Tem gente que não faz nada. Nada. NADA!
Recentemente passei por um procedimento cirúrgico que me deixou literalmente de molho... e nesses dias de repouso obrigatório, venho dormindo muito, indo muito a consultórios médicos e lendo muito... logicamente tenho lido muita besteira também, mas nada se supera às revistas de fofocas de celebridades, o que me leva à reafirmar: TEM GENTE QUE NÃO FAZ NADA!
Essa gente do mundo artístico por exemplo. Li sobre uma atriz que aparece aqui e acolá em algumas novelas e que agora está se dedicando à sua grife de roupas. ?!. Eu nunca ouvi falar da tal grife, mas a manchete anunciava com estardalhaço que a "bela" estava descansando em seu apartamento no Rio de Janeiro (descansando de que? - faz pelo menos uns 6 meses que não vejo a "bela" aparecendo por aí), exercitando-se diariamente com o namorado (outro inútil, presumo) e preparando-se para uma viagem à Índia para pesquisar tecidos para sua nova coleção - da grife abstrata! É lógico que não faltará um giro pela Europa nesse mega período de férias do nada.
E o pior é que essas pessoas arrumam namorados e noivos e maridos que também não fazem nada.
Me diz, quem é que consegue acompanhar diariamente a namorada em sessões intermináveis de ginástica e corridinhas na praia? E quem trabalha nessa união? E eles vivem do que?
E o pior, existem revistas especializadas em divulgar o "nada". Qual é o interesse comunitário na empreitada desta determinada atriz? E olha que essa atriz foi só um exemplo... porque a revista é recheada de gente que não faz nada!
Se eu deixar de trabalhar um dia que seja isso já é suficiente para fazer muita diferença no meu orçamento. Então pergunto novamente: essas pessoas vivem de que??? Como levar esse padrão de vida elevado sem fazer nada? Como fazer horas de ginástica todos os dias? Como sobreviver sem se matar de trabalhar???
Será que sair na Caras é melhor do que ganhar na Loto?
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
PLATÃO E A ACADEMIA
Será que Platão fazia ginástica? E Nietzsche, com a sua teoria sobre as tarântulas e tudo?
Todo mundo tem que ter uma atividade paralela para descarregar o stress. Dizem que exercício físico é ótimo para isso. Libera endorfina né?
Será que pensar libera endorfina? Se liberar, deve ser em doses reguladas por microcontadores corpóreos, porque os caras pensam por muito mais tempo do que conseguem permanecer se exercitando.
Os grandes filósofos não deviam fazer exercícios, eu acho... tinham tempo de sobra para pensar. Não sossegavam suas ansiedades castigando, ou melhor, trabalhando o corpo. Não conseguiam descarregar seus pensamentos em um monte de atividade física...
Pensavam porque tinham tempo, porque não existia essa cultura de exercícios diários e exaustivos para todos como rota de fuga... porque não tinha TV!
E deixaram muitas teorias e conceitos que através dos tempos receberam inúmeras interpretações, servindo de guias para os pensamentos modernos.
Será que eles realmente quiseram dizer tudo isso? Ou interpretamos de modo que colocamos em seus pensamentos filosóficos conceitos que eles nunca esperavam ou não tinham a mínima intenção de ter "pensado". Acho que os grandes pensadores não tinham intenção de pensar nem metade do que à eles é atribuído.
Então, para evitar mal entendido, sou entusiasta do exercício físico como ponto de descarrego de energia acumulada. Tira o stress, tira o tempo que sobra, cansa a mente e o corpo e evita pensamentos filosóficos...
Todo mundo tem que ter uma atividade paralela para descarregar o stress. Dizem que exercício físico é ótimo para isso. Libera endorfina né?
Será que pensar libera endorfina? Se liberar, deve ser em doses reguladas por microcontadores corpóreos, porque os caras pensam por muito mais tempo do que conseguem permanecer se exercitando.
Os grandes filósofos não deviam fazer exercícios, eu acho... tinham tempo de sobra para pensar. Não sossegavam suas ansiedades castigando, ou melhor, trabalhando o corpo. Não conseguiam descarregar seus pensamentos em um monte de atividade física...
Pensavam porque tinham tempo, porque não existia essa cultura de exercícios diários e exaustivos para todos como rota de fuga... porque não tinha TV!
E deixaram muitas teorias e conceitos que através dos tempos receberam inúmeras interpretações, servindo de guias para os pensamentos modernos.
Será que eles realmente quiseram dizer tudo isso? Ou interpretamos de modo que colocamos em seus pensamentos filosóficos conceitos que eles nunca esperavam ou não tinham a mínima intenção de ter "pensado". Acho que os grandes pensadores não tinham intenção de pensar nem metade do que à eles é atribuído.
