, tive a grande idéia: me inscrevi num site desses de arrumar um relacionamento afetivo pela net.
Para mim a coisa era muito simples. Eu me inscreveria, olharia no menu e escolheria, ainda sem critério definido, dentre as diversas opções. Aí era só escrever uma mensagem e aguardar o retorno do futuro pretendido. Simples assim.
Posso dizer que conheci algumas pessoas bem interessantes com as quais tenho mantido conversações quase que diárias e que tornaram-se bons amigos virtuais.
Por outro lado, conheci homens que interessados em pretender, estabelecem uma relação de conversas envolventes tentando alcançar um nivel de comprometimento... e TODOS! praticamente sem exceção, são doidos de pedra. E como tem cara doido por aí!!
Como consequência das más experiências que tive, criei uma série de critérios para exclusão de doidos. Não vou enumerar todos, mas dentro destes sites de relacionamento pela net considero um ótimo critério de exclusão aquele do cara com mais de 40 anos e que ainda mora com a mãe.
Você que está prestes a ser vítima de encantamento virtual, faça só duas perguntas: quantos anos você tem? E com quem você mora?
Tenho uma amiga que conheceu um cara pela net e um dia, com o relacionamento já fluindo solto, resolveram viajar. Qual não foi a surpresa da minha amiga quando o namorado disse que não havia trazido o pijama porque a sua mãe tinha esquecido de colocar na mala! Adivinha só quantos anos ele tinha e com quem ele morava? Hein hein???
Um amigo no entanto fez uma ressalva interessante: Jesus morou com a mãe até os 33 anos! Aí fiquei pensando nas exceções... Se Jesus realmente ouvisse a sua mãe o fim da história provavelmente seria diferente... acho!... talvez o Cristianismo nem existisse né? Portanto Jesus excepcionalmente seria um bom partido, com todo respeito é claro.
Acho que sites para relacionamentos virtuais deveriam manter os relacionamentos no campo virtual! Este mesmo amigo se animou com as minhas incursões e veio me contar que há algumas semanas conheceu virtualmente uma mulher que mora na Russia. Olha que sorte!! O melhor conselho que pude dar quando ele me disse foi: DEIXA ELA LÁ!!!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O CHEFIA
Olha o que a gente faz com os seres vivos que gostam da gente... quando o amor é excessivo o ser humano tende à repelir, afastar, exterminar. Isso acontece com modulações mas inevitalmente ocorre sem exceções. Por exemplo, aqui em casa tinha um rato que visitava a nossa cozinha todas as noites. Ele amava a nossa cozinha! Eu até ficava esperando ele aparecer... e olha que o dia em que ele se atrasava eu gostaria de poder ligar na toca da mãe dele pergunatndo se tinha acontecido algo... um dia descobri que ele ERA a mãe. O remake de Psicose com elenco animal, e na MINHA cozinha!! Fiquei lisonjeada.
Ocorreu que após quase um mês de visitas pontualmente londrinas, meus pais voltaram de viagem. Ao saber da encenação teatral diária performada pelo elenco do rato (só tinha um mesmo) entraram em pânico. Especularam sobre doenças e sujeiras trazidas por esses animais, colocaram medo em todos os espectadores - no caso nós - e imediatamente começaram a pesquisar métodos de erradicar a peste. O Chefia (o rato à essa altura já tinha um nome) na sua ingenuidade continuava a frequentar o pedaço, saindo de seu camarim todos os dias na hora marcada pra encenar a sua Psicose.
Sem ao menos avaliar o talento e o valor artístico do espetáculo, meus pais contrataram uma empresa de desratização. Mesmo com meus apelos para a preservação da vida animal, vieram os homens.
Hoje o chefia se foi, não temos mais Psicose, nem vestígios de vida noturna na cozinha. Bom, tem a minha irmã que comia à noite e falava que era o Chefia que desarrumava tudo. Como não acreditamos em espíritos de ratos descobrimos que grande parte da bagunça era devida à um ser humano, no caso minha própria irmã, que vive entre nós!
