A variedade genética está aí para satisfazer a infinidade de gostos pessoais.
A multiplicidade de combinações possíveis gera uma gama infindável de genótipos que ainda podem ser variados depois de prontos, com a criação de uma imensa quantidade de fenótipos.
Apesar das muitas combinações possíveis não posso deixar de notar a mesquinha tendência do ser humano a se agrupar em pequenas formações semelhantes, adotando fenótipos semelhantes e comportamentos semelhantes, tirando toda a graça inerente à capacidade genética de combinações.
Pra que tanta combinação se os caras vão se agrupar?
E os que não se agruparem provavelmente serão considerados fora do padrão estético, com grandes chances de serem colocados à margem da sociedade...
A tendência natural à união em grupos estruturados, com semelhança entre os participantes, faz com que a evolução genética e a multiplicidade maravilhosa de combinações perca um pouco a graça.
Por isso lanço aqui uma campanha de voltarmos a ser quem somos, de não obedecermos a padrões estéticos - e não estou aqui defendendo o meu ganho de massa corpórea! tem gosto pra tudo... NÉÉÉ???
Acho que o mundo se beneficiaria com uma variedade maior de pessoas não grupalizadas... pelo menos ia ser muito mais divertido!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O ACELERADOR DE PARTÍCULAS
Eu adorava o acelerador de partículas. Tinha verdadeira fé de que uma hora o choque provocado pelas partículas em questão iriam ocasionar o aparecimento de outras espécies, talvez - quem sabe com um pouco, bem pouco mesmo já é o suficiente! de sorte - espécies melhores do que a nossa.
Muito bem, aconteceu o previsto... o acelerador de partículas quebrou. Depois de algum tempo de reflexão, na espera do conserto da máquina, percebi que a nossa vida não vai mudar em nada se ficarmos a par de certas informações... não vai fazer nenhum sentido a mais. A gente vai continuar sendo... a gente.
O mundo é isso aí. Nós somos isso aí! E é fácil identificar os mais insatisfeitos, pois eles se punem criando chiwawas, animal em abundância na fronteira franco-suíça. Não é lá que está o acelerador?
Aí eu me pergunto: pra que??? saber de onde viemos??? pra onde vamos??? se a humanidade descende de Adão, Eva, geração espontânea ou teoria Darwinista???
Pra que???
Não estamos todos AQUI???!!!
Muito bem, aconteceu o previsto... o acelerador de partículas quebrou. Depois de algum tempo de reflexão, na espera do conserto da máquina, percebi que a nossa vida não vai mudar em nada se ficarmos a par de certas informações... não vai fazer nenhum sentido a mais. A gente vai continuar sendo... a gente.
O mundo é isso aí. Nós somos isso aí! E é fácil identificar os mais insatisfeitos, pois eles se punem criando chiwawas, animal em abundância na fronteira franco-suíça. Não é lá que está o acelerador?
Aí eu me pergunto: pra que??? saber de onde viemos??? pra onde vamos??? se a humanidade descende de Adão, Eva, geração espontânea ou teoria Darwinista???
Pra que???
Não estamos todos AQUI???!!!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
PRESENTES
Não há nada pior do que um presente mal dado... e nada ainda pior do que um presente mal recebido.
Presente, essa tortura psicológica.
O presente pode induzir a uma instabilidade psíquica. E olha que me refiro aos dois lados dessa moeda. Já foi ao shopping tendo que comprar um presente pra alguém sem a mínima idéia do que escolher? É UMA TORTURA!!!
Ontem fui a casa de minha irmã e olhando um pequeno detalhe da decoração não me contive em elogiar um determinado objeto sobre o balcão da cozinha. No que eu falei "que bonito isso..." apontando para a tal peça decorativa, imediatamente ouvi na voz da minha irmã um "você acha?", logo seguido de um sincero "quer levar pro seu apartamento?", o que me provocou uma irresistível vontade de olhar de novo e reavaliar o meu gosto por candelabros.
É difícil mesmo dar um presente, ganhar um presente, trocar um presente, arrumar um lugar na casa para guardar um presente. Nem que seja dentro do armário. Dá trabalho! E aquele parente que só dá presente de gosto duvidoso ou peças lindas de roupas (tamanho PP!!) compradas em liquidação? NÃO DÁ NEM PRA TROCAR!!!
E quando a gente se compra um presente? É tão ou mais terrível do que ganhar um. Quando a gente se compra a coisa errada, é igualmente difícil se livrar da coisa. Criamos um vínculo sentimental com aquilo que escolhemos e compramos, acreditem!, por livre e espontânea vontade... por mais incrível que isso pareça.
Uma vez, viajava com minha irmã pela Bahia quando comprei uma cabeça de ancião esculpida em um côco. Olha... sinceramente falando, uma pica esculpida em um cocô seria de mais bom gosto do que aquilo. E o pior é que nem apostando o côco num carteado com outros hóspedes do hotel conseguimos nos livrar do souvenir. Resultado: está lá, na estante, até hoje! O ancião, no côco.
