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sábado, 16 de abril de 2011

MEU CORPO

Ontem encontrei uma amiga de infância e depois de muita conversa e comida japonesa entramos naquele obscuro campo dos sentimentos confusos que a idade nos oferece.
Estou me referindo à sentimentos físicos, somáticos!
Me lembrei do dia em que atravessando a rua com um velho amigo (velho mesmo), este me disse com toda a convicção do mundo que depois de uma certa idade tudo doía. Na época nem dei muita importância e segui caminhando com a certeza de que isso nunca aconteceria comigo.
Doce ilusão... um dia acordei e o meu corpo - sem nenhum aviso prévio! - resolveu que não iria me acompanhar. Juro que insisti, ofereci chocolate, doces diversos, tudo de melhor que tinha na geladeira, mas ele não veio! Ficou deitado o dia inteirinho e nem quis segurar um livro pros meus olhos passarem uma tarde lúdica.
E foi justamente isso que minha amiga me disse ontem. De um dia para o outro, sem avisos de alerta, os seus pés começaram a inchar e o corpo começou a mudar em uma série de ítens que deveriam durar até o fim da bateria! 
Não se produz mais corpos como antigamente. O meu por exemplo, depois da primeira rebelião (supra-citada) só vai onde ele quer... criou uma espécie de vontade própria. Quando ele não quer, responde com dores nunca antes sentidas e me faz andar como um robô sem óleo nas dobradiças até que eu ceda às suas vontades. Ele se auto-flagela! É incrível.
Meu corpo é de um caráter excessivamente dominante e no momento está envolvido num processo romanesco de possessão da minha mente que pelo jeito está dando certo.

sábado, 25 de julho de 2009

UM DIA

Um dia não mais terei escrúpulos.
Responderei a todas as perguntas com a sinceridade desmascarada.
Abdicarei da política social.
Serei completamente honesta em minhas observações.
Darei nome a todos os merecedores de meu batismo, todas as Vanechatas da Mata, os Josés dos Escrotos Inchados, e finalmente, as Marias da Porra.
Não que eu não me considere honesta e sincera, mas às vezes todos nós evitamos conflitos e desagrados... muitas outras vezes tentamos fazer com que as pessoas que nos rodeiam se sintam bem.
Um dia serei velha...
A idade limita a paciência. Os velhos são intolerantes, perdem a compostura. Surgem os "rabugentos" aos olhos sociais.
Ser "rabugento" significa a mais completa liberdade de expressão!
O cara pode não ser lá muito agradável, mas é com certeza muito sincero.
Partindo deste princípio...
Um dia serei "velha"! mas com todo prazer!