Dos bichos selvagens que frequantam a nossa casa sobraram os mosquitos. Mas são poucos no inverno... e esses ainda matamos com requintes de crueldade, usando a raquete elétrica. Matamos porque até hoje eles não somaram no nosso invólucro cultural. No dia em que eles vierem dançando o Dom Quixote, com certeza serão louvados e poupados!
Olha o que a gente faz com os bichinhos que vêm viver com a gente...
Ocorreu que após quase um mês de visitas pontualmente londrinas, meus pais voltaram de viagem. Ao saber da encenação teatral diária performada pelo elenco do rato (só tinha um mesmo) entraram em pânico. Especularam sobre doenças e sujeiras trazidas por esses animais, colocaram medo em todos os espectadores - no caso nós - e imediatamente começaram a pesquisar métodos de erradicar a peste. O Chefia (o rato à essa altura já tinha um nome) na sua ingenuidade continuava a frequentar o pedaço, saindo de seu camarim todos os dias na hora marcada pra encenar a sua Psicose.
Sem ao menos avaliar o talento e o valor artístico do espetáculo, meus pais contrataram uma empresa de desratização. Mesmo com meus apelos para a preservação da vida animal, vieram os homens.
Hoje o chefia se foi, não temos mais Psicose, nem vestígios de vida noturna na cozinha. Bom, tem a minha irmã que comia à noite e falava que era o Chefia que desarrumava tudo. Como não acreditamos em espíritos de ratos descobrimos que grande parte da bagunça era devida à um ser humano, no caso minha própria irmã, que vive entre nós!
Dos bichos selvagens que frequantam a nossa casa sobraram os mosquitos. Mas são poucos no inverno... e esses ainda matamos com requintes de crueldade, usando a raquete elétrica. Matamos porque até hoje eles não somaram no nosso invólucro cultural. No dia em que eles vierem dançando o Dom Quixote, com certeza serão louvados e poupados!
Olha o que a gente faz com os bichinhos que vêm viver com a gente...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A "CERIMÔNIA DO LAVA PÉS"
Imagino que neste segundo semestre já começam os preparativos para a cerimônia do lava pé, ou lava pés. Fico pensando naquele monte de frades ou padres ansiosos almejando uma vaga na cerimônia onde o papa in persona vai lavar pé por pé dos candidatos escolhidos... e imaginando a correria para alcançar os consultórios dermatológicos ao som de "fui escolhido, fui escolhido!!!" visando exterminar micoses e afins antes de terem seus pés lavados transmitidos via satélite para o público mundial. "Fui escolhido, fui escolhido!!! Faz alguma coisa!! Fui escolhido!!!"... e por aí vai.
terça-feira, 27 de julho de 2010
SAIR NA CARAS!
Tem gente que não faz nada. Nada. NADA!
Recentemente passei por um procedimento cirúrgico que me deixou literalmente de molho... e nesses dias de repouso obrigatório, venho dormindo muito, indo muito a consultórios médicos e lendo muito... logicamente tenho lido muita besteira também, mas nada se supera às revistas de fofocas de celebridades, o que me leva à reafirmar: TEM GENTE QUE NÃO FAZ NADA!
Essa gente do mundo artístico por exemplo. Li sobre uma atriz que aparece aqui e acolá em algumas novelas e que agora está se dedicando à sua grife de roupas. ?!. Eu nunca ouvi falar da tal grife, mas a manchete anunciava com estardalhaço que a "bela" estava descansando em seu apartamento no Rio de Janeiro (descansando de que? - faz pelo menos uns 6 meses que não vejo a "bela" aparecendo por aí), exercitando-se diariamente com o namorado (outro inútil, presumo) e preparando-se para uma viagem à Índia para pesquisar tecidos para sua nova coleção - da grife abstrata! É lógico que não faltará um giro pela Europa nesse mega período de férias do nada.
E o pior é que essas pessoas arrumam namorados e noivos e maridos que também não fazem nada.
Me diz, quem é que consegue acompanhar diariamente a namorada em sessões intermináveis de ginástica e corridinhas na praia? E quem trabalha nessa união? E eles vivem do que?
