Hoje não está sendo um bom dia. E para piorar tudo não existe nada pior do que propagandas urbanas.
Mais uma vez venho por aqui alertar sobre os malefícios dos relógios de rua. Já falei uma vez sobre isso: http://depoiseagora.blogspot.com.br/2014/04/relogios-de-rua.html
Pois é... agora deram para colocar fotos de uma modelo de sutiã e calcinha em vários destes tótens, anunciando uma lingerie acho que italiana.
Uma mulher mais ou menos bonita está sempre na mesma pose, fotografada com os braços juntos, de frente... nem é tão sensual.
O problema é que sempre que eu me deparo com esta foto, e tem uma porra de um tóten bem aqui na esquina, eu fico pensando: e se vier um extra-terrestre e der de cara justamente com isso? Aí comecei a ficar com vergonha dos cartazes.
Deu pra entender?
A gente não pode ficar esfregando este senso estético na cara dos E.T.s. Imagina um alienígena chegando e dando de cara com um tronco branquelo e dois apêndices pendurados, enfeitados com faixinhas de tecido preto? É ridículo.
Duvido que no planeta deles ia existir uma foto de um bezourão de maiô bem no meio da rua!
Os caras são desenvolvidos pô.
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
Mostrando postagens com marcador propaganda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador propaganda. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de maio de 2014
terça-feira, 17 de abril de 2012
Panfletagem
Dia após dia, com as janelas devidamente cerradas, recuso
cortesmente, ou tanto quanto posso, panfletos. A lógica, muito simples. Trafega
isolado quem pede sossego. Quiçá para apreciar música, ouvir a um noticiário,
por temor à arma branca que se esconde na manga do delinquente, talvez para
evitar o cheiro dos combustíveis.
A panfletagem, este capítulo à parte, com sua agressão
dirigida ao meio ambiente. Cada folha de papel, aquele amontoado no fim do dia.
Lixo. Direto pro lixo. Coleta seletiva, cesto da cozinha, lá se vai, sem nem
mesmo uma olhadinha.
Definitivamente não quero comprar um apartamento situado a
20 minutos do centro, ou seja, a uns sessenta quilômetros, nem estou
interessada num financiamento irrecusável de uma empresa com nome suspeitíssimo.
E a dona Fernanda, a vidente, não perguntei por seu telefone, perguntei?
Outra coisa, porém, é olhar para a pessoa que estende o
famigerado pedaço de papel. Olhos nos olhos. Uma história por trás daquele bico
sob o sol inclemente.
Na última semana escutei quase hipnotizada a história de uma
gentil moça levada a panfletar para garantir o aluguel e a comida na mesa, assim
como a preocupação com a filha pequena. Um relato tocante, que descreve com
pormenores as agruras da migração em território nacional. A sina que começa com
o mau casamento, continua com a não aceitação do divórcio pela família (ainda
existem comunidades tão tradicionais).
De dificuldade em dificuldade, a interrupção dos estudos, já
tardiamente iniciados. Distribuição de currículos sem resposta. Nada de um
emprego de verdade. A dor, física e emocional.
É, minha opinião sobre o panfleto é a mesma. Até porque não tenho
como dar o final que sonhei para esta – verdadeira – história. Não uso de papel
para recontá-la, tenho de ser coerente.
cortesmente, ou tanto quanto posso, panfletos. A lógica, muito simples. Trafega
isolado quem pede sossego. Quiçá para apreciar música, ouvir a um noticiário,
por temor à arma branca que se esconde na manga do delinquente, talvez para
evitar o cheiro dos combustíveis.
A panfletagem, este capítulo à parte, com sua agressão
dirigida ao meio ambiente. Cada folha de papel, aquele amontoado no fim do dia.
Lixo. Direto pro lixo. Coleta seletiva, cesto da cozinha, lá se vai, sem nem
mesmo uma olhadinha.
Definitivamente não quero comprar um apartamento situado a
20 minutos do centro, ou seja, a uns sessenta quilômetros, nem estou
interessada num financiamento irrecusável de uma empresa com nome suspeitíssimo.
E a dona Fernanda, a vidente, não perguntei por seu telefone, perguntei?
Outra coisa, porém, é olhar para a pessoa que estende o
famigerado pedaço de papel. Olhos nos olhos. Uma história por trás daquele bico
sob o sol inclemente.
Na última semana escutei quase hipnotizada a história de uma
gentil moça levada a panfletar para garantir o aluguel e a comida na mesa, assim
como a preocupação com a filha pequena. Um relato tocante, que descreve com
pormenores as agruras da migração em território nacional. A sina que começa com
o mau casamento, continua com a não aceitação do divórcio pela família (ainda
existem comunidades tão tradicionais).
De dificuldade em dificuldade, a interrupção dos estudos, já
tardiamente iniciados. Distribuição de currículos sem resposta. Nada de um
emprego de verdade. A dor, física e emocional.
É, minha opinião sobre o panfleto é a mesma. Até porque não tenho
como dar o final que sonhei para esta – verdadeira – história. Não uso de papel
para recontá-la, tenho de ser coerente.
Assinar:
Postagens (Atom)