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quinta-feira, 8 de março de 2012

HOJE TIVE UM DIA BOM!

Então agora a noite, ou melhor já de madrugada, quando fui passar um hidratante nos lábios para dormir, me lembrei do hidratante labial importado que eu usava e que um belo dia apareceu estragado. Eu achei incrível como em tão pouco tempo de uso o produto poderia assim, um belo dia, aparecer estragado. Fiquei dias e dias pensando no assunto, afinal era um produto bom, e caro. Até que passadas quase 2 semanas do ocorrido me lembrei! E acredito piamente que o tal hidratante pode sim ter se deteriorado por causa disso. É que toda noite a Vynna - minha cachorra - fica me olhando enquanto eu me preparo para dormir. E ela fazia uma carinha quando eu passava o batom... que eu não resistia e passava nela também. E ela adorava! Pode ter estragado o hidratante, mas que foi divertido enquanto durou, isso foi!
Me lembrei também do dia em que alguém falou que minha irmã era triste, provocando na família tal comoção que nos levou - a nós e aos nossos amigos - a tirar fotos com a cara amarrada em todos os eventos sociais que sucederam este episódio nos 2 anos seguintes à tal heresia. Bom, outro dia me falaram que eu tinha um semblante que irradiava uma certa tristeza, e eu pensei em divulgar isto entre família e amigos para ver se a onda pegava de novo. Há! era muito divertido, alguém falava "olha a foto!!" e imediatamente a turma fechava a cara para a pose. Tenho vários exemplares destes 2 anos de fotos amarradas e todas elas me trazem muito boas e divertidas recordações.
É que hoje tive um dia bom... aliás, muito bom!
Não vou descrever nada com detalhes porque o que é muito bom para uns é deveras chato para outros.
Mas sabe aqueles dias em que tudo dá certo?
Trabalhei, conversei com um monte de gente que não atualizava o assunto há semanas, operei com sucesso meus pacientes, tomei um lanche com meu amigo de cirurgias, depois desmarquei a minha aula de ginástica (tenho de confessar que adorei essa parte!) e fui ao cinema com meu amigo David.
O filme tava ótimo, o pseudo jantar de depois foi muito bom, e eu voltei para casa ouvindo Michael Buble. São Paulo estava uma delícia, não andei no trânsito, a lua estava cheia e linda... 
Meu time ganhou!!! Vai Corinthians!!
E olha que eu não estou sendo romântica.
Meu dia realmente foi bom!
Por fim cheguei na minha casa e nenhuma luz queimou! Aí me lembrei que nenhum chato me ligou! E então tive que abrir o computador e registrar o "dia perfeito" com a certeza de que amanhã será melhor ainda!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Estereótipos em quatro rodas...

Muitos carros ainda circulam com adesivos que identificam suas famílias, a despeito das recomendações das polícias, e também a despeito de tantos golpistas por aí. Interessante observar as mais diferentes famílias, algumas constituídas por pai, sem mãe, e numerosa prole. A maioria destaca, além das crianças e adolescentes, o cachorro, um ou vários, e o gato. Às vezes o passarinho, às vezes o aquário.
Nesta manhã, durante o percurso razoavelmente longo entre minha casa e meu trabalho, segui atrás de um carro que exibia os ditos adesivos. Três crianças: um garoto negro e duas garotinhas brancas. Dois cães, um claro, um escuro. Chamava à atenção as roupas das crianças, já que os adesivos eram coloridos. As garotas, de vestidinho rosa, como dita o figurino tradicional. O menino, de camiseta amarela e calção azul, clara alusão ao uniforme da seleção de futebol.
Ainda que garotos habitualmente vibrem com o futebol, convenhamos, a seleção brasileira não está lá com a bola toda. E por que ele não estava vestido de azul, a cor padronizada para o sexo masculino? Ou calção branco e camiseta vermelha, por exemplo? Será possível que, por ser negro, só lhe reste o futebol?
Quiçá não seja eu a preconceituosa, mas uniformes, temos vários e mais interessantes (exceto é claro, se a questão envolvida for o salário), bombeiro, policial, médico, astronauta. Jogador de futebol, francamente...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SERVE...

A falta de entusiasmo é genética.
E olha que se o cara não for um verdadeiro chato, a falta de entusiasmo provavelmente denuncia um elevado nível de inteligência.
Venho notando na minha família que o "desentusiasmo" se acentua com o aumento do nível de conhecimento.
Meu pai por exemplo é uma pessoa feliz, de bem com a vida, engraçado, simpático e agregador. Mesmo com todas essas características carismáticas, meu pai não é uma pessoa que se entusiasma facilmente. Para despertar o entusiasmo do meu pai, a coisa precisa ser realmente boa, precisa valer muito a pena. Ele não ri a toa, a piada precisa ser refinada! E dificilmente usa palavrões para se expressar - não precisa disso. Ele não lê bobagens, não se dá ao trabalho de dirigir a sua atenção às coisas desinteressantes do mundo, da vida.
Meu pai tenta até hoje me ensinar a canalizar a energia para as coisas que valem a pena, sejam elas boas ou problemas a resolver. Se o problema não vale a pena ele nem se dá ao trabalho.
E eu tento desesperadamente aprender tudo isso para economizar minhas boas energias, tanto para rir, como para chorar! Acho realmente que esse conhecimento só me virá - se algum dia vier... - quando eu atingir um grau elevado de desenvolvimento.
Minha irmã por exemplo, já conseguiu muito mais do que eu. O seu senso de humor é refinadíssimo, ela não se impressiona facilmente, e consegue realmente pensar antes de emitir uma opinião. Ela é justa como meu pai. E refinadamente engraçada como meu pai! Às vezes damos gargalhadas apenas com uma troca de olhares, uma já sabendo o que a outra está pensando.
Cada vez menos as pessoas entendem sarcasmos e ironias sem serem grosseiras. O senso de humor geral está cada vez mais vulgar. E cada vez mais... chato!
Talvez seja por essa massificação que a minha família desenvolveu essa falta de entusiasmo crônica. Para dirigirmos nossa atenção, a coisa tem que realmente valer a pena. Meu avô, que nunca ria de nada gratuitamente e nem prestava atenção no que não valia a pena, já na sua época, quando alguém lhe fazia uma exposição e perguntava sua opinião, ele invariavelmente respondia: "serve!".