Me lembro bem de um episódio da minha infância, quando meus pais chegaram da Amazônia com um arco e flecha embrulhado em plástico bolha. Trouxeram também um cocar, mas este veio na cabeça do meu pai, que desembarcou com ele do avião.
Depois de alguns parcos dias pendurado em homenagem a decoração da parede da sala, o arco e flecha foi parar atrás da porta do "quarto de bagunça" - um quarto usado em casa para depositar quinquilharias - onde passou vários anos hospedado.
Um belo dia acordo com gritos de "iáááááá" e muita euforia provenientes do jardim. Levanto sobressaltada e percebo que meu cavalinho de pelúcia sumiu. Eu era criança, adorava o cavalinho! Abro então a janela do meu quarto e finalmente vejo: meu pai, vestido de índio, ostentando um belo de um cocar e atirando com o arco e fleha no cavalinho estrategicamente postado sobre o muro do quintal. A empolgação era tanta que só vimos meu pai novamente na hora jantar. Ficamos com muito medo de encontrar um oca no quintal mas parece que a empolgação durou apenas um dia mesmo. Por outro lado ficamos realmente muito felizes por finalmente achar uma utilidade para o arco e flecha (e o cocar!) empoierado atrás da porta. Sem falar no cavalinho supra-citado, que também foi presente de viagem. Aliás, meu pai sempre comentava como conseguiu heroicamente transportar o cavalinho juntamente com os demais passageiros dentro da cabine do avião - detalhe: era um cavalinho tipo um mini-pônei, de balançar! Pelo menos o cavalinho teve um final heróico né? Faleceu numa caçada indígena...
Há um estresse inerente às coisas que compramos e guardamos por total falta de utilidade. Há mesmo! Indiscutivelmente!
Assim, concluo que a propensão para escolher presentes errados é genética, e o pânico gerado pela pressão psicológica de dar e receber presentes ou comprar souvenirs é de caráter estritamente familiar. Mas tendo em vista a qualidade e o gosto duvidoso dos presentes frequentemente recebidos por amigos e familiares, penso que este é um mal moderno cada vez mais diagnosticado, do qual sinceramente padece a humanidade.
Presente, essa tortura psicológica.
O presente pode induzir a uma instabilidade psíquica. E olha que me refiro aos dois lados dessa moeda. Já foi ao shopping tendo que comprar um presente pra alguém sem a mínima idéia do que escolher? É UMA TORTURA!!!
Ontem fui a casa de minha irmã e olhando um pequeno detalhe da decoração não me contive em elogiar um determinado objeto sobre o balcão da cozinha. No que eu falei "que bonito isso..." apontando para a tal peça decorativa, imediatamente ouvi na voz da minha irmã um "você acha?", logo seguido de um sincero "quer levar pro seu apartamento?", o que me provocou uma irresistível vontade de olhar de novo e reavaliar o meu gosto por candelabros.
É difícil mesmo dar um presente, ganhar um presente, trocar um presente, arrumar um lugar na casa para guardar um presente. Nem que seja dentro do armário. Dá trabalho! E aquele parente que só dá presente de gosto duvidoso ou peças lindas de roupas (tamanho PP!!) compradas em liquidação? NÃO DÁ NEM PRA TROCAR!!!
E quando a gente se compra um presente? É tão ou mais terrível do que ganhar um. Quando a gente se compra a coisa errada, é igualmente difícil se livrar da coisa. Criamos um vínculo sentimental com aquilo que escolhemos e compramos, acreditem!, por livre e espontânea vontade... por mais incrível que isso pareça.
Uma vez, viajava com minha irmã pela Bahia quando comprei uma cabeça de ancião esculpida em um côco. Olha... sinceramente falando, uma pica esculpida em um cocô seria de mais bom gosto do que aquilo. E o pior é que nem apostando o côco num carteado com outros hóspedes do hotel conseguimos nos livrar do souvenir. Resultado: está lá, na estante, até hoje! O ancião, no côco.
Me lembro bem de um episódio da minha infância, quando meus pais chegaram da Amazônia com um arco e flecha embrulhado em plástico bolha. Trouxeram também um cocar, mas este veio na cabeça do meu pai, que desembarcou com ele do avião.
Depois de alguns parcos dias pendurado em homenagem a decoração da parede da sala, o arco e flecha foi parar atrás da porta do "quarto de bagunça" - um quarto usado em casa para depositar quinquilharias - onde passou vários anos hospedado.
