Não aprecio pessoas rabugentas.
(Obs: desde que meu pai me convenceu de que "odeio" é uma palavra deveras forte, tenho usado o "não aprecio", deixando o odeio para as verdadeiras porras às quais não seria possível usar outra definição).
Pois bem... Não posso deixar ressaltar a ogeriza que sinto ao me deparar com pessoas que se transformam no que tentam mediocremente fazer para chamar atenção. Como exemplo, vou recolocar o que havia falado anteriormente onde faço uma referência com louvor ao genial Carlos Queiroz Telles (ver http://depoiseagora.blogspot.com/2010/04/manual-do-cara-de-pau.html). Hoje estive pensando nos novos artistas, mas de uma forma geral devo ter pensado nos artistas medíocres sejam eles novos ou velhos. Pessoas que se transformam na profissão através de jargões utilizados globalmente pelos "wanna be", que almejam uma projeção dentro do doentio mercado midático propagandeando seus inexistentes dotes à qualquer - com muita ênfase: qualquer!!! - preço.
Putz, deu pra entender?
O que quero dizer é que não aprecio gente medíocre tentando aparecer à qualquer custo. E do jeito que a mídia invade hoje em dia, a gente é obrigado a conviver com isso.
Sendo assim, só posso fazer uma recomendação: VIVA A AUDIÇÃO SELETIVA!!!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
SAIR NA CARAS!
Tem gente que não faz nada. Nada. NADA!
Recentemente passei por um procedimento cirúrgico que me deixou literalmente de molho... e nesses dias de repouso obrigatório, venho dormindo muito, indo muito a consultórios médicos e lendo muito... logicamente tenho lido muita besteira também, mas nada se supera às revistas de fofocas de celebridades, o que me leva à reafirmar: TEM GENTE QUE NÃO FAZ NADA!
Essa gente do mundo artístico por exemplo. Li sobre uma atriz que aparece aqui e acolá em algumas novelas e que agora está se dedicando à sua grife de roupas. ?!. Eu nunca ouvi falar da tal grife, mas a manchete anunciava com estardalhaço que a "bela" estava descansando em seu apartamento no Rio de Janeiro (descansando de que? - faz pelo menos uns 6 meses que não vejo a "bela" aparecendo por aí), exercitando-se diariamente com o namorado (outro inútil, presumo) e preparando-se para uma viagem à Índia para pesquisar tecidos para sua nova coleção - da grife abstrata! É lógico que não faltará um giro pela Europa nesse mega período de férias do nada.
E o pior é que essas pessoas arrumam namorados e noivos e maridos que também não fazem nada.
Me diz, quem é que consegue acompanhar diariamente a namorada em sessões intermináveis de ginástica e corridinhas na praia? E quem trabalha nessa união? E eles vivem do que?
E o pior, existem revistas especializadas em divulgar o "nada". Qual é o interesse comunitário na empreitada desta determinada atriz? E olha que essa atriz foi só um exemplo... porque a revista é recheada de gente que não faz nada!
Se eu deixar de trabalhar um dia que seja isso já é suficiente para fazer muita diferença no meu orçamento. Então pergunto novamente: essas pessoas vivem de que??? Como levar esse padrão de vida elevado sem fazer nada? Como fazer horas de ginástica todos os dias? Como sobreviver sem se matar de trabalhar???
Será que sair na Caras é melhor do que ganhar na Loto?
Recentemente passei por um procedimento cirúrgico que me deixou literalmente de molho... e nesses dias de repouso obrigatório, venho dormindo muito, indo muito a consultórios médicos e lendo muito... logicamente tenho lido muita besteira também, mas nada se supera às revistas de fofocas de celebridades, o que me leva à reafirmar: TEM GENTE QUE NÃO FAZ NADA!
Essa gente do mundo artístico por exemplo. Li sobre uma atriz que aparece aqui e acolá em algumas novelas e que agora está se dedicando à sua grife de roupas. ?!. Eu nunca ouvi falar da tal grife, mas a manchete anunciava com estardalhaço que a "bela" estava descansando em seu apartamento no Rio de Janeiro (descansando de que? - faz pelo menos uns 6 meses que não vejo a "bela" aparecendo por aí), exercitando-se diariamente com o namorado (outro inútil, presumo) e preparando-se para uma viagem à Índia para pesquisar tecidos para sua nova coleção - da grife abstrata! É lógico que não faltará um giro pela Europa nesse mega período de férias do nada.
E o pior é que essas pessoas arrumam namorados e noivos e maridos que também não fazem nada.
Me diz, quem é que consegue acompanhar diariamente a namorada em sessões intermináveis de ginástica e corridinhas na praia? E quem trabalha nessa união? E eles vivem do que?
