Tô cansada, chateada e com saudades dos meus cachorros.
Antes tinha os pombos que vinham me visitar. Um casal muito simpático. Tiveram até um filhotinho que nasceu embaixo da Survivor, a minha planta. Ele voou (ou caiu, não sei precisar!) num bonito dia de Natal.
No ano seguinte o casal voltou ao local da desova, mas resolveram que todos os dias às 5 da manhã iam fazer saliências embaixo da Survivor. ...
Não aguentamos. Um dia bati umas tampas de panela bem na hora da azaração e eles voaram. E nunca mais voltaram. E eu tomei uma multa do condomínio por bater panelas às 5 da manhã.
O fato é que nunca mais voltaram, o que foi comemorado com muita alegria por mim e Survivor, que pela primeira vez floriu. Mas floriu muito! Flores amarelas.
Só que agora a Survivor está de mau humor e recolheu as flores todas. Eu nem tô tentando puxar papo com ela porque ela não está para conversas ultimamente.
Por mim posso dizer que estou cansada, particularmente chateada hoje, sem ninguém pra falar... mas não estou com saudades dos pombos.
Estou com saudades dos meus cachorros!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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domingo, 9 de novembro de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
JÚLIA
Júlia é a mais nova integrante da nossa família.
Acho que já escrevi sobre ela, mas nunca dediquei um texto exclusivo para a sua pessoa.
A Júlia é um cachorro. Vira-lata. E eu, que nunca achei que adotaria um vira-lata, me surpreendi com essa nova maneira de ver a vida.
Eu já conhecia a Juju há alguns anos.
Trabalho uma vez por semana em um hospital onde existe uma cultura da população local de abandonar animais na portaria. Sempre tem uma alma bondosa que acaba cuidando dos cachorrinhos, e quando o bichinho é mais ajeitadinho, alguém acaba levando-o para casa.
Pois é, mas isso não aconteceu com a Júlia. A Júlia é um tipo tão comum, que nas feiras de adoção sempre penso estar vendo a foto dela. Já vi milhares de Júlias perambulando pela rua e uma vez uma protetora de bichos me disse que ela do tipo "pretinha básica".
Ela chegou ao hospital ainda filhote, brincalhona, e se adaptou muito bem nas proximidades da porta do Pronto Socorro de Adultos. Lá ela encontrou mais dois cãozinhos - o Negão e a Xuxa - e juntos fizeram um grupinho inseparável.
Eu e ela sempre tivemos afinidade. No primeiro dia em que a vi no hospital, toda pequena e disposta a fazer novas amizades, eu dei o que sobrou do meu almoço à ela. Às 19 hs, hora em saio do plantão, senti que algo me seguia, e ouvia passinhos atrás de mim... era ela! estava me esperando e me seguiu até o carro, onde ficou esperando para entrar e voltar comigo para casa. Até hoje me arrependo muito de ter deixado ela lá, na grama do estacionamento. Eu não podia ficar com ela, já tinha outros 2 cachorrinhos em casa. Ela até correu atrás do meu carro e eu chorando fui para casa, sem levar a pequena. Choro também hoje ao contar este episódio, de vergonha e de arrependimento.
Anos se passaram e ela se adaptou ao novo modo de vida no hospital, onde junto com a sua turminha parecia ser bem feliz. Ela era a líder e por vezes fazia triagem na porta do Pronto Socorro, só deixando entrar quem ela simpatizava. Ela também tinha uma mania de sorrir quando alguém lhe agradava, mania que mantém até hoje. Uma figurinha essa Júlia, com 6 dedos em cada pé, que fazem um barulhinho característico quando ela anda - tic tic tic - sempre evidente em todos os lugares.
Sempre que eu ia ao hospital, como faço até hoje, verificava os cachorrinhos abandonados por lá. Ainda vejo muitos deles e quando posso faço um carinho e dou uma parte do meu almoço para eles. O Negão e a Xuxa foram tosados este verão, mas agora já estão sujos de novo. Bem alimentados, vacinados, e abandonados, esperando pacientemente os dias passarem, deitados na porta do hospital onde às vezes alguma criança brinca com eles, faz carinho, e eu sei que eles adoram.
Mas voltando à história da Júlia, um dia cheguei para trabalhar e ela não se levantou. Estava desequilibrada, muito fraquinha, nem abanou o rabinho quando fiz um carinho. Todos os cachorros estavam debilitados, mas ela era a mais doente. E eu não pude deixar de fazer alguma coisa por ela.
