Odeio é uma palavra forte, portanto para não ser radical, digamos que eu não aprecio os modismos e vícios de linguagem comtemporâneos. Eu sei que os adolescentes no computador escrevem de modo ininteligível para todos aqueles tem pelo menos 5 anos a mais do que eles. Sei também que adultos com Síndrome de Peter Pan fazem um esforço sobre humano para tentar falar que nem estes adolescentes, o que soa deveras ridículo em todos os aspectos: visual, auditivo, verbal e olfativo - não me pergunte por quê.
O cara cresceu! Fala que nem homem, homem feito, homem adulto, pô!
Quando eu era pequena, colecionava quadrinhos do Grimmy, aquele cachorro genial do Mike Peters, e me lembro muito de um em especial que mostrava a dona velhinha do cachorro falando com ele em linguagem infantil enquanto o cachorro silenciosamente pensava "pelo amor de Deus, faz ela parar com isso!".
Pois bem, isso serve perfeitamente para os dias de hoje e todos os horrendos vícios de linguagem modernosos. Grimmy, eu te amo!
Aproveitando então o contexto, me lembro também de um cara com visão estratosférica sobre este assunto que é o Carlos Queiroz Telles. Para todos aqueles que almejam a inclusão social dentro de grupamentos determinados, ele escreveu o "Manual do Cara de Pau". Neste livro o autor ensina frases de efeito com gírias próprias de alguns grupos sociais para a rápida inclusão de leigos em rodinhas de conversas específicas. Outro dia assistindo uma entrevista de um grupo musical de reggae lá do Rio Grande do Sul, ouvi entre bah's e trilegal's, vários "tá ligado?", "sacô", "demos uma roupagem nova à levada deste som", "só...", "a batera isso e a guita aquilo" e assim por diante. Depois, ouvindo outros músicos, percebi que todos usam os mesmos termos, tudo está estereotipado. É uma regra: quer ser músico tem que falar desse jeito e pronto.
A língua portuguesa é tão rica, tão bonita, permite tantas combinações, e no entanto todo mundo quer falar igual. Os que ainda insistem em falar com alguma concordância verbal são marginalizados. Eu mesma tenho até medo de falar direito no meio de um grupinho de linguagem pré-estabelecida. Eu hein, vai que o pessoal te entende errado! Melhor não arriscar.
Então, peço três vivas para o Manual do Cara de Pau! Genial esse Carlos.
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
DEDO NO NARIZ
Outro dia uma amiga minha tomou uma multa por dirigir falando ao celular.
Tá certo, também acho errado. A distração causada pelo celular já é incrível quando atendemos via bluetooth. Na verdade acho a distração muito mais relativa ao teor da conversa do que por segurarmos o aparelho com a mão, o pé ou os dentes - tenho um amigo que consegue!
O que me intriga no entanto é que a infração é caracterizada por segurar o aparelho com uma das mãos e dirigir o carro com a outra, a mão que está livre - só para frisar!, mesmo ato cometido por aqueles motoristas que costumam limpar o salão enquanto dirigem. Agora a pergunta: colocar a mão no nariz enquanto dirigimos não é infração??? E os radares, será que algum deles pega a "mão no nariz"?
Outro dia fiquei parada atrás de um carro, cujo interior estava preenchido totalmente - o cara era enorme! - por uma figura extremamente empenhada em deixar seu próprio nariz livre de qualquer impureza. Tenho impressão de que se eu não buzinasse insistentemente ele ia limpar a própria cara do seu próprio nariz.
Os caras da CET ficam alertando que no atender ou ao enviar mensagens de texto enquanto dirigimos, ficamos não sei quantos segundos sem prestar atenção ao trânsito que nos rodeia. Imagina o cara com o dedão no nariz!!! Quando a meleca é grande e deve ser retirada cuidadosamente, ou quando a meleca cai no chão do carro desidratada de tanto ser rolada entre os dedos... eu sei que é nojento, mas imagina quanto tempo o cara não perde de trânsito no exercício desta arte! E o pior: não é considerado infração!!!
É revoltante.
Tá certo, também acho errado. A distração causada pelo celular já é incrível quando atendemos via bluetooth. Na verdade acho a distração muito mais relativa ao teor da conversa do que por segurarmos o aparelho com a mão, o pé ou os dentes - tenho um amigo que consegue!
