Há uns 10 dias resolvi voltar a tocar flauta transversal.
Estava tão feliz, praticando todos os dias, fazendo um som na sala, na varanda. Acabava de tocar e estava renovada, como se o meu stress desaparecesse por alguns instantes.
Mozart, Claude Bolling, Pixinguinha, Handel, um repertório bem eclético, estava me divertindo.
Bom, não deu nem uma semana pra eu entrar no elevador e dar de cara com um papel colado na parede explicando que naquele prédio ninguém podia fazer nenhum barulho que possivelmente incomodasse o vizinho.
Eu sei que a minha versão da Flauta Mágica parece tocada pelo Hermeto Pascoal, mas na minha concepção estava tudo certo...
Catzo de gente que não entende de música!
Parei com a flauta...
Amanhã é minha primeira aula de bateria!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O SHOW DE SAMBA
Então vamos lá, inaugurar mais um mês neste blog, com o primeiro texto de dezembro...
Ganhei um cd de pagode, destes com os melhores, os piores, enfim, todos os sucessos do Fundo de Quintal. E tenho de confessar, o cd é muito bom. Ouço no meu carro, no meio do trânsito, e cantarolo as letras fáceis e adesivas, me imaginando na praia, com uma cerva bem gelada, debaixo de um sol escaldante. Até aí a máxima semelhança com o meu imaginário se dá por meio dos meus óculos escuros da Mormaii, a única coisa em minha vestimenta que cheira a verão.
Bom, depois de duas infindáveis semanas ouvindo um bom pagode, troquei o cd por um cd de jazz. Se for pensar com cautela, não foi uma mudança tão radical, afinal pagode e jazz são dois expoentes da música negra com raízes africanas. Só nasceram em lugares diferentes, mas têm quase que a mesma origem.
E me lembrei nesse meio tempo de um show de samba que fui assistir com a minha irmã nos idos dos anos 90. Naquela época não havia internet e para conseguir bons ingressos tínhamos que amargar horas em filas de bilheterias. Pois bem, fomos com um amigo que conseguiu 4 ingressos: um para ele e outros 3 para mim e minhas duas irmãs.
Todo mundo que nos conhece sabe bem que a Daniela não se destaca pela audição apurada, o que a faz falar muito alto em diversas situações, principalmente em locais barulhentos.
Fomos ao show. Chegamos cedo e logo pegamos um lugar na fila, e, sem brincadeira como éramos as únicas pessoas brancas no meio de quase mil pessoas de outras colorações. Qual não foi minha surpresa quando distraidamente a minha irmã se virou para nós e num tom surpreendentemente elevado para a ocasião, soltou: PORRA! MAS SÓ TEM A GENTE DE BRANCO AQUI!!!
Naquele momento senti como se todas as pessoas do mundo se virassem para nos encarar. E se fez um silêncio espetacular. Incrível o poder das palavras né?
Só sei que no momento seguinte meu amigo iniciou um batuque e quase que em uníssono eu e a minha outra irmã - a não surda - iniciamos um corinho de uma música em homenagem ao Zumbi dos Palmares, como se tivéssemos nascido no próprio quilombo. É realmente impressionante o que fazemos quando estamos sob pressão.
No momento seguinte nossos "amigos de fila entraram no coro" e assim adentramos o espetáculo, cantando e batucando, o que me faz pensar que... quando imaginamos que tudo está perdido, nada como um bom samba pra alegrar os nossos e por ventura, também os corações alheios!
Ganhei um cd de pagode, destes com os melhores, os piores, enfim, todos os sucessos do Fundo de Quintal. E tenho de confessar, o cd é muito bom. Ouço no meu carro, no meio do trânsito, e cantarolo as letras fáceis e adesivas, me imaginando na praia, com uma cerva bem gelada, debaixo de um sol escaldante. Até aí a máxima semelhança com o meu imaginário se dá por meio dos meus óculos escuros da Mormaii, a única coisa em minha vestimenta que cheira a verão.