No fim do meu plantão, embrulhei a Juju num cobertorzinho e a levei para um hospital veterinário. Ela estava péssima, tinha sido envenenada, como os outros. Uma amiga veterinária me ajudou, inclusive financeiramente, com os primeiros cuidados. Eu nem tinha condições de decidir nada, só chorava, com muita pena e até alguma culpa por não ter levado ela para casa naquele dia.
Depois de uma longa internação ela saiu do hospital - a conta gigantesca ajudada por amigos e anônimos que souberam da história - e foi para minha casa, muito magrinha, muito desconfiada, com medo de tudo, com sarna, mas livre do envenenamento.
Como já tinha 2 cachorros e não podia ficar com ela porque trabalhava o dia inteiro, coloquei-a para adoção. Tentei convencer um namorado que tinha na época a ficar com ela, mas ele também não podia por trabalhar o dia todo e ter que deixar a pequena sozinha.
Ela não gostou muito da minha casa, ficava sozinha o tempo todo, sem os seus amiguinhos do hospital. Tentei por algumas semanas arrumar uma família que a adotasse, sem sucesso algum. Ficava desconfiada de quem se interessava e também pensando que ninguém ia cuidar dela melhor que eu, do que a minha própria família.
Então decidi apresentar a Juju para meus outros cachorros. Tenho uma boxer de 12 anos que não gosta de outros cachorros, mas adorou a companhia da pequeninha vira-lata.
Meus sobrinhos também adoraram a idéia de ter um cachorrinho como a Juju e a minha sobrinha de 5 anos diz que a Júlia é dela - presente simbólico da minha pessoa. Minha sobrinha inclusive fica muito brava quando alguém fala que a Júlia é vira-lata. Tive que dizer para todo mundo que a Júlia é de uma raça muito rara chamada "pastor da Malasya", o que ela repete para quem quer que pergunte a raça do seu cachorro.
Por fim, ficamos com ela e em 20 de julho deste ano ela completa 2 anos conosco. Data também que adotamos para o seu aniversário, exaustivamente comemorado, com muitos ossinhos e biscroks.
De minha parte, me sinto muito feliz por ter adotado a Júlia e por receber dela um amor incondicional. Muitas vezes eu canto para ela. Canto mal, mas ela adora! E por vezes, depois de passearmos, sentamos na minha cama ou no chão e conversamos. Tenho muitas perguntas que gostaria que ela me respondesse... pergunto do seu passado, quem foram seus pais, se tinha irmãos... quem a abandonou...
E ela, muito mais esperta que eu, simplesmente me olha, balança o rabinho com toda a sua energia e dá uma lambida no meu rosto como que dizendo: e qual é a importância que isso tem agora?
Acho que já escrevi sobre ela, mas nunca dediquei um texto exclusivo para a sua pessoa.
A Júlia é um cachorro. Vira-lata. E eu, que nunca achei que adotaria um vira-lata, me surpreendi com essa nova maneira de ver a vida.
Eu já conhecia a Juju há alguns anos.
Trabalho uma vez por semana em um hospital onde existe uma cultura da população local de abandonar animais na portaria. Sempre tem uma alma bondosa que acaba cuidando dos cachorrinhos, e quando o bichinho é mais ajeitadinho, alguém acaba levando-o para casa.
Pois é, mas isso não aconteceu com a Júlia. A Júlia é um tipo tão comum, que nas feiras de adoção sempre penso estar vendo a foto dela. Já vi milhares de Júlias perambulando pela rua e uma vez uma protetora de bichos me disse que ela do tipo "pretinha básica".
Ela chegou ao hospital ainda filhote, brincalhona, e se adaptou muito bem nas proximidades da porta do Pronto Socorro de Adultos. Lá ela encontrou mais dois cãozinhos - o Negão e a Xuxa - e juntos fizeram um grupinho inseparável.
Eu e ela sempre tivemos afinidade. No primeiro dia em que a vi no hospital, toda pequena e disposta a fazer novas amizades, eu dei o que sobrou do meu almoço à ela. Às 19 hs, hora em saio do plantão, senti que algo me seguia, e ouvia passinhos atrás de mim... era ela! estava me esperando e me seguiu até o carro, onde ficou esperando para entrar e voltar comigo para casa. Até hoje me arrependo muito de ter deixado ela lá, na grama do estacionamento. Eu não podia ficar com ela, já tinha outros 2 cachorrinhos em casa. Ela até correu atrás do meu carro e eu chorando fui para casa, sem levar a pequena. Choro também hoje ao contar este episódio, de vergonha e de arrependimento.