O que me intriga no entanto é que a infração é caracterizada por segurar o aparelho com uma das mãos e dirigir o carro com a outra, a mão que está livre - só para frisar!, mesmo ato cometido por aqueles motoristas que costumam limpar o salão enquanto dirigem. Agora a pergunta: colocar a mão no nariz enquanto dirigimos não é infração??? E os radares, será que algum deles pega a "mão no nariz"?
Outro dia fiquei parada atrás de um carro, cujo interior estava preenchido totalmente - o cara era enorme! - por uma figura extremamente empenhada em deixar seu próprio nariz livre de qualquer impureza. Tenho impressão de que se eu não buzinasse insistentemente ele ia limpar a própria cara do seu próprio nariz.
Os caras da CET ficam alertando que no atender ou ao enviar mensagens de texto enquanto dirigimos, ficamos não sei quantos segundos sem prestar atenção ao trânsito que nos rodeia. Imagina o cara com o dedão no nariz!!! Quando a meleca é grande e deve ser retirada cuidadosamente, ou quando a meleca cai no chão do carro desidratada de tanto ser rolada entre os dedos... eu sei que é nojento, mas imagina quanto tempo o cara não perde de trânsito no exercício desta arte! E o pior: não é considerado infração!!!
É revoltante.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
ALGUÉM CONHECE O CENTRO DA TERRA?
Julio Verne jura que esteve lá. Foi, fez um inventário, contou umas estorinhas e jurou que é tudo verdade. E que gostou. E muito.
Se gostou, por que então não voltou?
É sobre isso que eu querdo falar: sejamos racionais!!! É óbvio que o cara detestou. E como tem gente tentando convencer a gente a comer merda!
A gente sabe que é ruim, ouve que é ruim, cheira que é ruim, intui que é péssimo, mas vem alguém extremamente convincente e a gente faz sabe o que? COME! E acha ruim!
Pô, sejamos racionais!!! Pensemos, pessoal!
E tem mais, antigamente tinha um monte de profeta que recebia mensagens divinas quase que diariamente. O céu abria, tinha aquele teatro todo e aparecia um anjo que OBJETIVAMENTE dizia... coisas... Hoje em dia, com a comunicação dispondo de milhares de recursos, por que é que ninguém fala com a gente?
Outro dia perguntei para um religioso amigo meu e ele me jurou que recebemos diariamente mensagens divinas, muitas vezes telepaticamente, à nível de intuições e blá blá blá.
Se é asim, por que ninguém me manda nenhuma mensagem telepática dizendo por exemplo: não contrata essa arquiteta! ou, não compra esse carro, ou toma cuidado com esse contador... e assim por diante.
A gente fica esperando um aviso divino, uma intuição, um sexto sentido e, quem não tem aptidão para profeta sempre se ferra!
É por isso que repito: sejamos racionais!!!
Essa é a oração de antes de dormir para hoje a noite.
Se gostou, por que então não voltou?
É sobre isso que eu querdo falar: sejamos racionais!!! É óbvio que o cara detestou. E como tem gente tentando convencer a gente a comer merda!
A gente sabe que é ruim, ouve que é ruim, cheira que é ruim, intui que é péssimo, mas vem alguém extremamente convincente e a gente faz sabe o que? COME! E acha ruim!
Pô, sejamos racionais!!! Pensemos, pessoal!
E tem mais, antigamente tinha um monte de profeta que recebia mensagens divinas quase que diariamente. O céu abria, tinha aquele teatro todo e aparecia um anjo que OBJETIVAMENTE dizia... coisas... Hoje em dia, com a comunicação dispondo de milhares de recursos, por que é que ninguém fala com a gente?
Outro dia perguntei para um religioso amigo meu e ele me jurou que recebemos diariamente mensagens divinas, muitas vezes telepaticamente, à nível de intuições e blá blá blá.
Se é asim, por que ninguém me manda nenhuma mensagem telepática dizendo por exemplo: não contrata essa arquiteta! ou, não compra esse carro, ou toma cuidado com esse contador... e assim por diante.
A gente fica esperando um aviso divino, uma intuição, um sexto sentido e, quem não tem aptidão para profeta sempre se ferra!
É por isso que repito: sejamos racionais!!!
