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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dura lex sed lex, dura lex sed latex

A casa não tinha teto solar, tinha telhado de vidro.
Irremediavelmente maculado, o senador goiano caiu na boca do povo. O
senador que se pautava pela conduta ilibada, pelo discurso correto e que não
tinha medo de se declarar de direita.
Os indícios de corrupção, inequívocos. Respingam também em
parte dos representantes de Goiás e até de São Paulo na Câmara Federal. Sugerem envolvimento do
governador goiano, figura querida, embora controversa.
Não questiono os fatos. Está tudo na mídia, à disposição de
todos.
Convido à reflexão desapaixonada.
Desta vez, o que sobra da oposição? Uma das figuras mais
fortes, agora bandeada para o ficha-suja, com possível envolvimento do
Executivo estadual, e sabe-se o que mais veremos.
Não tenho intenção de polemizar, política não é meu ponto
forte. Entretanto, concedo-me o direito de perguntar por que o senador execrado
é mais nocivo do que o (literal e infelizmente) imortal Sarney? Com sua sede de
poder e necessidade de comando vitalício? Renan Calheiros? (gosto das quatro
primeiras letras do sobrenome).
Setenta e sete por cento de aprovação. Não tenho uma palavra
contra a figura pública e presidente Dilma, já o seu séquito, é outra
história.
Onde está a oposição? Pelo momento, somente São Paulo e
Minas. Não faço apologia a nenhum corrupto e acredito em punição exemplar, mas
que possa então o café - com – leite nos assegurar alternância de poder, na
Câmara, no Senado e no Executivo. Ao destruirmos a oposição nos aproximamos
inexoravelmente do caminho para as ditaduras tão conhecidas da América-latrina.