Mostrando postagens com marcador rato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rato. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de abril de 2011

CINDERELA - por Daniela Rosenthal

Frase da Cláudia (revista): "Não é pq está em plena batalha pelo sucesso que vai deixar de lado a autoestima e aparência".
Cinderela era uma moça trabalhadeira, simpática e honesta, mas só conquistou o príncipe depois de trocar os farrapos por um belo vestido e sapatinhos de cristal."
Eu pessoalmente, acho a Cinderela uma porca...
Meu, a mina dormia com barata, rato e vários outros bichos que nem tomavam banho, igual ela.
Alguém ouviu alguém falar que a Cinderela tomou banho antes de entrar na carruagem na hora que chegou a fada com aqueles dizeres:
-“Onde foi mesmo que eu enfiei a minha varinha de condão?”
E na hora de experimentar o sapatinho alguém notou se ela ao menos limpou os pés?
Pois é, ou eu trabalho igual alguém que na outra encarnação matou alguém a facadas ou eu passo o dia me arrumando pra encontrar a porra do principe que imagina só...nem sonha com a camisola rasgada que tenho dormido ultimamente.
Aliás, onde foi mesmo que a Cinderela enfiou as olheiras dela hein???

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O CHEFIA

Olha o que a gente faz com os seres vivos que gostam da gente... quando o amor é excessivo o ser humano tende à repelir, afastar, exterminar. Isso acontece com modulações mas inevitalmente ocorre sem exceções. Por exemplo, aqui em casa tinha um rato que visitava a nossa cozinha todas as noites. Ele amava a nossa cozinha! Eu até ficava esperando ele aparecer... e olha que o dia em que ele se atrasava eu gostaria de poder ligar na toca da mãe dele pergunatndo se tinha acontecido algo... um dia descobri que ele ERA a mãe. O remake de Psicose com elenco animal, e na MINHA cozinha!! Fiquei lisonjeada.
Ocorreu que após quase um mês de visitas pontualmente londrinas, meus pais voltaram de viagem. Ao saber da encenação teatral diária performada pelo elenco do rato (só tinha um mesmo) entraram em pânico. Especularam sobre doenças e sujeiras trazidas por esses animais, colocaram medo em todos os espectadores - no caso nós - e imediatamente começaram a pesquisar métodos de erradicar a peste. O Chefia (o rato à essa altura já tinha um nome) na sua ingenuidade continuava a frequentar o pedaço, saindo de seu camarim todos os dias na hora marcada pra encenar a sua Psicose.
Sem ao menos avaliar o talento e o valor artístico do espetáculo, meus pais contrataram uma empresa de desratização. Mesmo com meus apelos para a preservação da vida animal, vieram os homens.
Hoje o chefia se foi, não temos mais Psicose, nem vestígios de vida noturna na cozinha. Bom, tem a minha irmã que comia à noite e falava que era o Chefia que desarrumava tudo. Como não acreditamos em espíritos de ratos descobrimos que grande parte da bagunça era devida à um ser humano, no caso minha própria irmã, que vive entre nós!
Dos bichos selvagens que frequantam a nossa casa sobraram os mosquitos. Mas são poucos no inverno... e esses ainda matamos com requintes de crueldade, usando a raquete elétrica. Matamos porque até hoje eles não somaram no nosso invólucro cultural. No dia em que eles vierem dançando o Dom Quixote, com certeza serão louvados e poupados!
Olha o que a gente faz com os bichinhos que vêm viver com a gente...