Essa é a oração de antes de dormir para hoje a noite.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
COMO É DIFÍCIL MENTIR
Não, não é um chavão, nem nada parecido. O que eu quero dizer é... como é sofrido sustentar uma mentira.
Outro dia assistindo a um programa destes sensacionalistas, me deparei com aquela sempre bizarra cena de tentativa de reconciliação de casais separados. Sempre pensei que os pares em questão fossem artistas contratados, mas a julgar pelo sofrimento do cidadão, fiquei mesmo na dúvida.
Bom, o caso é que depois de um barraco romanesco, narrado em mi bemol maior por um barítono da ópera municipal, eles estavam lá: no meio de um cenário próprio, com uma platéia enorme - multiplicada por recursos digitais - e uma apresentadora do tipo burralda loirinha, tentando fazer as pazes. É claro que no caso de um insucesso na paz, seguranças estavam a postos nas coxias para conter uma eventual tentativa de assassinato entre os participantes. O circo estava montado!
Bom, circo montado, fiquei pensando em quanto devem ter oferecido ao cidadão, vestidinho de peça azul masculina do joguinho, para participar do espetáculo. A mulher, peça vermelha, não deve ter ganhado nada além de reconhecimento e 4 minutos de fama entre as vizinhas - 5 é muito nesse caso. Além é claro de um corte novo de cabelo com tintura "boreal", cor de bosta de vaca com disenteria.
Mas, voltando ao cara... o coitado do cara, que tinha jurado na sinuca que não queria ver a biscate nunca mais, que tinha honrado sua alma com promessas de cuspe e sangue pisado entre os amigos, que tinha saído com metade das piranhas do bairro sem camisinha para lavar a alma do convívio com a vagabunda... o cara... este sim foi pego de surpresa! E ofereceram um bom dinheiro pra ele! Dinheiro... O coitado desempregado, precisando angariar mais fundos do que a sinuca lhe dava para a cachacinha de todo dia... realmente precisando e muito!
De repente ele se vê frente a frente com uma equipe sensacionalista lhe oferecendo dinheiro, e mais dinheiro ainda se a reconciliação fosse obtida. E tudo isso em público!!!! E na frente de todos os seus amigos do pacto, da sinuca, do bar do Zé! Putzzzzzzzz...
ELE ACEITA!
E vai lá com aquele carão pra frente das câmeras. Nem o pó de arroz ajudou dessa vez. O coitado suava e fazia aquela cara de "puta que o pariu e agora?"... O choro era verdadeiro, mas era entre os dentes... as lágrimas caiam dizendo que não enquanto ele "emocionado" aceitava a mulher de volta dizendo que sim... e pensando secretamente o que faria com aquele presente de grego ao chegar em casa televisionado ao vivo e em cores.
Quantas vezes na vida a gente não chora pensando numa coisa completamente diferente daquela que todos pensam que você está pensando? QUANTAS VEZES!!!!, hein?
É... a vida sorri de forma diferente para cada um de nós... e... como é difícil mentir...
Outro dia assistindo a um programa destes sensacionalistas, me deparei com aquela sempre bizarra cena de tentativa de reconciliação de casais separados. Sempre pensei que os pares em questão fossem artistas contratados, mas a julgar pelo sofrimento do cidadão, fiquei mesmo na dúvida.
Bom, o caso é que depois de um barraco romanesco, narrado em mi bemol maior por um barítono da ópera municipal, eles estavam lá: no meio de um cenário próprio, com uma platéia enorme - multiplicada por recursos digitais - e uma apresentadora do tipo burralda loirinha, tentando fazer as pazes. É claro que no caso de um insucesso na paz, seguranças estavam a postos nas coxias para conter uma eventual tentativa de assassinato entre os participantes. O circo estava montado!
Bom, circo montado, fiquei pensando em quanto devem ter oferecido ao cidadão, vestidinho de peça azul masculina do joguinho, para participar do espetáculo. A mulher, peça vermelha, não deve ter ganhado nada além de reconhecimento e 4 minutos de fama entre as vizinhas - 5 é muito nesse caso. Além é claro de um corte novo de cabelo com tintura "boreal", cor de bosta de vaca com disenteria.
