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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Reescrevendo a história

Hoje à tarde tive uma discussão interessante com minha cara-metade. Polêmico que é, afirmou que Steve Jobs nada tinha de genial, era tão somente o chefe que usurpava o trabalho alheio. Uma vez afirmou categoricamente que o Aleijadinho não poderia ter produzido todas aquelas preciosidades, talvez fosse o mentor da oficina. Estejamos de acordo ou não, ele é bastante ácido e contumaz, além de algo sui generis.
O que realmente importa é que geralmente ele tem razão. Por exemplo, ainda há alguém a acreditar que D. Pedro realmente escreveu o Hino à Independência? Ora, pois pois...
Fosse D. Pedro II, este intelectual, isto seria plausível. Mas o primeiro, francamente... Então me ocorreu que D. Leopoldina talvez o tivesse feito. Leopoldina era filha da Casa de Habsburgo, uma das mais antigas dinastias européias. Nobre que era, oriunda do Império Austro-Húngaro, criada sob o teto majestoso do palácio de
Schönbrunn, amava a botânica e mineralogia, características não muito comuns à casa de Pedro de Alcântara, com quem (certamente) se casou por procuração.
Erudita que era, cansou-se logo das terras a que veio com o marido. Um tédio só. Profundamente educada, escreveu várias cartas de conhecimento público. E não foi só isso. Sem ter o que fazer, apoiou o marido como Imperador do Brasil, conquista mais do que esquisita, já que ele acabaria também com o trono de Portugal como D. Pedro IV.
Então ela o compôs! Bem verdade que adorava o marido. Até o dia em que, farta de suas estripulias conjugais, ameaçou requerer os créditos ao hino. O nobre imperador não suportou a iminência de traição e, num golpe premeditado, planejou o cabo da esposa enquanto se situava no sul do país a pretexto de inspecionar tropas, em razão da guerra da Cisplatina.
Tudo o mais é história
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