Anos se passaram e ela se adaptou ao novo modo de vida no hospital, onde junto com a sua turminha parecia ser bem feliz. Ela era a líder e por vezes fazia triagem na porta do Pronto Socorro, só deixando entrar quem ela simpatizava. Ela também tinha uma mania de sorrir quando alguém lhe agradava, mania que mantém até hoje. Uma figurinha essa Júlia, com 6 dedos em cada pé, que fazem um barulhinho característico quando ela anda - tic tic tic - sempre evidente em todos os lugares.
Sempre que eu ia ao hospital, como faço até hoje, verificava os cachorrinhos abandonados por lá. Ainda vejo muitos deles e quando posso faço um carinho e dou uma parte do meu almoço para eles. O Negão e a Xuxa foram tosados este verão, mas agora já estão sujos de novo. Bem alimentados, vacinados, e abandonados, esperando pacientemente os dias passarem, deitados na porta do hospital onde às vezes alguma criança brinca com eles, faz carinho, e eu sei que eles adoram.
Mas voltando à história da Júlia, um dia cheguei para trabalhar e ela não se levantou. Estava desequilibrada, muito fraquinha, nem abanou o rabinho quando fiz um carinho. Todos os cachorros estavam debilitados, mas ela era a mais doente. E eu não pude deixar de fazer alguma coisa por ela.
No fim do meu plantão, embrulhei a Juju num cobertorzinho e a levei para um hospital veterinário. Ela estava péssima, tinha sido envenenada, como os outros. Uma amiga veterinária me ajudou, inclusive financeiramente, com os primeiros cuidados. Eu nem tinha condições de decidir nada, só chorava, com muita pena e até alguma culpa por não ter levado ela para casa naquele dia.
Depois de uma longa internação ela saiu do hospital - a conta gigantesca ajudada por amigos e anônimos que souberam da história - e foi para minha casa, muito magrinha, muito desconfiada, com medo de tudo, com sarna, mas livre do envenenamento.
Como já tinha 2 cachorros e não podia ficar com ela porque trabalhava o dia inteiro, coloquei-a para adoção. Tentei convencer um namorado que tinha na época a ficar com ela, mas ele também não podia por trabalhar o dia todo e ter que deixar a pequena sozinha.
Ela não gostou muito da minha casa, ficava sozinha o tempo todo, sem os seus amiguinhos do hospital. Tentei por algumas semanas arrumar uma família que a adotasse, sem sucesso algum. Ficava desconfiada de quem se interessava e também pensando que ninguém ia cuidar dela melhor que eu, do que a minha própria família.
Então decidi apresentar a Juju para meus outros cachorros. Tenho uma boxer de 12 anos que não gosta de outros cachorros, mas adorou a companhia da pequeninha vira-lata.
Meus sobrinhos também adoraram a idéia de ter um cachorrinho como a Juju e a minha sobrinha de 5 anos diz que a Júlia é dela - presente simbólico da minha pessoa. Minha sobrinha inclusive fica muito brava quando alguém fala que a Júlia é vira-lata. Tive que dizer para todo mundo que a Júlia é de uma raça muito rara chamada "pastor da Malasya", o que ela repete para quem quer que pergunte a raça do seu cachorro.
Por fim, ficamos com ela e em 20 de julho deste ano ela completa 2 anos conosco. Data também que adotamos para o seu aniversário, exaustivamente comemorado, com muitos ossinhos e biscroks.
De minha parte, me sinto muito feliz por ter adotado a Júlia e por receber dela um amor incondicional. Muitas vezes eu canto para ela. Canto mal, mas ela adora! E por vezes, depois de passearmos, sentamos na minha cama ou no chão e conversamos. Tenho muitas perguntas que gostaria que ela me respondesse... pergunto do seu passado, quem foram seus pais, se tinha irmãos... quem a abandonou...
E ela, muito mais esperta que eu, simplesmente me olha, balança o rabinho com toda a sua energia e dá uma lambida no meu rosto como que dizendo: e qual é a importância que isso tem agora?