Então, para evitar mal entendido, sou entusiasta do exercício físico como ponto de descarrego de energia acumulada. Tira o stress, tira o tempo que sobra, cansa a mente e o corpo e evita pensamentos filosóficos...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
MINHA DONA É UMA BOXER
Dizem que os animais são reflexos de seus donos.
Para quem não tem presença de demarcação e de liderança junto ao mundo dos bichos, o contrário também é verdadeiro.
Eu, por exemplo, acho muito mais fácil me impor junto aos seres humanos do que junto aos animais "irracionais". Afinal, quem realmente é o irracional?
A pureza, a determinação, a simplicidade e a honestidade dos bichos faz com que a gente sinta todas as dificuldades de um relacionamento interpessoal. Aí é que constatamos o quanto distorcida se encontra a nossa realidade, o quanto estamos "acostumados" a lidar com os defeitos da personalidade humana e como nos esquecemos das coisas mais simples da vida...
Assim sendo, quando chego em casa sou totalmente dominada pelo espírito canino. Minha cachorra é a minha dona - literalmente. Ela manda em tudo, inclusive em mim. Só não manda na Irene, que trabalha aqui em casa. Bom, a Irene também manda em mim...
E dessa forma confesso, até alegremente, que faz muito bem para a alma ficar livre de todo o lixo humano que nos cerca - nem que seja em casa, por algumas horas apenas, a noite.
Aprendemos com os bichos a sobreviver nos locais onde eles não podem entrar.
Para quem não tem presença de demarcação e de liderança junto ao mundo dos bichos, o contrário também é verdadeiro.
Eu, por exemplo, acho muito mais fácil me impor junto aos seres humanos do que junto aos animais "irracionais". Afinal, quem realmente é o irracional?
A pureza, a determinação, a simplicidade e a honestidade dos bichos faz com que a gente sinta todas as dificuldades de um relacionamento interpessoal. Aí é que constatamos o quanto distorcida se encontra a nossa realidade, o quanto estamos "acostumados" a lidar com os defeitos da personalidade humana e como nos esquecemos das coisas mais simples da vida...
Assim sendo, quando chego em casa sou totalmente dominada pelo espírito canino. Minha cachorra é a minha dona - literalmente. Ela manda em tudo, inclusive em mim. Só não manda na Irene, que trabalha aqui em casa. Bom, a Irene também manda em mim...
E dessa forma confesso, até alegremente, que faz muito bem para a alma ficar livre de todo o lixo humano que nos cerca - nem que seja em casa, por algumas horas apenas, a noite.
Aprendemos com os bichos a sobreviver nos locais onde eles não podem entrar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
A CRIANÇA
Que delícia que é o senso de humor infantil...
Ao contrário do que pensamos, a criança não é nada bobinha. É exigente, inteligente, coerente e refinada. E isso tudo sem saber nem ler nem escrever, sem ter estudado filosofia grega, sem conflitos de personalidade, sem traumas nem medos. Se você não tem aptidão para a comédia nem tente divertir uma criança.
Vai sair frustrado com certeza!
E pode acreditar: se você conseguiu atrair a atenção de uma criança, se você conseguiu divertir uma criança (nem que por alguns minutos apenas), se você conseguiu ser interessante segundo o parecer infantil, você é o verdadeiro palhaço.
Não corra o risco de ser fake! Faça o teste... se quiserem posso emprestar a criança.
Ao contrário do que pensamos, a criança não é nada bobinha. É exigente, inteligente, coerente e refinada. E isso tudo sem saber nem ler nem escrever, sem ter estudado filosofia grega, sem conflitos de personalidade, sem traumas nem medos. Se você não tem aptidão para a comédia nem tente divertir uma criança.
Vai sair frustrado com certeza!
E pode acreditar: se você conseguiu atrair a atenção de uma criança, se você conseguiu divertir uma criança (nem que por alguns minutos apenas), se você conseguiu ser interessante segundo o parecer infantil, você é o verdadeiro palhaço.
Não corra o risco de ser fake! Faça o teste... se quiserem posso emprestar a criança.
domingo, 11 de julho de 2010
ESPÍRITOS
Agora é moda a inclinação para o espiritual.
O espiritismo então nem se fala. Filme de Chico Xavier, novela sobre vidas passadas e reencarnadas contando ainda com um espírito que se recusa a "subir"... bem, neste caso específico, devido ao espírito ser encarnado pelo filho do diretor, é bem capaz que ele dure perambulando entre os mortais até o último capítulo.
Tudo isso junto acaba levando a uma histeria coletiva onde as pessoas se informam o mínimo e acham que já tem aptidões para verdadeiros pais de santo, diretores de mesas brancas e reis da feitiçaria em geral.
O assunto é atraente. Quem por exemplo não tem curiosidade sobre o que acontece "do lado de lá", ou sobre quem fomos nas vidas passadas. Ou ainda o por que de tantos espíritos complementares acharem que estão reencarnado pela ducentésima vez... sim, porque com a população mundial aumentando de maneira vertiginosa, é virtualmente impossível que todos nós sejamos reencarnados. Alguém tem que ser novo por aqui!