Mas, voltando ao cara... o coitado do cara, que tinha jurado na sinuca que não queria ver a biscate nunca mais, que tinha honrado sua alma com promessas de cuspe e sangue pisado entre os amigos, que tinha saído com metade das piranhas do bairro sem camisinha para lavar a alma do convívio com a vagabunda... o cara... este sim foi pego de surpresa! E ofereceram um bom dinheiro pra ele! Dinheiro... O coitado desempregado, precisando angariar mais fundos do que a sinuca lhe dava para a cachacinha de todo dia... realmente precisando e muito!
De repente ele se vê frente a frente com uma equipe sensacionalista lhe oferecendo dinheiro, e mais dinheiro ainda se a reconciliação fosse obtida. E tudo isso em público!!!! E na frente de todos os seus amigos do pacto, da sinuca, do bar do Zé! Putzzzzzzzz...
ELE ACEITA!
E vai lá com aquele carão pra frente das câmeras. Nem o pó de arroz ajudou dessa vez. O coitado suava e fazia aquela cara de "puta que o pariu e agora?"... O choro era verdadeiro, mas era entre os dentes... as lágrimas caiam dizendo que não enquanto ele "emocionado" aceitava a mulher de volta dizendo que sim... e pensando secretamente o que faria com aquele presente de grego ao chegar em casa televisionado ao vivo e em cores.
Quantas vezes na vida a gente não chora pensando numa coisa completamente diferente daquela que todos pensam que você está pensando? QUANTAS VEZES!!!!, hein?
É... a vida sorri de forma diferente para cada um de nós... e... como é difícil mentir...
sábado, 17 de abril de 2010
O PORRETE BÁVARO
Tenho que admitir que nunca soube nada a respeito de armas medievais, mas imagino que nas batalhas travadas pelos bravos guerreiros da Idade Média vencia aquele que tivesse o porrete bávaro, objeto deveras semelhante a um secador-enrolador de cabelos anunciado no Domingão do Faustão domingo passado.
Mesmo após muitos anos de luta para igualdade e todas aquelas baboseiras, a mulher continua sendo vista como uma criatura extremamente vaidosa e... emburrecida!, de modo que todas as propagandas direcionadas ao bicho feminino puxam para o apelativo embelezante.
Em pleno século XXI na minha super moderna televisão lcd enorme, com captação digital, considero uma afronta assistir a uma propaganda do porrete bávaro, onde uma mulher com uma quantidade absurda de maquiagem anuncia sem perdão que não podemos deixar de possuir uma ferramenta como aquela. E alisando uma espécie de vibrador erótico com espinhos (de utilidade dúbia), olha diretamente para a câmera com olhos faiscantes anunciando um número de telefone. Diante de tal ameaçadora visão, a telespectadora sente-se praticamente obrigada a discar imediatamente se quiser então evitar o pior!... E pra falar a verdade, tenho de confessar: eu mesma quase liguei!
Após tais fatos e imagens próprias para o anuncio do Juízo Final, venho a pensar que a máquina do tempo deve ter secretamente existido... só não sei se foi usada para vir ou para voltar, porque o modelo do porrete é próprio de qualquer livro de história do ensino primário. Ou o bávaro veio e levou o porrete consigo, causando frisson nos mercados de armas da época, ou algum publicitário foi lá e resgatou a arma, dando - com um pouco de tecnologia - uma nova utilidade para o porrete nos tempos modernos.
O pior é que o objeto de inestimável valor histórico garante a certeza absoluta de que as pobrezinhas conseguiriam alisar e cachear seus cabelos SOZINHAS! Conseguiriam utilizar com sucesso o tal artifício, SOZINHAS!... Vai... vai tentando hehehe... daqui uns dias venho checar se deu certo. É, daqui uns dias, porque tenho certeza de que vc ainda vai estar aqui, na frente do espelho, com olheiras maiores que a cara, ainda tentando... e olha que eu to sendo otimista!
É claro que se usado na sua forma medieval, com instruções para porretear sem ligar nada na tomada, fica muito mais fácil acreditar na possibilidade de acontecer qualquer coisa. Eu tinha uma amiga que bateu a cabeça - sem o porrete! - evoluindo com traços de Liza Minelli. Ela canta New York até hoje pra qualquer um que a encare por mais de três segundos.
O porrete é bom, mas devia ser anunciado junto com o spray de pimenta. Garanto que faria muito mais sucesso.