Bom, depois de duas infindáveis semanas ouvindo um bom pagode, troquei o cd por um cd de jazz. Se for pensar com cautela, não foi uma mudança tão radical, afinal pagode e jazz são dois expoentes da música negra com raízes africanas. Só nasceram em lugares diferentes, mas têm quase que a mesma origem.
E me lembrei nesse meio tempo de um show de samba que fui assistir com a minha irmã nos idos dos anos 90. Naquela época não havia internet e para conseguir bons ingressos tínhamos que amargar horas em filas de bilheterias. Pois bem, fomos com um amigo que conseguiu 4 ingressos: um para ele e outros 3 para mim e minhas duas irmãs.
Todo mundo que nos conhece sabe bem que a Daniela não se destaca pela audição apurada, o que a faz falar muito alto em diversas situações, principalmente em locais barulhentos.
Fomos ao show. Chegamos cedo e logo pegamos um lugar na fila, e, sem brincadeira como éramos as únicas pessoas brancas no meio de quase mil pessoas de outras colorações. Qual não foi minha surpresa quando distraidamente a minha irmã se virou para nós e num tom surpreendentemente elevado para a ocasião, soltou: PORRA! MAS SÓ TEM A GENTE DE BRANCO AQUI!!!
Naquele momento senti como se todas as pessoas do mundo se virassem para nos encarar. E se fez um silêncio espetacular. Incrível o poder das palavras né?
Só sei que no momento seguinte meu amigo iniciou um batuque e quase que em uníssono eu e a minha outra irmã - a não surda - iniciamos um corinho de uma música em homenagem ao Zumbi dos Palmares, como se tivéssemos nascido no próprio quilombo. É realmente impressionante o que fazemos quando estamos sob pressão.
No momento seguinte nossos "amigos de fila entraram no coro" e assim adentramos o espetáculo, cantando e batucando, o que me faz pensar que... quando imaginamos que tudo está perdido, nada como um bom samba pra alegrar os nossos e por ventura, também os corações alheios!
domingo, 19 de junho de 2011
ONDE ESTÁ O HARRY CONNICK JR?
Assim como surge, a novidade desaparece. Por isso pergunto: onde está o Harry Connick Jr?
A nova sensação do pedaço parece ser o Michael Bublé. Não que ele seja ruim. Muito pelo contrário. Ele é bonito, charmoso, canta bem, tem presença de palco. Só não dança... o Harry dançava!
O grande problema é que eles aparecem, a gente curte, canta junto, aprende as musiquinhas e... se apega. Já houve um tempo em que eu tinha tanto medo de perder o Harry Connick Jr quanto eu tinha de perder o próprio Junior, meu cabeleireiro.
Por fim, minha vida deu uma guinada e eu perdi meus cabelos compridos, o que não me deixou nenhuma seqüela sobre o fato de ter perdido o Junior.
Mas o Michael Bublé não vai dar pra suportar... Não que eu esteja apavorada, pois a vida muda e as coisas passam a readquirir importâncias distintas... Mas, no dia em que a mídia soprar para o lado leste e o Michael perder o prestígio, vou querer saber onde raios tem andado o Harry Connick Jr.
E olha que eu ainda nem comecei a procurar o Junior!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
RUA AUGUSTA DOS SEM CARTEIRA - por Daniela Rosenthal
1! 2! 3!..Desci a rua Augusta a 120 por hooooora!!! ...Uhuuu! 7 points na cartinha e 500 paus de multa. Chora queridinho!
Botei a turma toda do passeio pra fora!...Uauuuu! Bonzão hein? 700 contos mais pobre, salvo se acertou algum motoboy, claro.
Larararara sem tocar na buzina, num lembro direito a letra massss, sem dúvida se naquela época tivesse a lei do psiu talvez esse louco adquiriria uns pontinhos com os "homis".
Parei a 4 dedos da vitrina, PUAAAATZ!!! Perdeu a carteira, barbeiro, BRAAAAÇÇÇOOOO!
Hi hi Jonny, hi hi Alfredo, quem é da nossa gangue não tem medo...O QUEEEEEEEEEE???
Aí espertinho...GANGUE???