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
CALOR
Calor calor calor insuportável. Que faz tudo o que se move inerte. No máximo letárgico.
Me lembra aqueles filmes de faroeste onde se ouve apenas a mosca que insiste em atormentar os figurantes estáticos.
Hoje tudo dormiu. Eu e meus cachorros passamos o dia delirando, ora dormindo ora acordados, lendo e dormindo, dormindo e lendo. Eu lendo, não os cachorros, que fique bem claro. Se bem que estava tão calor que posso afirmar com quase certeza que minha boxer leu o Estadinho de ontem - suplemento infantil - enquanto eu dormia.
Agora à noitinha depois que o sol se foi, saímos todos, fomos ver a rua em transe calórico.
Depois enchi a banheira de água fria e gelo que logo ficou quente. Mas consegui ficar uns bons minutos mergulhada no gelo ouvindo a Rosamaria cantar "summertime... your heart will come a'live again...". Numa balada letárgica igual ao dia de hoje... Várias vezes, repetidamente, até a água esquentar.
E foi bom!
Me lembra aqueles filmes de faroeste onde se ouve apenas a mosca que insiste em atormentar os figurantes estáticos.
Hoje tudo dormiu. Eu e meus cachorros passamos o dia delirando, ora dormindo ora acordados, lendo e dormindo, dormindo e lendo. Eu lendo, não os cachorros, que fique bem claro. Se bem que estava tão calor que posso afirmar com quase certeza que minha boxer leu o Estadinho de ontem - suplemento infantil - enquanto eu dormia.
Agora à noitinha depois que o sol se foi, saímos todos, fomos ver a rua em transe calórico.
Depois enchi a banheira de água fria e gelo que logo ficou quente. Mas consegui ficar uns bons minutos mergulhada no gelo ouvindo a Rosamaria cantar "summertime... your heart will come a'live again...". Numa balada letárgica igual ao dia de hoje... Várias vezes, repetidamente, até a água esquentar.
E foi bom!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
COMPORTAMENTO CANINO
Então é isso que eu acho interessante, entre tantas outras coisas relativas aos cachorros.
Vou explicar...
Não é novidade para ninguém o quanto eu gosto de cachorros - o bicho (que fique bem claro).
Invariavelmente os cachorros são os temas principais das minhas conversas. Quando não falo sobre cachorros é só esperar um pouquinho porque obviamente eu vou falar.
Pensar em cachorros também é um hobby. Penso nos meus, nos dos outros, nos que não são de ninguém. E penso o tempo todo.
E hoje no trabalho não foi diferente. Conversando com um colega, contamos vários "causos" divertidos, rimos e nos emocionamos. E depois de uma tarde toda, ele acabou me contando que seu cachorro havia sumido. Um poodle, pequenininho. Deixaram a porta aberta...
Fiquei imediatamente emotiva. Ninguém mais achou o bichinho, apesar dos apelos pela vizinhança.
Só quem gosta de cachorros é que vai entender o sentimento contido nesta breve conversa.
E logo depois ele me contou que os cachorros da sua cunhada também haviam sumido. Desta vez eram 3 cachorros, todos de raça, lindos. Sairam pelo portão negligentemente deixado entreaberto. Mas este segundo episódio teve um final feliz: alguns dias depois de sumidos eles retornaram. Os três! Sujos, mas muito felizes, fazendo festa e abanando seus rabinhos como se tivessem cumprido uma missão. Retornaram e entraram em casa como se dali nunca tivessem saído.
Aí eu fiquei pensando... se os cachorros tem tudo, amor, carinho, COMIDA! Por que fogem? Por que saem pelos portões abertos e simplesmente evaporam? E mais uma pergunta: PRA ONDE ELES VÃO COM TANTA DETERMINAÇÃO?
É claro que os planos dos cachorros também podem ser frustrados. Acidentes acontecem, eles podem morrer atropelados na sua determinação, no seu caminho. Podem também ser abduzidos, como aconteceu uma vez com minha primeira cachorrinha, a Edna. Uma boxer linda, enorme e boazinha.
Ficou completamente desaparecida por alguns dias até que a descobrimos no quintal de uma casa vizinha a nossa, algumas quadras distantes. Quando reclamamos o cachorro, o dono da casa disse que agora o cachorro era dele pois ele a havia achado na rua. Bom, até aí ele não estava de todo errado...