Um belo dia acordo com gritos de "iáááááá" e muita euforia provenientes do jardim. Levanto sobressaltada e percebo que meu cavalinho de pelúcia sumiu. Eu era criança, adorava o cavalinho! Abro então a janela do meu quarto e finalmente vejo: meu pai, vestido de índio, ostentando um belo de um cocar e atirando com o arco e fleha no cavalinho estrategicamente postado sobre o muro do quintal. A empolgação era tanta que só vimos meu pai novamente na hora jantar. Ficamos com muito medo de encontrar um oca no quintal mas parece que a empolgação durou apenas um dia mesmo. Por outro lado ficamos realmente muito felizes por finalmente achar uma utilidade para o arco e flecha (e o cocar!) empoierado atrás da porta. Sem falar no cavalinho supra-citado, que também foi presente de viagem. Aliás, meu pai sempre comentava como conseguiu heroicamente transportar o cavalinho juntamente com os demais passageiros dentro da cabine do avião - detalhe: era um cavalinho tipo um mini-pônei, de balançar! Pelo menos o cavalinho teve um final heróico né? Faleceu numa caçada indígena...
Há um estresse inerente às coisas que compramos e guardamos por total falta de utilidade. Há mesmo! Indiscutivelmente!
Assim, concluo que a propensão para escolher presentes errados é genética, e o pânico gerado pela pressão psicológica de dar e receber presentes ou comprar souvenirs é de caráter estritamente familiar. Mas tendo em vista a qualidade e o gosto duvidoso dos presentes frequentemente recebidos por amigos e familiares, penso que este é um mal moderno cada vez mais diagnosticado, do qual sinceramente padece a humanidade.
sábado, 20 de junho de 2009
O CONTROLE DO TEMPO
Quem é que nunca pensou em controlar o tempo?
Me lembro de vários filmes, a maioria de péssima categoria, onde um carinha com um relógio vagabundérrimo (mas mágico!), apertava um botãozinho e tudo ao seu redor congelava!
Na minha experiência com esses reloginhos vagabundos, ao apertar o tal botão ocorriam vários fenômenos, sendo o mais frequente a desintegração do aparelho. Não posso deixar de lançar um tributo aos fabricantes de mercadorias da 25 de Março, pois o relógio que se desintegra sob a leve pressão de um botãozinho não deixa de ser... mágico!!
Minha reverência profunda aos produtores de aparelhos digitais mágicos!! (vocês não estão vendo, mas já dei 7 voltas ao redor do computador e rezei um "mangalé 3 veiz").
Bom, voltando ao tema, quem é que nunca pensou realmente em controlar o tempo? Não seria demais?!!
A gente de certa forma pode fazer isso, simplesmente lendo.
Quando lemos, damos vida aos personagens esquecidos em palavras no meio de páginas, à estórias e histórias que só se refazem porque nós pensamos nelas e as recriamos enquanto tiramos seus elementos de volumes escritos.
Então, quando o livro é muito bom, invariavelmente eu leio mais devagar, como que para poupar de um destino certo aquele personagem condenado, para lentificar o tempo da crônica. Se você não ler que determinado personagem vai morrer, ele não morre! Já pensou nisso?
Quantas vezes eu já não reli um livro interrompendo-o na melhor parte, para assim congelar o tempo e controlar os acontecimentos!
Os livros são como a vida: o que está escrito, está escrito. Não há como mudar na vida.
Mas nos livros há como interromper, lentificar, fechar um livro na melhor parte e deixar tudo lá parado, congelado! por acontecer...
Não deixa de ser ficção, mas é a melhor forma de controlar o tempo que eu conheço. Se alguém tiver idéia melhor, sou toda ouvidos.
Me lembro de vários filmes, a maioria de péssima categoria, onde um carinha com um relógio vagabundérrimo (mas mágico!), apertava um botãozinho e tudo ao seu redor congelava!
Na minha experiência com esses reloginhos vagabundos, ao apertar o tal botão ocorriam vários fenômenos, sendo o mais frequente a desintegração do aparelho. Não posso deixar de lançar um tributo aos fabricantes de mercadorias da 25 de Março, pois o relógio que se desintegra sob a leve pressão de um botãozinho não deixa de ser... mágico!!
Minha reverência profunda aos produtores de aparelhos digitais mágicos!! (vocês não estão vendo, mas já dei 7 voltas ao redor do computador e rezei um "mangalé 3 veiz").
Bom, voltando ao tema, quem é que nunca pensou realmente em controlar o tempo? Não seria demais?!!
A gente de certa forma pode fazer isso, simplesmente lendo.
Quando lemos, damos vida aos personagens esquecidos em palavras no meio de páginas, à estórias e histórias que só se refazem porque nós pensamos nelas e as recriamos enquanto tiramos seus elementos de volumes escritos.
Então, quando o livro é muito bom, invariavelmente eu leio mais devagar, como que para poupar de um destino certo aquele personagem condenado, para lentificar o tempo da crônica. Se você não ler que determinado personagem vai morrer, ele não morre! Já pensou nisso?
Quantas vezes eu já não reli um livro interrompendo-o na melhor parte, para assim congelar o tempo e controlar os acontecimentos!
Os livros são como a vida: o que está escrito, está escrito. Não há como mudar na vida.
Mas nos livros há como interromper, lentificar, fechar um livro na melhor parte e deixar tudo lá parado, congelado! por acontecer...
Não deixa de ser ficção, mas é a melhor forma de controlar o tempo que eu conheço. Se alguém tiver idéia melhor, sou toda ouvidos.
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