FORMAçÃO de QUADRILHA!!!!
Perdeu, perdeu...
Botei a turma toda do passeio pra fora!...Uauuuu! Bonzão hein? 700 contos mais pobre, salvo se acertou algum motoboy, claro.
Larararara sem tocar na buzina, num lembro direito a letra massss, sem dúvida se naquela época tivesse a lei do psiu talvez esse louco adquiriria uns pontinhos com os "homis".
Parei a 4 dedos da vitrina, PUAAAATZ!!! Perdeu a carteira, barbeiro, BRAAAAÇÇÇOOOO!
Hi hi Jonny, hi hi Alfredo, quem é da nossa gangue não tem medo...O QUEEEEEEEEEE???
Aí espertinho...GANGUE???
FORMAçÃO de QUADRILHA!!!!
Perdeu, perdeu...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A MÚSICA EM MINHA VIDA
Seu hobby era a música. Desde pequena ela fazia aulas para aprender a tocar instrumentos.
Iniciou-se no aprendizado da flauta doce mas almejava mais. Ganhou uma flauta transversal, instrumento para o qual nunca levou jeito mas insistiu apaixonadamente desesperando seus vizinhos e familiares. Estudava por horas a fio levando os cachorros à loucura. Seu cachorro até desenvolveu uma técnica, apoiada por toda a sua família, de mijar em suas partituras, mas isso não a detia. O cachorro do vizinho, mais dramático, chegou a tentar o suicídio quando ela se dispôs a estudar gaita... foi demais para ele (o cachorro).
Depois da mal sucedida flauta transversal veio o desejo de estudar sax. Mas Deus foi Pai e ela seguiu para o solitário e coletivo violão. Estudava também por horas a fio o instrumento que, por uma concessão divina, não era amplificado.
Quando adulta entrou numa escola de música modernizada. Era o máximo. Fazia aulas de canto coral - um desespero para quem ouvia - e de teoria, até que entrou para uma banda sinfônica.
A banda era tão ruim que as "fugas" tocadas provocavam a evasão do maestro e da platéia.
Hoje, relembrando tudo isso, ela simplesmente sorri porque se divertiu a valer!
Iniciou-se no aprendizado da flauta doce mas almejava mais. Ganhou uma flauta transversal, instrumento para o qual nunca levou jeito mas insistiu apaixonadamente desesperando seus vizinhos e familiares. Estudava por horas a fio levando os cachorros à loucura. Seu cachorro até desenvolveu uma técnica, apoiada por toda a sua família, de mijar em suas partituras, mas isso não a detia. O cachorro do vizinho, mais dramático, chegou a tentar o suicídio quando ela se dispôs a estudar gaita... foi demais para ele (o cachorro).
Depois da mal sucedida flauta transversal veio o desejo de estudar sax. Mas Deus foi Pai e ela seguiu para o solitário e coletivo violão. Estudava também por horas a fio o instrumento que, por uma concessão divina, não era amplificado.
Quando adulta entrou numa escola de música modernizada. Era o máximo. Fazia aulas de canto coral - um desespero para quem ouvia - e de teoria, até que entrou para uma banda sinfônica.
A banda era tão ruim que as "fugas" tocadas provocavam a evasão do maestro e da platéia.
Hoje, relembrando tudo isso, ela simplesmente sorri porque se divertiu a valer!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
ISLANDIA'S REVENGE
Resolvi abrir o meu coração para as novidades do mundo da música jovem e sem preconceito algum sintonizei uma emissora de rádio "jovem" por um dia inteiro - no caso hoje! - chegando à seguinte conclusão: não dá pra ouvir esse tipo música simplesmente porque não há música.
Os caras começam cantando e na hora do break vocal onde você teria que ouvir uma melodia, aparece uma voz que fala O T E M P O T O D O!!! Parece que isso aí chama ou chamava rap, mas é muiiiiiiiiiitttooooooo chato! De verdade que é chato!
