Descobri que existem estômagos divididos. Alguma coisa, em termos leigos, parecida com compartimentos, que são diferentes do estômago dos ruminantes. Apresentam suas próprias mazelas e podem, inclusive, adoecer quando não são devida e prontamente atendidos.
Depois do jantar, aflora a necessidade de uma sobremesa. Uma fruta, por que não? Uma fruta, também. Não há uma mera carência de doces, há desejo específico por chocolate. Pode ser uma barra simples, amarga, por favor, ou alguma coisa mais elaborada. Sacia-se a fome e no entanto o estômago auxiliar está lá, roncando, grunhindo, exigindo.
Antepasto, prato principal e...chocolate. Às vezes até ocorre a lembrança da celulite, mas o tal estômago compartimentado não se acalma enquanto não recebe seu quinhão.
Alguns dizem que é o cérebro: bobagem, esta necessidade é falsa, não é fisiológica. Outros culpam a cafeína. Vício mesmo, e da pior espécie (alguém já se esqueceu da celulite?). Eu, porém, garanto a teoria da bicompartimentação. Trata-se de uma evidência pois, não fosse assim, o apetite não seria seletivo, bastaria estancar a fome.
Se você, caro leitor, ainda está em dúvida, lembre-se de um princípio físico elementar: dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Ora, se o estômago está repleto, como poderia não somente pedir, mas exigir chocolate? É ele, o auxiliar, o dito cujo que às vezes clama por café. E é exatamente este o responsável pela salivação diante dos apelos alimentícios.
Direi a vocês o que a cirurgia bariátrica ainda não contou: o chamado estômago auxiliar é irredutível, não é passível de terapêutica nenhuma e odeia nutricionistas. Pouco está ligando para as anfepramonas. E, apesar da celulite, ele demonstra seu papel extraordinário sobre os receptores serotoninérgicos. Deixa o cérebro feliz como poucas coisas da vida são capazes.
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
sábado, 27 de novembro de 2010
ATUALIZANDO PRÁTICAS CULTURAIS
Como no mundo digital, o mundo real tem de ser atualizado de vez em quando.
Com uma frequência incrível porém terrivelmente lentificada observamos as transformações sócio-culturais do nosso mundo real através dos tempos, não com uma certa vontade de ditar regras que pareceram esquecidas num processo de atualização de certa forma irresponsável.
Alguns atrasos foram certamente esquecidos enquando outros tem o péssimo hábito de se fazerem frequentemente lembrados às custas de não esquecermos certas tradições "culturais".
Ontem assisti na tv um programa que falava sobre medicina chinesa e doma bárbara de cavalos por certos povos na China que insistem em mater suas tradições culturais acessas, como se hoje em dia não houvesse outras formas de sacrificar um animal para consumo próprio ou outras formas de se domar um animal sem envolver a violência bárbara empregada há algumas centenas de anos.
Já que não podemos esquecer a medicina chinesa e o modo bárbaro como os praticantes desta ciência milenar obtém alguns medicamentos, como por exemplo extratos de origem animal, bem como os ignorantes que os consomem... por que não ressucitar a guilhotina? ou o enforcamento em praça pública?
São também expoentes culturais que caíram em desuso, mas que podem muito bem representar a cultura de um povo em determinado momento histórico, bem como a doma bárbara de cavalos ainda praticada por habitantes nômades da mongólia.
Resgatar o passado para incrementar e abastecer o futuro é notável, mas manter práticas ancestrais às custas de não perder ritos e tradições bárbaras e absurdas (e inúteis) é de uma ignorância sem igual, infelizmente com precedentes.
Aproveito para incluir aqui as ridículas manifestações de afeto adolescente, tradicionais e baratas, românticas e... ridículas. O romantismo acabou, veio o realismo e a época contemporânea onde após a adolescência não sobra espaço nem paciência e nem tolerância adulta que suporte qualquer tipo de manifestação imbecil elevando sentimentos torpes e superficiais que com certeza acabarão antes que possamos contabilizar os dias de glória.
Vamos atualizar e levar apenas as coisas boas. Que caiam em desuso e no esquecimento global tudo que leva ao empobrecimento da alma. Vestimentas de época e práticas ancestrais obsoletas devem ser lembradas sim, mas em filmes e obras literárias. Talvez num teatrinho quem sabe... deixa o vento levar.
Com uma frequência incrível porém terrivelmente lentificada observamos as transformações sócio-culturais do nosso mundo real através dos tempos, não com uma certa vontade de ditar regras que pareceram esquecidas num processo de atualização de certa forma irresponsável.
Alguns atrasos foram certamente esquecidos enquando outros tem o péssimo hábito de se fazerem frequentemente lembrados às custas de não esquecermos certas tradições "culturais".
Ontem assisti na tv um programa que falava sobre medicina chinesa e doma bárbara de cavalos por certos povos na China que insistem em mater suas tradições culturais acessas, como se hoje em dia não houvesse outras formas de sacrificar um animal para consumo próprio ou outras formas de se domar um animal sem envolver a violência bárbara empregada há algumas centenas de anos.
Já que não podemos esquecer a medicina chinesa e o modo bárbaro como os praticantes desta ciência milenar obtém alguns medicamentos, como por exemplo extratos de origem animal, bem como os ignorantes que os consomem... por que não ressucitar a guilhotina? ou o enforcamento em praça pública?
São também expoentes culturais que caíram em desuso, mas que podem muito bem representar a cultura de um povo em determinado momento histórico, bem como a doma bárbara de cavalos ainda praticada por habitantes nômades da mongólia.
Resgatar o passado para incrementar e abastecer o futuro é notável, mas manter práticas ancestrais às custas de não perder ritos e tradições bárbaras e absurdas (e inúteis) é de uma ignorância sem igual, infelizmente com precedentes.
Aproveito para incluir aqui as ridículas manifestações de afeto adolescente, tradicionais e baratas, românticas e... ridículas. O romantismo acabou, veio o realismo e a época contemporânea onde após a adolescência não sobra espaço nem paciência e nem tolerância adulta que suporte qualquer tipo de manifestação imbecil elevando sentimentos torpes e superficiais que com certeza acabarão antes que possamos contabilizar os dias de glória.
Vamos atualizar e levar apenas as coisas boas. Que caiam em desuso e no esquecimento global tudo que leva ao empobrecimento da alma. Vestimentas de época e práticas ancestrais obsoletas devem ser lembradas sim, mas em filmes e obras literárias. Talvez num teatrinho quem sabe... deixa o vento levar.
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