Mas me lembro bem do desfecho desta história, quando numa madrugada quente de verão, meu pai veio ao nosso quarto - na época eu dormia no mesmo quarto com minhas irmãs - e munido de uma determinação ferrenha disse: "vamos buscar a Edna!".
Eu tinha 8 anos! Minhas irmãs menores ainda! E saímos, todo o nosso núcleo familiar - mãe, pai e filhas - para resgatar a Edna.
Chegamos na frente da casa do vizinho e obviamente precisamos primeiro acordar a Edna, que veio sonolenta mas feliz ao nosso encontro. E num rápido movimento, meu pai pulou o muro - que estava sendo vigiado justamente adivinha por quem?! - pegou a Edna, passou para minha mãe que a segurou do outro lado do portão, e após muita festa entre crianças e cachorros, voltamos para nossa casa na calada da noite. A família toda reunida outra vez!
Me lembro bem que esta boxer era extremamente agressiva quando estava vigiando o nosso portão. Ela latia e se jogava contra o portão dando impressão que iria comer vivo quem se aproximasse da nossa casa. Muito tempo depois compreendi que ela se jogava contra o portão porque ela queria mesmo era sair! Para a rua. Para fazer não sei o que e depois voltar - se ninguém a sequestrasse.
Uma outra ocasião ela foi abduzida por um garotinho em farrapos que colocou uma cordinha em torno do pescoço da Edna e a estava levando - também não sei para onde. Sem contar da vez que ela foi atropelada e quase morreu. Voltou para casa muito machucada, mas também, depois dessa nunca mais fugiu. Acho que depois do atropelamento, ela foi liberada dos chamados divinos.
Lembro com muito carinho da Edna, minha primeira cachorra. Se ela estivesse viva hoje, teria uns 35 anos. Este ano acendi uma velinha no dia do seu aniversário - 28 de janeiro. Eu sempre penso que quando a gente se lembra, a alma continua viva.
Bom, mas eu não sei mesmo para onde eles vão com tanta determinação. Às vezes penso que eles respondem mesmo a algum tipo de chamado celestial, que têm realmente uma missão. Eles são tão ingênuos, tão inocentes, que seguem firme o seu propósito sem ligar para os perigos do mundo.
Vocês já viram cahorro quando foge? Já repararam que eles parecem saber exatamente para onde estão indo? Tudo bem que eles nem sempre sabem voltar, mas ir, eles vão sem pestanejar.
É claro que existem os que não gostam de sair sozinhos, como minha cachorra Vynna. Tenho uma conexão expiritual com ela e tenho certeza de que ela não foge porque tem medo que fechem a porta e ela não consiga entrar quando voltar. A gente adora ela, mas eu acho que ela pensa isso... é, deve ser isso mesmo. Outra coisa que ela não faz mais é passear com gente que ela não conhece direito, o que me faz passear com ela sempre que posso pois de outro modo ela prefere permanecer em casa. Vai entender.
Na minha opinião sincera ela já cumpriu a sua missão em outra vida, já respondeu a muitos chamados espirituais para fugir e retornar e desta vez está usando esta vida para outros propósitos como, por exemplo, estudar o comportamento humano...
Quem sabe não será esta a evolução natural da espécie...
Vou explicar...
Não é novidade para ninguém o quanto eu gosto de cachorros - o bicho (que fique bem claro).
Invariavelmente os cachorros são os temas principais das minhas conversas. Quando não falo sobre cachorros é só esperar um pouquinho porque obviamente eu vou falar.
Pensar em cachorros também é um hobby. Penso nos meus, nos dos outros, nos que não são de ninguém. E penso o tempo todo.
E hoje no trabalho não foi diferente. Conversando com um colega, contamos vários "causos" divertidos, rimos e nos emocionamos. E depois de uma tarde toda, ele acabou me contando que seu cachorro havia sumido. Um poodle, pequenininho. Deixaram a porta aberta...
Fiquei imediatamente emotiva. Ninguém mais achou o bichinho, apesar dos apelos pela vizinhança.
Só quem gosta de cachorros é que vai entender o sentimento contido nesta breve conversa.