Não existe mais melodia. Eu juro que tive a impressão de que passei o dia todo ouvindo a mesma música. Virou uma coisa só. Uma melodia parca seguida por uma voz meio rouca, que fala de modo contínuo e interminável, com um outro babaca repetindo as sílabas finais de todas as frases: "Eu vou -vou! - comprar - prar! - um laxante - ante!..." e assim por diante. E isso tudo repetidamente, infinitamente, continuamente, aborrecidamente!
Num mundo culturalmente massificado, eu fico pensando na Islândia, um país pequeno onde as pessoas quase não aparecem para o restante do planeta. No ano 2000 a Islândia tinha cerca 280 mil habitantes. Há pouquíssimos islandeses na face da Terra. Já houve uma época em que o status social de um indivíduo era medido pelo número de islandeses que ele conhecia. E não valia citar a Bjork! Agora com esse lance do vulcão de nome impronunciável que está provocando um caos em metade do mundo, os islandeses estão mostrando a que vieram. Sim, eles existem! E são espertos, porque explodir os céus da Europa sem dar a mínima chance das pessoas dizerem o nome do vulcão foi uma puta jogada de marketing! Em todo lugar que se fala do bendito vulcão tem que existir um islandês para pronunciar a bagaça.
E só para vocês saberem o ranking do status social subiu de 2 para 5 islandeses! E ainda para deixar bem claro, NÃO VALE CITAR A BJORK!
Os caras começam cantando e na hora do break vocal onde você teria que ouvir uma melodia, aparece uma voz que fala O T E M P O T O D O!!! Parece que isso aí chama ou chamava rap, mas é muiiiiiiiiiitttooooooo chato! De verdade que é chato!
Não existe mais melodia. Eu juro que tive a impressão de que passei o dia todo ouvindo a mesma música. Virou uma coisa só. Uma melodia parca seguida por uma voz meio rouca, que fala de modo contínuo e interminável, com um outro babaca repetindo as sílabas finais de todas as frases: "Eu vou -vou! - comprar - prar! - um laxante - ante!..." e assim por diante. E isso tudo repetidamente, infinitamente, continuamente, aborrecidamente!
Num mundo culturalmente massificado, eu fico pensando na Islândia, um país pequeno onde as pessoas quase não aparecem para o restante do planeta. No ano 2000 a Islândia tinha cerca 280 mil habitantes. Há pouquíssimos islandeses na face da Terra. Já houve uma época em que o status social de um indivíduo era medido pelo número de islandeses que ele conhecia. E não valia citar a Bjork! Agora com esse lance do vulcão de nome impronunciável que está provocando um caos em metade do mundo, os islandeses estão mostrando a que vieram. Sim, eles existem! E são espertos, porque explodir os céus da Europa sem dar a mínima chance das pessoas dizerem o nome do vulcão foi uma puta jogada de marketing! Em todo lugar que se fala do bendito vulcão tem que existir um islandês para pronunciar a bagaça.
E só para vocês saberem o ranking do status social subiu de 2 para 5 islandeses! E ainda para deixar bem claro, NÃO VALE CITAR A BJORK!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Música boa é das antigas... Há, porém, uma desvantagem.
Chuck Berry e Elis Regina (e alguns outros) têm o mesmo problema: eles não cantam nada de novo. Não se trata de humor negro. Os antigos parecem sempre ser os melhores, mas em determinado momento não conseguimos mais escutá-los. É sempre o mesmo repertório. Não jogue, no entanto, o irritante cd pela janela do carro. Guarde-o por seis meses e depois parece inacreditável que decorreu tanto tempo sem escutar coisa tão boa. É só passar o enjôo. Bem, o da Elis Regina pode deixar guardado por uns seis anos... Escutei a última vez quando eu tinha 11 anos e ainda não consegui retomar... É, faz mais de 20 anos... O tempo é relativo. E não adianta variar com a Maria Rita. Não é a mesma qualidade.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
SAMBA LELÊ
Samba lelê está indisposto
Está com o crânio fraturado
Samba lelê necessitava
É de uma boa advertência
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
Está com o crânio fraturado
Samba lelê necessitava
É de uma boa advertência
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
Samba samba samba lelê
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