E o pior, existem revistas especializadas em divulgar o "nada". Qual é o interesse comunitário na empreitada desta determinada atriz? E olha que essa atriz foi só um exemplo... porque a revista é recheada de gente que não faz nada!
Se eu deixar de trabalhar um dia que seja isso já é suficiente para fazer muita diferença no meu orçamento. Então pergunto novamente: essas pessoas vivem de que??? Como levar esse padrão de vida elevado sem fazer nada? Como fazer horas de ginástica todos os dias? Como sobreviver sem se matar de trabalhar???
Será que sair na Caras é melhor do que ganhar na Loto?
Recentemente passei por um procedimento cirúrgico que me deixou literalmente de molho... e nesses dias de repouso obrigatório, venho dormindo muito, indo muito a consultórios médicos e lendo muito... logicamente tenho lido muita besteira também, mas nada se supera às revistas de fofocas de celebridades, o que me leva à reafirmar: TEM GENTE QUE NÃO FAZ NADA!
Essa gente do mundo artístico por exemplo. Li sobre uma atriz que aparece aqui e acolá em algumas novelas e que agora está se dedicando à sua grife de roupas. ?!. Eu nunca ouvi falar da tal grife, mas a manchete anunciava com estardalhaço que a "bela" estava descansando em seu apartamento no Rio de Janeiro (descansando de que? - faz pelo menos uns 6 meses que não vejo a "bela" aparecendo por aí), exercitando-se diariamente com o namorado (outro inútil, presumo) e preparando-se para uma viagem à Índia para pesquisar tecidos para sua nova coleção - da grife abstrata! É lógico que não faltará um giro pela Europa nesse mega período de férias do nada.
E o pior é que essas pessoas arrumam namorados e noivos e maridos que também não fazem nada.
Me diz, quem é que consegue acompanhar diariamente a namorada em sessões intermináveis de ginástica e corridinhas na praia? E quem trabalha nessa união? E eles vivem do que?
E o pior, existem revistas especializadas em divulgar o "nada". Qual é o interesse comunitário na empreitada desta determinada atriz? E olha que essa atriz foi só um exemplo... porque a revista é recheada de gente que não faz nada!
Se eu deixar de trabalhar um dia que seja isso já é suficiente para fazer muita diferença no meu orçamento. Então pergunto novamente: essas pessoas vivem de que??? Como levar esse padrão de vida elevado sem fazer nada? Como fazer horas de ginástica todos os dias? Como sobreviver sem se matar de trabalhar???
Será que sair na Caras é melhor do que ganhar na Loto?
sexta-feira, 16 de julho de 2010
PLATÃO E A ACADEMIA
Será que Platão fazia ginástica? E Nietzsche, com a sua teoria sobre as tarântulas e tudo?
Todo mundo tem que ter uma atividade paralela para descarregar o stress. Dizem que exercício físico é ótimo para isso. Libera endorfina né?
Será que pensar libera endorfina? Se liberar, deve ser em doses reguladas por microcontadores corpóreos, porque os caras pensam por muito mais tempo do que conseguem permanecer se exercitando.
Os grandes filósofos não deviam fazer exercícios, eu acho... tinham tempo de sobra para pensar. Não sossegavam suas ansiedades castigando, ou melhor, trabalhando o corpo. Não conseguiam descarregar seus pensamentos em um monte de atividade física...
Pensavam porque tinham tempo, porque não existia essa cultura de exercícios diários e exaustivos para todos como rota de fuga... porque não tinha TV!
E deixaram muitas teorias e conceitos que através dos tempos receberam inúmeras interpretações, servindo de guias para os pensamentos modernos.
Será que eles realmente quiseram dizer tudo isso? Ou interpretamos de modo que colocamos em seus pensamentos filosóficos conceitos que eles nunca esperavam ou não tinham a mínima intenção de ter "pensado". Acho que os grandes pensadores não tinham intenção de pensar nem metade do que à eles é atribuído.