Mesmo após muitos anos de luta para igualdade e todas aquelas baboseiras, a mulher continua sendo vista como uma criatura extremamente vaidosa e... emburrecida!, de modo que todas as propagandas direcionadas ao bicho feminino puxam para o apelativo embelezante.
Em pleno século XXI na minha super moderna televisão lcd enorme, com captação digital, considero uma afronta assistir a uma propaganda do porrete bávaro, onde uma mulher com uma quantidade absurda de maquiagem anuncia sem perdão que não podemos deixar de possuir uma ferramenta como aquela. E alisando uma espécie de vibrador erótico com espinhos (de utilidade dúbia), olha diretamente para a câmera com olhos faiscantes anunciando um número de telefone. Diante de tal ameaçadora visão, a telespectadora sente-se praticamente obrigada a discar imediatamente se quiser então evitar o pior!... E pra falar a verdade, tenho de confessar: eu mesma quase liguei!
Após tais fatos e imagens próprias para o anuncio do Juízo Final, venho a pensar que a máquina do tempo deve ter secretamente existido... só não sei se foi usada para vir ou para voltar, porque o modelo do porrete é próprio de qualquer livro de história do ensino primário. Ou o bávaro veio e levou o porrete consigo, causando frisson nos mercados de armas da época, ou algum publicitário foi lá e resgatou a arma, dando - com um pouco de tecnologia - uma nova utilidade para o porrete nos tempos modernos.
O pior é que o objeto de inestimável valor histórico garante a certeza absoluta de que as pobrezinhas conseguiriam alisar e cachear seus cabelos SOZINHAS! Conseguiriam utilizar com sucesso o tal artifício, SOZINHAS!... Vai... vai tentando hehehe... daqui uns dias venho checar se deu certo. É, daqui uns dias, porque tenho certeza de que vc ainda vai estar aqui, na frente do espelho, com olheiras maiores que a cara, ainda tentando... e olha que eu to sendo otimista!
É claro que se usado na sua forma medieval, com instruções para porretear sem ligar nada na tomada, fica muito mais fácil acreditar na possibilidade de acontecer qualquer coisa. Eu tinha uma amiga que bateu a cabeça - sem o porrete! - evoluindo com traços de Liza Minelli. Ela canta New York até hoje pra qualquer um que a encare por mais de três segundos.
O porrete é bom, mas devia ser anunciado junto com o spray de pimenta. Garanto que faria muito mais sucesso.
terça-feira, 6 de abril de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
DIFÍCIL
Muitas vezes lendo antigos textos meus, tenho que repassar as frases para tentar entender o que eu queria dizer naquela época.
E na maioria das vezes não entendo. Acabo elaborando outra interpretação para aquilo tudo que está escrito e fica o dito pelo não dito.
O estado de espírito influencia a objetividade dos textos né?!
Eu tento sempre ser muito objetiva, dizendo exatamente o que penso na hora que escrevo. Porém, alguns meses depois, leio tudo aquilo e tudo aquilo me diz coisas completamente diferentes do que eu estava pensando na ocasião da escrita original, gerando uma subjetividade absurda.
Deduzo então que: ninguém entende o que eu falo!
Se nem eu mesmo entendo o que era perfeitamente entendível quando eu estava falando da primeira vez, deduzo que as pessoas interpretam livremente e sem objetividade alguma o que estou dizendo agora, em tempo real.
Complicado né!?
E na maioria das vezes não entendo. Acabo elaborando outra interpretação para aquilo tudo que está escrito e fica o dito pelo não dito.
O estado de espírito influencia a objetividade dos textos né?!
Eu tento sempre ser muito objetiva, dizendo exatamente o que penso na hora que escrevo. Porém, alguns meses depois, leio tudo aquilo e tudo aquilo me diz coisas completamente diferentes do que eu estava pensando na ocasião da escrita original, gerando uma subjetividade absurda.
Deduzo então que: ninguém entende o que eu falo!
Se nem eu mesmo entendo o que era perfeitamente entendível quando eu estava falando da primeira vez, deduzo que as pessoas interpretam livremente e sem objetividade alguma o que estou dizendo agora, em tempo real.
Complicado né!?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A CULPA É SEMPRE MINHA
Olha, eu não quero aqui ficar me lamuriando ou desfiando problemas.