E o pior, existem revistas especializadas em divulgar o "nada". Qual é o interesse comunitário na empreitada desta determinada atriz? E olha que essa atriz foi só um exemplo... porque a revista é recheada de gente que não faz nada!
Se eu deixar de trabalhar um dia que seja isso já é suficiente para fazer muita diferença no meu orçamento. Então pergunto novamente: essas pessoas vivem de que??? Como levar esse padrão de vida elevado sem fazer nada? Como fazer horas de ginástica todos os dias? Como sobreviver sem se matar de trabalhar???
Será que sair na Caras é melhor do que ganhar na Loto?
quinta-feira, 29 de abril de 2010
MANUAL DO CARA DE PAU
Odeio é uma palavra forte, portanto para não ser radical, digamos que eu não aprecio os modismos e vícios de linguagem comtemporâneos. Eu sei que os adolescentes no computador escrevem de modo ininteligível para todos aqueles tem pelo menos 5 anos a mais do que eles. Sei também que adultos com Síndrome de Peter Pan fazem um esforço sobre humano para tentar falar que nem estes adolescentes, o que soa deveras ridículo em todos os aspectos: visual, auditivo, verbal e olfativo - não me pergunte por quê.
O cara cresceu! Fala que nem homem, homem feito, homem adulto, pô!
Quando eu era pequena, colecionava quadrinhos do Grimmy, aquele cachorro genial do Mike Peters, e me lembro muito de um em especial que mostrava a dona velhinha do cachorro falando com ele em linguagem infantil enquanto o cachorro silenciosamente pensava "pelo amor de Deus, faz ela parar com isso!".
Pois bem, isso serve perfeitamente para os dias de hoje e todos os horrendos vícios de linguagem modernosos. Grimmy, eu te amo!
Aproveitando então o contexto, me lembro também de um cara com visão estratosférica sobre este assunto que é o Carlos Queiroz Telles. Para todos aqueles que almejam a inclusão social dentro de grupamentos determinados, ele escreveu o "Manual do Cara de Pau". Neste livro o autor ensina frases de efeito com gírias próprias de alguns grupos sociais para a rápida inclusão de leigos em rodinhas de conversas específicas. Outro dia assistindo uma entrevista de um grupo musical de reggae lá do Rio Grande do Sul, ouvi entre bah's e trilegal's, vários "tá ligado?", "sacô", "demos uma roupagem nova à levada deste som", "só...", "a batera isso e a guita aquilo" e assim por diante. Depois, ouvindo outros músicos, percebi que todos usam os mesmos termos, tudo está estereotipado. É uma regra: quer ser músico tem que falar desse jeito e pronto.
A língua portuguesa é tão rica, tão bonita, permite tantas combinações, e no entanto todo mundo quer falar igual. Os que ainda insistem em falar com alguma concordância verbal são marginalizados. Eu mesma tenho até medo de falar direito no meio de um grupinho de linguagem pré-estabelecida. Eu hein, vai que o pessoal te entende errado! Melhor não arriscar.
Então, peço três vivas para o Manual do Cara de Pau! Genial esse Carlos.
O cara cresceu! Fala que nem homem, homem feito, homem adulto, pô!
Quando eu era pequena, colecionava quadrinhos do Grimmy, aquele cachorro genial do Mike Peters, e me lembro muito de um em especial que mostrava a dona velhinha do cachorro falando com ele em linguagem infantil enquanto o cachorro silenciosamente pensava "pelo amor de Deus, faz ela parar com isso!".
Pois bem, isso serve perfeitamente para os dias de hoje e todos os horrendos vícios de linguagem modernosos. Grimmy, eu te amo!
Aproveitando então o contexto, me lembro também de um cara com visão estratosférica sobre este assunto que é o Carlos Queiroz Telles. Para todos aqueles que almejam a inclusão social dentro de grupamentos determinados, ele escreveu o "Manual do Cara de Pau". Neste livro o autor ensina frases de efeito com gírias próprias de alguns grupos sociais para a rápida inclusão de leigos em rodinhas de conversas específicas. Outro dia assistindo uma entrevista de um grupo musical de reggae lá do Rio Grande do Sul, ouvi entre bah's e trilegal's, vários "tá ligado?", "sacô", "demos uma roupagem nova à levada deste som", "só...", "a batera isso e a guita aquilo" e assim por diante. Depois, ouvindo outros músicos, percebi que todos usam os mesmos termos, tudo está estereotipado. É uma regra: quer ser músico tem que falar desse jeito e pronto.
A língua portuguesa é tão rica, tão bonita, permite tantas combinações, e no entanto todo mundo quer falar igual. Os que ainda insistem em falar com alguma concordância verbal são marginalizados. Eu mesma tenho até medo de falar direito no meio de um grupinho de linguagem pré-estabelecida. Eu hein, vai que o pessoal te entende errado! Melhor não arriscar.
