Todo mundo está dando a sua opinião sobre a questão médica no Brasil.
Muitos já se manifestaram nas ruas, muitos soltaram as vozes nas redes sociais e eu mesma já me pronunciei para amigos e conhecidos, nas rodas de almoços e corredores dos hospitais e consultórios em que trabalho.
Acho que não preciso falar o que todo mundo sabe. Se não houver melhora das condições estruturais, que dêem ao médico e ao paciente um mínimo de dignidade no exercício de suas funções, não adianta contratar médico! O médico não é milagreiro. Como se salva vidas com garfo e faca? Sem laboratórios, sem material cirúrgico, sem comida, sem dinheiro??? E nesse caso, deve ser garfo e faca de plástico para comer o marmitex do governo destinado aos coitados que toparem a empreitada, sejam eles, recém-formados, brasileiros, cubanos ou pais de santo.
O fato é que hoje mesmo, conversando com um amigo médico, chegamos a uma brilhante conclusão! Tendo em vista toda a dificuldade técnica inerente ao desenvolvimento do trabalho médico tanto nos grandes centros quanto nos confins, realizamos que a Dilma - ilustríssima figura presidencial - se enganou quando disse "médicos". Por algumas letras, ela queria dizer na verdade "médiuns"!
Ela disse: "Vamos contratar 10,4 mil MÉDIUNS!!!"
A gente é que entendeu errado!
E a idéia é genial! Não precisa melhora a infra-estrutura e sai até mais em conta, visto que a maioria trabalha no voluntariado.
Quero expressar o meu parabéns à nossa presidenta e à toda equipe do governo!
Adorei!!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
domingo, 27 de novembro de 2011
A CICLOVIA DE MOEMA
E novamente aqui estou nesta madrugada de sábado, totalmente desperta!
Como isto já não é nenhuma novidade, pensei em descrever a minha semana, recheada de particularidades. Por exemplo, 5a feira...
Agora, nas 5as feiras trabalho num magnífico bairro desta ilustre cidade. Um bairro chique, um bairro bom. E como é do meu feitio, imediatamente criei algumas rotinas, sendo a mais agradável delas, o almoço com a minha prima (aquela dos dentes em http://depoiseagora.blogspot.com/2011/10/palavrinha-com-dus.html), que também trabalha por lá.
Saio do consultório apressadamente na hora do almoço e nos encontramos para alguns minutos de conversa. Adoro isso!
Pois bem, qual não foi a minha surpresa quando ao pegá-la no seu local de trabalho, encostei meu carro junto ao meio fio e, preocupadíssima ela veio até a janela já falando: "vamos logo embora antes que você tome uma multa".
Olhei pra um lado, depois lentamente para o outro (lado) e sinceramente não reparei em nada de diferente... foi aí que ela me apontou: uma ciclovia! Puta que o pariu! Construiram uma ciclovia junto ao meio fio! E aí comecei a reparar: os carros estacionados no meio da rua, deixando livre o espaço para a ciclovia... um cenário de ficção científica, onde os carros pareciam flutuar no meio da avenida, sem motoristas, pois estavam estacionados!
Só para explicar melhor: o lugar em que minha prima trabalha, assim como 99% dos estabelecimentos comerciais deste ilustre bairro, funciona em um antigo sobrado, com garagens próprias para clientes. E tenho de confessar que eu mesma não vislumbrei nem a possibilidade de uma ciclovia neste local quando embiquei o carro no estacionamento para apanhá-la. Foi aí que enxerguei que os ciclistas deste bairro deveriam andar com a carteirinha do respectivo convênio médico grudada na testa, o que evitaria uma série de outros transtornos maiores.
Tenho mais coisas pra contar, mas deixo esta para refletir no momento.
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