E logo depois ele me contou que os cachorros da sua cunhada também haviam sumido. Desta vez eram 3 cachorros, todos de raça, lindos. Sairam pelo portão negligentemente deixado entreaberto. Mas este segundo episódio teve um final feliz: alguns dias depois de sumidos eles retornaram. Os três! Sujos, mas muito felizes, fazendo festa e abanando seus rabinhos como se tivessem cumprido uma missão. Retornaram e entraram em casa como se dali nunca tivessem saído.
Aí eu fiquei pensando... se os cachorros tem tudo, amor, carinho, COMIDA! Por que fogem? Por que saem pelos portões abertos e simplesmente evaporam? E mais uma pergunta: PRA ONDE ELES VÃO COM TANTA DETERMINAÇÃO?
É claro que os planos dos cachorros também podem ser frustrados. Acidentes acontecem, eles podem morrer atropelados na sua determinação, no seu caminho. Podem também ser abduzidos, como aconteceu uma vez com minha primeira cachorrinha, a Edna. Uma boxer linda, enorme e boazinha.
Ficou completamente desaparecida por alguns dias até que a descobrimos no quintal de uma casa vizinha a nossa, algumas quadras distantes. Quando reclamamos o cachorro, o dono da casa disse que agora o cachorro era dele pois ele a havia achado na rua. Bom, até aí ele não estava de todo errado...
Mas me lembro bem do desfecho desta história, quando numa madrugada quente de verão, meu pai veio ao nosso quarto - na época eu dormia no mesmo quarto com minhas irmãs - e munido de uma determinação ferrenha disse: "vamos buscar a Edna!".
Eu tinha 8 anos! Minhas irmãs menores ainda! E saímos, todo o nosso núcleo familiar - mãe, pai e filhas - para resgatar a Edna.
Chegamos na frente da casa do vizinho e obviamente precisamos primeiro acordar a Edna, que veio sonolenta mas feliz ao nosso encontro. E num rápido movimento, meu pai pulou o muro - que estava sendo vigiado justamente adivinha por quem?! - pegou a Edna, passou para minha mãe que a segurou do outro lado do portão, e após muita festa entre crianças e cachorros, voltamos para nossa casa na calada da noite. A família toda reunida outra vez!
Me lembro bem que esta boxer era extremamente agressiva quando estava vigiando o nosso portão. Ela latia e se jogava contra o portão dando impressão que iria comer vivo quem se aproximasse da nossa casa. Muito tempo depois compreendi que ela se jogava contra o portão porque ela queria mesmo era sair! Para a rua. Para fazer não sei o que e depois voltar - se ninguém a sequestrasse.
Uma outra ocasião ela foi abduzida por um garotinho em farrapos que colocou uma cordinha em torno do pescoço da Edna e a estava levando - também não sei para onde. Sem contar da vez que ela foi atropelada e quase morreu. Voltou para casa muito machucada, mas também, depois dessa nunca mais fugiu. Acho que depois do atropelamento, ela foi liberada dos chamados divinos.
Lembro com muito carinho da Edna, minha primeira cachorra. Se ela estivesse viva hoje, teria uns 35 anos. Este ano acendi uma velinha no dia do seu aniversário - 28 de janeiro. Eu sempre penso que quando a gente se lembra, a alma continua viva.
Bom, mas eu não sei mesmo para onde eles vão com tanta determinação. Às vezes penso que eles respondem mesmo a algum tipo de chamado celestial, que têm realmente uma missão. Eles são tão ingênuos, tão inocentes, que seguem firme o seu propósito sem ligar para os perigos do mundo.
Vocês já viram cahorro quando foge? Já repararam que eles parecem saber exatamente para onde estão indo? Tudo bem que eles nem sempre sabem voltar, mas ir, eles vão sem pestanejar.
É claro que existem os que não gostam de sair sozinhos, como minha cachorra Vynna. Tenho uma conexão expiritual com ela e tenho certeza de que ela não foge porque tem medo que fechem a porta e ela não consiga entrar quando voltar. A gente adora ela, mas eu acho que ela pensa isso... é, deve ser isso mesmo. Outra coisa que ela não faz mais é passear com gente que ela não conhece direito, o que me faz passear com ela sempre que posso pois de outro modo ela prefere permanecer em casa. Vai entender.
Na minha opinião sincera ela já cumpriu a sua missão em outra vida, já respondeu a muitos chamados espirituais para fugir e retornar e desta vez está usando esta vida para outros propósitos como, por exemplo, estudar o comportamento humano...