Então, peço três vivas para o Manual do Cara de Pau! Genial esse Carlos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
INÉDITO
É difícil ser inédito.
É quase impossível que tudo o que pensamos, cantamos ou filosofamos já não tenha sido dito por alguém.
Pô, a escala musical só tem 7 notas! Será que ao longo dos anos todas as sequências melódicas já não foram exploradas? Será o plágio intencional (me refiro aqui às coincidências ocasionais)? Até o Noel Rosa recompôs o Hino Nacional. Quando descobriu mudou um pouquinho aqui e ali e saiu "Com Que Roupa"... e isso naquela época!
E é quase que emocionante o fato dessas pessoas - essas que já disseram tudo - terem vivido há muito, muito mesmo, tempo atrás. Exceção feita às piadinhas familiares, criadas nesse caso a toda hora ao redor da mesa de jantar. Mesmo assim, tenho certeza de que a grande maioria dessas tiradas são genéticas.
A falta forçada de originalidade é irritante. Mais ainda quando a gente acha que tá em pleno processo de criação.
Portanto, venho por meio desta comunicar que tenho idéias extraordinárias... só que nasci meio tarde.
É quase impossível que tudo o que pensamos, cantamos ou filosofamos já não tenha sido dito por alguém.
Pô, a escala musical só tem 7 notas! Será que ao longo dos anos todas as sequências melódicas já não foram exploradas? Será o plágio intencional (me refiro aqui às coincidências ocasionais)? Até o Noel Rosa recompôs o Hino Nacional. Quando descobriu mudou um pouquinho aqui e ali e saiu "Com Que Roupa"... e isso naquela época!
E é quase que emocionante o fato dessas pessoas - essas que já disseram tudo - terem vivido há muito, muito mesmo, tempo atrás. Exceção feita às piadinhas familiares, criadas nesse caso a toda hora ao redor da mesa de jantar. Mesmo assim, tenho certeza de que a grande maioria dessas tiradas são genéticas.
A falta forçada de originalidade é irritante. Mais ainda quando a gente acha que tá em pleno processo de criação.
Portanto, venho por meio desta comunicar que tenho idéias extraordinárias... só que nasci meio tarde.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PEQUENOS FATOS A SEREM DISCUTIDOS
Outro dia notei que por diversas quando trabalho, por mais que adore aquilo que faço, me sinto mal.
Não por nada que esteja fazendo, mas me sinto fisiologicamente mal. Tenho tonturas inexplicáveis e dores no peito, como que se evoluísse com uma queda brusca da pressão arterial e meu coração brigasse com o resto do corpo querendo saltar para fora e dar uma puta bronca em todo mundo. Todo mundo entenda-se todos os outros órgãos.
O corpo da gente também pode sofrer uma pane administrativa. Será que o trabalho faz mal?
Outra coisa que anda me incomodando é a vontade dessa gente rica de... aparecer.
Rico que é rico mesmo tem até a capacidade camaleônica de se transformar em gente pobre, só para aparecer. Por exemplo, quem é que nunca viu um rico cantando e dançando pagode em roda de samba no verão? E rico desfilando em escola de samba e beijando fraternalmente seus amigos pobres na avenida? PÔ! Cadê esses amigos no resto do ano???? Eu não vejo essas pessoas frequentando a high society nos dias que se seguem à quaresma!
Tenho mais coisas pra escrever mas não consigo me lembrar agora. Talvez isso seja bom, não me lembrar...
Fica pra próxima.
Não por nada que esteja fazendo, mas me sinto fisiologicamente mal. Tenho tonturas inexplicáveis e dores no peito, como que se evoluísse com uma queda brusca da pressão arterial e meu coração brigasse com o resto do corpo querendo saltar para fora e dar uma puta bronca em todo mundo. Todo mundo entenda-se todos os outros órgãos.
O corpo da gente também pode sofrer uma pane administrativa. Será que o trabalho faz mal?
Outra coisa que anda me incomodando é a vontade dessa gente rica de... aparecer.
Rico que é rico mesmo tem até a capacidade camaleônica de se transformar em gente pobre, só para aparecer. Por exemplo, quem é que nunca viu um rico cantando e dançando pagode em roda de samba no verão? E rico desfilando em escola de samba e beijando fraternalmente seus amigos pobres na avenida? PÔ! Cadê esses amigos no resto do ano???? Eu não vejo essas pessoas frequentando a high society nos dias que se seguem à quaresma!
Tenho mais coisas pra escrever mas não consigo me lembrar agora. Talvez isso seja bom, não me lembrar...
Fica pra próxima.
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