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sábado, 5 de maio de 2012

A INUTILIDADE DA COMUNICAÇÃO

Pra que falar?
Em alguns dos meus posts anteriores eu já havia abordado este tema, citando inclusive a fala como a mais inútil das habilidades humanas.
As pessoas não se ouvem mais. Ninguém se preocupa em interpretar o que os outros dizem. 
Estamos sofrendo de uma espécie de analfabetismo funcional no que diz respeito à comunicação interpessoal.
Já disse aqui neste blog que nunca tive tão pouco trabalho em esconder as coisas que eu digo, penso, escrevo, como depois que resolvi divulgar tudo na internet. É impressionante como ninguém presta atenção no que eu falo, como ninguém lê o que eu escrevo, nem mesmo as pessoas que me acham interessante.
Não seria natural querer saber o que seus amigos pensam, como eles se posicionam, ou até mesmo o que aquela garota na qual você está interessado pensa?
Recentemente resolvi transformar em texto tudo o que considero absurdo em relação à minha pessoa. Comportamentos bizarros, falas inúteis, desrespeito e falta de educação, viram por consequência texto. Ninguém é poupado. As pessoas sobre as quais escrevo realmente merecem esta singela homenagem. 
Contudo hoje fui surpreendida por um absurdo grau de falta de interesse, e ao mesmo tempo, um interesse estúpido, tudo na mesma pessoa.
Pô, eu escrevi barbaridades sobre o cara há exatos 2 dias, e qual a minha surpresa ao ser novamente convidada para um date hoje! Quer dizer, o cara quer sair comigo mas não tem o mínimo interesse em saber quem eu sou, o que penso, como eu sou. Socorro!! De novo!! 
As pessoas pensam das outras o que elas querem pensar. Então fazem uma espécie de historinha, compõe o personagem que mais às agrada e simplesmente fecham os ouvidos para a realidade.
E isso não acontece apenas no campo pessoal, quantas e quantas vezes passei horas explicando fatos, observando com interesse a concordância craniana do meu interlocutor, gastando uma energia enorme e toda a minha rouca voz que quase se extingue ao final de cada explanação, para no final, mas beeeemmm no finalzinho ser surpreendida por uma pergunta cujo o conteúdo deixa óbvio que a pessoa parou de entender o que eu dizia na primeira ou segunda frase da explicação.
Se não tá entendendo por que não pergunta? Por que me fazer gastar tanta energia desnecessária para depois repetir tudo mais duas ou três vezes? Por que por que por que???
E no restaurante? É muito óbvio que o pedido venha errado, os caras não prestam atenção ao que falamos mesmo. Já experimentou pedir por exemplo, um suco de laranja SEM gelo? A única coisa que fica gravada na memória do ser atendente é exatamente a última coisa que você falou: GELO!
Aí o camarada lembra que tem que te trazer um suco, talvez de laranja, mas com toda certeza, num copo repleto de GELO!
O mais certo então, para gastar menos energia desnecessária, seria deixar os caras te servirem o que eles quiserem servir. Talvez tenhamos agradáveis surpresas. Vai saber.
No que diz respeito à comunicação o tempo das cavernas com certeza era muito mais produtivo e objetivo!
E já que um voto de silêncio me parece ser uma colher de chá excessiva, vou continuar me posicionando, com reservas de energia, é claro.
Lê quem quer, entende quem precisa,  e assim vamos levando... as pessoas na verdade são óbvias, transparentes. Elas falam! É só prestar atenção.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

NÃO QUERO SABER

A curiosidade é uma merda.
Tudo bem que a curiosidade move montanhas e regra descobertas, mas quando eu páro para pensar em quanto tempo da minha vida eu perdi - sem absolutamente nada agregar ao meu parco conhecimento - por causa da curiosidade... Outro dia estava no trabalho quando me dei conta disso. Agora realmente acredito que o auto-controle da curiosidade é extremamente benéfico. E qualquer melhora de vida nessas alturas já tá sendo recebida com balãozinho e língua de sogra.
"A curiosidade matou o gato" é um dos melhores chavões que eu conheço. Matou de tédio! De desgosto!! Matou provavelmente porque o gato era civilizado e teve um infarto antes de externar seu descontentamento e pular no pescoço de um chato.
Vou explicar...
Há uma probabilidade gigantesca de balões e línguas de sogra no momento em que nos damos conta de que não vale a pena perguntar. As pessoas são traiçoeiras, contam as coisas instigando nosso defeito genético mais primitivo que é a curiosidade. Quantas vezes não sentimos a total necessidade de perguntar "por que?" ou "onde?" ou pior ainda: "COMO???"
A essas pequenas palavrinhas inquisitórias segue-se quase sempre uma ladainha interminável, sonífera, abominavelmente chata, a que somos obrigados a aguentar zelando pela boa e pacífica convivência em sociedade.
Já pensou em sair gritando frente a histórias desinteressantes e intermináveis geradas por uma minúscula palavra de quatro (QUATRO!!) letras? Já pensou em arrancar todos os cabelos fio a fio do narrador a sua frente? Já pensou em dizer "CHEEEEEEEEGGGGAAAAAAAAAA!!!!!!" sem poder fazê-lo por causa do que chamamos bons costumes?
Pô, bom costume é saber que essas perguntas são pro forma! É saber que essas perguntas "como, onde, quando, etc." são retóricas! Bom costume é ter bom senso. E ninguém tem! NINGUÉM!!
A curiosidade custa muito caro. Custa tempo!