Esse apêndice é só para lançar uma verdade incontestável: "a culpa é sempre minha!"
Sou culpada por honestidade, lealdade, imaturidade e mais um tanto de "defeitos" que todo mundo tem. Mas na minha pele tudo faz com que eu tenha muito mais... CULPA!
Se eu pago adiantado por um serviço eu sou culpada de honestidade. Os porras não vêm de jeito nenhum pra consertar as merdas que eles fizeram e que estão na "garantia". E quem é a culpada???
Acertaram: EU! EUZINHA! - que paguei por todo o serviço na data correta e com cheques cheios de fundos. Nesse caso, a alegação é de que eu não deveria ter pago. Isso criaria um vínculo com os porras que para receber o acerto, gerariam uma probabilidade maior de eu ter a minha garantia, vinculada obviamente à uma enorme chance de ter também meu nome num processo judicial como devedora - ou coisa parecida que exista.
Lição número 1: "não seja certinho!"
Outra coisa: quando você vai prestar serviço na casa de alguém você deliberadamente entra na garagem e estaciona o carro na vaga do patrão???
Pois é, por duas vezes encontrei carros de prestadores na minha vaga do prédio e fui... CULPADA! Culpada por reclamar e mandar os cavalheiros/damas em questão estacionarem seus carros na rua!!???
A culpa nesse caso provem do fato de que reclamando eu poderia provocar a ira deste gentleman que num ato de fúria provocaria um dano de difícil reparo no meu imóvel!!???
Lição número 2: "tenha medo! - se você encontrar o carro do seu empregado na sua vaga, não reclame! procure uma vaga na rua ou pague para parar seu carro no estacionamento ao lado da sua casa" - é mais seguro assim.
Recentemente gastei uma pequena fortuna para receber um serviço de décima categoria, que teve de ser em grande parte refeito e mesmo assim ficou meia boca. Sabe o que aconteceu quando eu comecei a reclamar? A administradora do serviço ficou "brava" comigo!!??? E começou a me destratar!!??? Aí eu pergunto: não deveria ser o contrário? Não há aí uma inversão de papéis? Mas a culpa é... MINHA! Nesse caso, a alegação é de que eu "não sei falar direito com as pessoas, mesmo estando coberta de razão".
Lição número 3: "não fale com as pessoas".
Então, dentre várias outras lições concluo que viramos reféns. Se você for um ladrão, um estelionatário, uma pessoa que não cumpre com seus compromissos, pode ficar tranquilo. Mas se gostar das coisas bem feitas, tá perdido! Somos reféns da incompetência e da escória humana.
E... só pra vocês não esquecerem, a lição mais valiosa: NÃO FALE COM AS PESSOAS!
Esse apêndice é só para lançar uma verdade incontestável: "a culpa é sempre minha!"
Sou culpada por honestidade, lealdade, imaturidade e mais um tanto de "defeitos" que todo mundo tem. Mas na minha pele tudo faz com que eu tenha muito mais... CULPA!
Se eu pago adiantado por um serviço eu sou culpada de honestidade. Os porras não vêm de jeito nenhum pra consertar as merdas que eles fizeram e que estão na "garantia". E quem é a culpada???
Acertaram: EU! EUZINHA! - que paguei por todo o serviço na data correta e com cheques cheios de fundos. Nesse caso, a alegação é de que eu não deveria ter pago. Isso criaria um vínculo com os porras que para receber o acerto, gerariam uma probabilidade maior de eu ter a minha garantia, vinculada obviamente à uma enorme chance de ter também meu nome num processo judicial como devedora - ou coisa parecida que exista.
Lição número 1: "não seja certinho!"
Outra coisa: quando você vai prestar serviço na casa de alguém você deliberadamente entra na garagem e estaciona o carro na vaga do patrão???
Pois é, por duas vezes encontrei carros de prestadores na minha vaga do prédio e fui... CULPADA! Culpada por reclamar e mandar os cavalheiros/damas em questão estacionarem seus carros na rua!!???
A culpa nesse caso provem do fato de que reclamando eu poderia provocar a ira deste gentleman que num ato de fúria provocaria um dano de difícil reparo no meu imóvel!!???