Quem sabe não será esta a evolução natural da espécie...
quinta-feira, 8 de março de 2012
HOJE TIVE UM DIA BOM!
Então agora a noite, ou melhor já de madrugada, quando fui passar um hidratante nos lábios para dormir, me lembrei do hidratante labial importado que eu usava e que um belo dia apareceu estragado. Eu achei incrível como em tão pouco tempo de uso o produto poderia assim, um belo dia, aparecer estragado. Fiquei dias e dias pensando no assunto, afinal era um produto bom, e caro. Até que passadas quase 2 semanas do ocorrido me lembrei! E acredito piamente que o tal hidratante pode sim ter se deteriorado por causa disso. É que toda noite a Vynna - minha cachorra - fica me olhando enquanto eu me preparo para dormir. E ela fazia uma carinha quando eu passava o batom... que eu não resistia e passava nela também. E ela adorava! Pode ter estragado o hidratante, mas que foi divertido enquanto durou, isso foi!
Me lembrei também do dia em que alguém falou que minha irmã era triste, provocando na família tal comoção que nos levou - a nós e aos nossos amigos - a tirar fotos com a cara amarrada em todos os eventos sociais que sucederam este episódio nos 2 anos seguintes à tal heresia. Bom, outro dia me falaram que eu tinha um semblante que irradiava uma certa tristeza, e eu pensei em divulgar isto entre família e amigos para ver se a onda pegava de novo. Há! era muito divertido, alguém falava "olha a foto!!" e imediatamente a turma fechava a cara para a pose. Tenho vários exemplares destes 2 anos de fotos amarradas e todas elas me trazem muito boas e divertidas recordações.
É que hoje tive um dia bom... aliás, muito bom!
Não vou descrever nada com detalhes porque o que é muito bom para uns é deveras chato para outros.
Mas sabe aqueles dias em que tudo dá certo?
Trabalhei, conversei com um monte de gente que não atualizava o assunto há semanas, operei com sucesso meus pacientes, tomei um lanche com meu amigo de cirurgias, depois desmarquei a minha aula de ginástica (tenho de confessar que adorei essa parte!) e fui ao cinema com meu amigo David.
O filme tava ótimo, o pseudo jantar de depois foi muito bom, e eu voltei para casa ouvindo Michael Buble. São Paulo estava uma delícia, não andei no trânsito, a lua estava cheia e linda...
Meu time ganhou!!! Vai Corinthians!!
E olha que eu não estou sendo romântica.
Meu dia realmente foi bom!
Por fim cheguei na minha casa e nenhuma luz queimou! Aí me lembrei que nenhum chato me ligou! E então tive que abrir o computador e registrar o "dia perfeito" com a certeza de que amanhã será melhor ainda!
Me lembrei também do dia em que alguém falou que minha irmã era triste, provocando na família tal comoção que nos levou - a nós e aos nossos amigos - a tirar fotos com a cara amarrada em todos os eventos sociais que sucederam este episódio nos 2 anos seguintes à tal heresia. Bom, outro dia me falaram que eu tinha um semblante que irradiava uma certa tristeza, e eu pensei em divulgar isto entre família e amigos para ver se a onda pegava de novo. Há! era muito divertido, alguém falava "olha a foto!!" e imediatamente a turma fechava a cara para a pose. Tenho vários exemplares destes 2 anos de fotos amarradas e todas elas me trazem muito boas e divertidas recordações.É que hoje tive um dia bom... aliás, muito bom!
Não vou descrever nada com detalhes porque o que é muito bom para uns é deveras chato para outros.
Mas sabe aqueles dias em que tudo dá certo?
Trabalhei, conversei com um monte de gente que não atualizava o assunto há semanas, operei com sucesso meus pacientes, tomei um lanche com meu amigo de cirurgias, depois desmarquei a minha aula de ginástica (tenho de confessar que adorei essa parte!) e fui ao cinema com meu amigo David.
O filme tava ótimo, o pseudo jantar de depois foi muito bom, e eu voltei para casa ouvindo Michael Buble. São Paulo estava uma delícia, não andei no trânsito, a lua estava cheia e linda...
Meu time ganhou!!! Vai Corinthians!!
E olha que eu não estou sendo romântica.
Meu dia realmente foi bom!
Por fim cheguei na minha casa e nenhuma luz queimou! Aí me lembrei que nenhum chato me ligou! E então tive que abrir o computador e registrar o "dia perfeito" com a certeza de que amanhã será melhor ainda!