Então, para evitar mal entendido, sou entusiasta do exercício físico como ponto de descarrego de energia acumulada. Tira o stress, tira o tempo que sobra, cansa a mente e o corpo e evita pensamentos filosóficos...
Todo mundo tem que ter uma atividade paralela para descarregar o stress. Dizem que exercício físico é ótimo para isso. Libera endorfina né?
Será que pensar libera endorfina? Se liberar, deve ser em doses reguladas por microcontadores corpóreos, porque os caras pensam por muito mais tempo do que conseguem permanecer se exercitando.
Os grandes filósofos não deviam fazer exercícios, eu acho... tinham tempo de sobra para pensar. Não sossegavam suas ansiedades castigando, ou melhor, trabalhando o corpo. Não conseguiam descarregar seus pensamentos em um monte de atividade física...
Pensavam porque tinham tempo, porque não existia essa cultura de exercícios diários e exaustivos para todos como rota de fuga... porque não tinha TV!
E deixaram muitas teorias e conceitos que através dos tempos receberam inúmeras interpretações, servindo de guias para os pensamentos modernos.
Será que eles realmente quiseram dizer tudo isso? Ou interpretamos de modo que colocamos em seus pensamentos filosóficos conceitos que eles nunca esperavam ou não tinham a mínima intenção de ter "pensado". Acho que os grandes pensadores não tinham intenção de pensar nem metade do que à eles é atribuído.
Então, para evitar mal entendido, sou entusiasta do exercício físico como ponto de descarrego de energia acumulada. Tira o stress, tira o tempo que sobra, cansa a mente e o corpo e evita pensamentos filosóficos...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
MINHA DONA É UMA BOXER
Dizem que os animais são reflexos de seus donos.
Para quem não tem presença de demarcação e de liderança junto ao mundo dos bichos, o contrário também é verdadeiro.
Eu, por exemplo, acho muito mais fácil me impor junto aos seres humanos do que junto aos animais "irracionais". Afinal, quem realmente é o irracional?
A pureza, a determinação, a simplicidade e a honestidade dos bichos faz com que a gente sinta todas as dificuldades de um relacionamento interpessoal. Aí é que constatamos o quanto distorcida se encontra a nossa realidade, o quanto estamos "acostumados" a lidar com os defeitos da personalidade humana e como nos esquecemos das coisas mais simples da vida...
Assim sendo, quando chego em casa sou totalmente dominada pelo espírito canino. Minha cachorra é a minha dona - literalmente. Ela manda em tudo, inclusive em mim. Só não manda na Irene, que trabalha aqui em casa. Bom, a Irene também manda em mim...
E dessa forma confesso, até alegremente, que faz muito bem para a alma ficar livre de todo o lixo humano que nos cerca - nem que seja em casa, por algumas horas apenas, a noite.
Aprendemos com os bichos a sobreviver nos locais onde eles não podem entrar.
Para quem não tem presença de demarcação e de liderança junto ao mundo dos bichos, o contrário também é verdadeiro.
Eu, por exemplo, acho muito mais fácil me impor junto aos seres humanos do que junto aos animais "irracionais". Afinal, quem realmente é o irracional?
A pureza, a determinação, a simplicidade e a honestidade dos bichos faz com que a gente sinta todas as dificuldades de um relacionamento interpessoal. Aí é que constatamos o quanto distorcida se encontra a nossa realidade, o quanto estamos "acostumados" a lidar com os defeitos da personalidade humana e como nos esquecemos das coisas mais simples da vida...
Assim sendo, quando chego em casa sou totalmente dominada pelo espírito canino. Minha cachorra é a minha dona - literalmente. Ela manda em tudo, inclusive em mim. Só não manda na Irene, que trabalha aqui em casa. Bom, a Irene também manda em mim...
E dessa forma confesso, até alegremente, que faz muito bem para a alma ficar livre de todo o lixo humano que nos cerca - nem que seja em casa, por algumas horas apenas, a noite.
Aprendemos com os bichos a sobreviver nos locais onde eles não podem entrar.
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