Lição número 2: "tenha medo! - se você encontrar o carro do seu empregado na sua vaga, não reclame! procure uma vaga na rua ou pague para parar seu carro no estacionamento ao lado da sua casa" - é mais seguro assim.
Recentemente gastei uma pequena fortuna para receber um serviço de décima categoria, que teve de ser em grande parte refeito e mesmo assim ficou meia boca. Sabe o que aconteceu quando eu comecei a reclamar? A administradora do serviço ficou "brava" comigo!!??? E começou a me destratar!!??? Aí eu pergunto: não deveria ser o contrário? Não há aí uma inversão de papéis? Mas a culpa é... MINHA! Nesse caso, a alegação é de que eu "não sei falar direito com as pessoas, mesmo estando coberta de razão".
Lição número 3: "não fale com as pessoas".
Então, dentre várias outras lições concluo que viramos reféns. Se você for um ladrão, um estelionatário, uma pessoa que não cumpre com seus compromissos, pode ficar tranquilo. Mas se gostar das coisas bem feitas, tá perdido! Somos reféns da incompetência e da escória humana.
E... só pra vocês não esquecerem, a lição mais valiosa: NÃO FALE COM AS PESSOAS!
sábado, 16 de janeiro de 2010
MAMOGRAFIA
Por que o homem reclama?
Conversando com uma amiga na hora do almoço, chegamos a fantástica conclusão de que é muito menos inoportuno ter uma próstata do que dois peitos e um sistema reprodutor feminino, para não usar palavras que possam ferir os vossos ouvidos.
Imagina a mulher indo fazer seus exames de rotina. Ela acorda toda feliz, chega ao laboratório - ainda feliz! isso é importante - e entrega os pedidos médicos em sânscrito solicitando que enfiem tubos, tirem o seu sangue e espremam seus peitos num compressor radioativo. E ela vai feliz fazer os exames!
De repente chamam seu nome, a colocam numa sala, mandam que tire a roupa e uma enfermeira coloca seus peitos, um de cada vez, num rolo compressor. Como se não bastasse isso, manda que ela páre de respirar, e dispara uma carga de elementos radioativos até ela ficar azul de hipoxemia. Quando finalmente ela é liberada para respirar e consegue se sentar em uma cadeira - milagrosamente ainda com os peitos (os dois!) - a assistente técnica entra novamente na sala e ao invés de falar "pode se vestir", solta: "infelizmente o exame saiu tremido e teremos que repetir". Isso dito a enfermeira pega os seus peitos - um de cada vez, de novo! - e com o seu tórax seguindo logo atrás do peito agarrado, a mulher paciente assiste - novamente! - com lágrimas nos olhos, ao torno mecânico sendo acionado sobre cada um dos seus tristes peitos.
Será que com peitos falsos de silicone dói menos?
Perto disso tudo, e ainda nem falei sobre o ultrassom transvaginal e a colposcopia!, me pergunto novamente: POR QUE OS HOMENS RECLAMAM TANTO?
Conversando com uma amiga na hora do almoço, chegamos a fantástica conclusão de que é muito menos inoportuno ter uma próstata do que dois peitos e um sistema reprodutor feminino, para não usar palavras que possam ferir os vossos ouvidos.
Imagina a mulher indo fazer seus exames de rotina. Ela acorda toda feliz, chega ao laboratório - ainda feliz! isso é importante - e entrega os pedidos médicos em sânscrito solicitando que enfiem tubos, tirem o seu sangue e espremam seus peitos num compressor radioativo. E ela vai feliz fazer os exames!
De repente chamam seu nome, a colocam numa sala, mandam que tire a roupa e uma enfermeira coloca seus peitos, um de cada vez, num rolo compressor. Como se não bastasse isso, manda que ela páre de respirar, e dispara uma carga de elementos radioativos até ela ficar azul de hipoxemia. Quando finalmente ela é liberada para respirar e consegue se sentar em uma cadeira - milagrosamente ainda com os peitos (os dois!) - a assistente técnica entra novamente na sala e ao invés de falar "pode se vestir", solta: "infelizmente o exame saiu tremido e teremos que repetir". Isso dito a enfermeira pega os seus peitos - um de cada vez, de novo! - e com o seu tórax seguindo logo atrás do peito agarrado, a mulher paciente assiste - novamente! - com lágrimas nos olhos, ao torno mecânico sendo acionado sobre cada um dos seus tristes peitos.