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012!!
Hoje é o último dia do ano.
Um dia que por si demanda reflexões, preparativos, planejamentos, tristeza e euforia.
Se fosse enquadrar num manual psiquiátrico, esse dia seria um compêndio!
Então resolvi me sentar aqui no computador da sala, são 10 hs da manhã e minha família ainda está dormindo. Hoje pode! Na verdade hoje pode tudo! E ao mesmo tempo em que escrevo consigo observar meu cachorro na janela, olhando a rua.
Está chovendo, muito. E eu desejei nesse minuto que todas as minhas aspirações se resumissem no planejamento puro e simples que meu cachorro deve estar elaborando, genialmente! diga-se de passagem: "como sair para passear?". E fiquei imaginando como são lógicos e geniais esses bichos. Sem a noção de tempo que tanto nos aflige, eles aproveitam cada minuto das suas vidas e aceitam a evolução dos seus corpos e almas com uma naturalidade assustadora. Aos 10 anos meu cachorro ainda busca uma bolinha para brincar e consegue achar nisso tudo uma graça e uma leveza divertida que me impressionam.
O equivalente humano poderia ser pensado como um adulto de 70 anos brincando, por exemplo, de Barbie! Alzheimer né?
E com a mais absoluta certeza, sei que telepaticamente meu cachorro já exerceu sua influência sobre o meu dia. Impressionante o que um cachorro consegue com um simples olhar. Imediatamente já me imagino passeando com ele na chuva e, olhando-o nos olhos, nós dois sabemos que vamos sim sair! Sem palavras, apenas sentimentos, olhares e maravilhoso entendimento!Quanto às pessoas... nem olhando e nem falando conseguimos decifrar o que elas dizem ou pensam.
A fala é a mais complexa e inútil das funções humanas.
Proponho então, para o Ano Novo, mais silêncio e mais feeling. Mais honestidade e mais sinceridade. Mais coerência e mais atos de bom caráter, como se fôssemos bichos, sem maldades e sem mentiras!
Feliz 2012!
sábado, 5 de novembro de 2011
MAS SERÁ QUE ELES AINDA ESTÃO VIVOS?
Hoje fui ao shopping passear.
Não é o meu programa favorito, mas fui... comi, bebi, olhei as lojas, comprei, comprei e comprei...
No fim da tarde, já cansada, e passando pela última caixa registradora, olhei para minha irmã que me acompanhava, e subitamente me lembrei de que havia deixado meus cachorros em casa, sem ao menos uma luzinha acesa.
Fiquei naturalmente preocupada e iniciei uma conversa com minha irmã ao pé do caixa, dizendo que era melhor voltarmos para casa, pois eu havia deixado as "crianças" sozinhas. É claro que eu estava me referindo aos nossos cachorros, mas à menção de "crianças" e "sozinhas", a mocinha que estava no caixa imediatamente nos olhou, e fez uma cara de reprovação.
Aí olhei para minha irmã e falei que era um absurdo deixarmos as crianças sozinhas o dia inteiro, sem comida e sem luz... Minha irmã, que não perdeu a deixa, já emendou: será que elas estão bem, uma de dez e Pedro apenas com 6 anos (Pedro é o cachorro da minha irmã - isso mesmo: ele se chama Pedro!). Quanto mais desenvolvíamos a conversa, mais a mocinha do caixa parecia desaprovar, interessadamente no assunto.
Foi aí que me ocorreu a pérola e eu falei: MAS SERÁ QUE ELES ESTÃO VIVOS???
A moça estupefata ficou sem fala. E posso jurar que a vi anotando a placa do nosso carro ao sairmos de lá!
domingo, 17 de abril de 2011
O CACHORRO SEMPRE SABE!
São quase 2 da manhã...
Eu estava aqui jogando um joguinho pela minha rede social quando me dei conta de um fato: tem coisas que só o meu cachorro sabe!
Eu estava aqui jogando um joguinho pela minha rede social quando me dei conta de um fato: tem coisas que só o meu cachorro sabe!
Coisas que variam de realmente importantes à simplesmente banais.
Imagina os outros cachorros por aí!
Imagina os outros cachorros por aí!
Deus quando criou o cachorro deve ter pensado nisso porque se o cachorro falasse com certeza teríamos muito mais revistas de fofocas.
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