Será que com peitos falsos de silicone dói menos?
Perto disso tudo, e ainda nem falei sobre o ultrassom transvaginal e a colposcopia!, me pergunto novamente: POR QUE OS HOMENS RECLAMAM TANTO?
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
AGRADECIMENTO
Apesar de não ser o perfil deste blog, não posso deixar de registrar aqui - em nome de toda a equipe - o nosso imenso agradecimento ao pessoal lá do México que lê e prestigia nosso querido blog.
Obrigada!
A Diretoria.
Obrigada!
A Diretoria.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Dona Morte.
Quem só escreve nas férias, qando se está feliz e tranquilo, deve sempre escolher um tema assim, digamos, leve. Férias também é período de médicos e check up, depois de certa idade. Um médico de uma clínica de cardiologistas estima que o uso do fio dental traga mais seis anos de vida, por remover bactérias que agridem os dentes e o coração. Acontece que as pessoas inevitavelmente pensam que quando chegar o dia, ao avistarem a Dona Morte, com sua foice, poderão argumentar: "Ei, espere aí, eu usei o fio dental todos os dias, ainda tenho direito a mais seis anos!". Não adianta. Sem barbarizar, o negócio é aproveitar. Ao descobrir que fácil irritabilidade, dores de cabeça frequentes, dor de estômago, insônia, dentre outros sintomas, são consequências do estresse, podemos, maravilhados, sentir tudo sem culpa! Não tem jeito, são consequências de uma moderna doença, o estresse; não estamos nos auto corroendo, não temos culpa e nem controle sobre isso. Enquanto tentamos relaxar, para nos livrar dos sintomas do estresse, os infelizes, pessoas que nada têm para fazer, por falta de interesse, de imaginação e de curiosidade, tentam vorazmente tomar o nosso tempo. Temos que nos libertar. O ócio apenas para os espertos e inteligentes estimula a imaginação, permite a busca para a solução dos problemas, para novas atividades, mudanças saudáveis. Filhos, familiares em geral, livros, filmes, cultura geral e cultura específica, ócio e chocolates devem garantir pelo menos mais cem anos de vida.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
INÉDITO
É difícil ser inédito.
É quase impossível que tudo o que pensamos, cantamos ou filosofamos já não tenha sido dito por alguém.
Pô, a escala musical só tem 7 notas! Será que ao longo dos anos todas as sequências melódicas já não foram exploradas? Será o plágio intencional (me refiro aqui às coincidências ocasionais)? Até o Noel Rosa recompôs o Hino Nacional. Quando descobriu mudou um pouquinho aqui e ali e saiu "Com Que Roupa"... e isso naquela época!
E é quase que emocionante o fato dessas pessoas - essas que já disseram tudo - terem vivido há muito, muito mesmo, tempo atrás. Exceção feita às piadinhas familiares, criadas nesse caso a toda hora ao redor da mesa de jantar. Mesmo assim, tenho certeza de que a grande maioria dessas tiradas são genéticas.
A falta forçada de originalidade é irritante. Mais ainda quando a gente acha que tá em pleno processo de criação.
Portanto, venho por meio desta comunicar que tenho idéias extraordinárias... só que nasci meio tarde.
É quase impossível que tudo o que pensamos, cantamos ou filosofamos já não tenha sido dito por alguém.
Pô, a escala musical só tem 7 notas! Será que ao longo dos anos todas as sequências melódicas já não foram exploradas? Será o plágio intencional (me refiro aqui às coincidências ocasionais)? Até o Noel Rosa recompôs o Hino Nacional. Quando descobriu mudou um pouquinho aqui e ali e saiu "Com Que Roupa"... e isso naquela época!
E é quase que emocionante o fato dessas pessoas - essas que já disseram tudo - terem vivido há muito, muito mesmo, tempo atrás. Exceção feita às piadinhas familiares, criadas nesse caso a toda hora ao redor da mesa de jantar. Mesmo assim, tenho certeza de que a grande maioria dessas tiradas são genéticas.
A falta forçada de originalidade é irritante. Mais ainda quando a gente acha que tá em pleno processo de criação.
Portanto, venho por meio desta comunicar que tenho idéias extraordinárias... só que nasci meio tarde.
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