O que eu me pergunto é: por que as pessoas querem tanto saber o que aconteceu antes? Por que não se preocupam com o aqui e agora? Poxa, se eu tenho dificuldades para saber quem eu sou agora, imagino a confusão que se formaria dentro da minha cabeça tendo que conciliar vidas passadas, princípios, reencarnações e explicações lógicas e ilógicas para todas as sinas...
Outro dia um amigo me falou que ia ao Centro, o que distraidamente confundi com o centro da cidade. Após uma meia hora de conversa, quando ele finalmente me falou que iria tomar um passe, pensei comigo mesma: que passe - de ônibus, de metrô - seria realmente deglutível? Até eu concatenar minhas idéias, vou te confessar que quase perdi um amigo, tanta era a discrepância na nossa conversa. Ainda bem que consegui contornar a situação e, apesar de ter estranhado, meu amigo não fez nenhuma pergunta complementar que denunciasse a minha própria loucura.
É... nesses tempos de espiritualidade aumentada temos realmente que redobrar a atenção.
O espiritismo então nem se fala. Filme de Chico Xavier, novela sobre vidas passadas e reencarnadas contando ainda com um espírito que se recusa a "subir"... bem, neste caso específico, devido ao espírito ser encarnado pelo filho do diretor, é bem capaz que ele dure perambulando entre os mortais até o último capítulo.
Tudo isso junto acaba levando a uma histeria coletiva onde as pessoas se informam o mínimo e acham que já tem aptidões para verdadeiros pais de santo, diretores de mesas brancas e reis da feitiçaria em geral.
O assunto é atraente. Quem por exemplo não tem curiosidade sobre o que acontece "do lado de lá", ou sobre quem fomos nas vidas passadas. Ou ainda o por que de tantos espíritos complementares acharem que estão reencarnado pela ducentésima vez... sim, porque com a população mundial aumentando de maneira vertiginosa, é virtualmente impossível que todos nós sejamos reencarnados. Alguém tem que ser novo por aqui!
O que eu me pergunto é: por que as pessoas querem tanto saber o que aconteceu antes? Por que não se preocupam com o aqui e agora? Poxa, se eu tenho dificuldades para saber quem eu sou agora, imagino a confusão que se formaria dentro da minha cabeça tendo que conciliar vidas passadas, princípios, reencarnações e explicações lógicas e ilógicas para todas as sinas...
Outro dia um amigo me falou que ia ao Centro, o que distraidamente confundi com o centro da cidade. Após uma meia hora de conversa, quando ele finalmente me falou que iria tomar um passe, pensei comigo mesma: que passe - de ônibus, de metrô - seria realmente deglutível? Até eu concatenar minhas idéias, vou te confessar que quase perdi um amigo, tanta era a discrepância na nossa conversa. Ainda bem que consegui contornar a situação e, apesar de ter estranhado, meu amigo não fez nenhuma pergunta complementar que denunciasse a minha própria loucura.
É... nesses tempos de espiritualidade aumentada temos realmente que redobrar a atenção.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O FRANGO
Hoje encontrei uma amiga que há muito não conversava. Atualizando novidades fiquei sabendo que esta havia acabado de voltar de um spa.
Afinal de contas, gostaria imensamente de saber por que as pessoas gastam rios de dinheiro para se torturar? Não seria muito mais lógico pagar um bom médico? Até a cirurgia bariátrica entraria neste conceito lógico.
Minha amiga porém, animadíssima, voltou da experiência contando com várias aventuras e gordos amigos novos no curriculum. A fome era tanta que eles se reuniam em gincanas infantilóides para tentar enganar o tempo e o estômago.
O máximo da minha diversão porém, foi quando ela me contou que numa determinada noite um cheiro forte de pena queimada invadiu o recinto comum em torno dos alojamentos. Todos correram preocupados procurando a causa para o odor incomum, quando deram por falta de um determinado gordo, muito popular entre os demais. Quando invadiram por fim o quarto dele, o cidadão estava tão louco de fome que havia matado um pato do laguinho japonês e estava tentando cozinhá-lo com o secador de cabelos!
Conclusivamente, levando em conta a quantidade de dinheiro necessária para uma internação num spa com laguinho japonês, deduzo que ser magro compensa, nem que tenhamos que enlouquecer para isso. Sendo assim, sugiro uma internação aqui em casa pela metade do preço e prometo: você vai sair louco e magro!
Afinal de contas, gostaria imensamente de saber por que as pessoas gastam rios de dinheiro para se torturar? Não seria muito mais lógico pagar um bom médico? Até a cirurgia bariátrica entraria neste conceito lógico.
Minha amiga porém, animadíssima, voltou da experiência contando com várias aventuras e gordos amigos novos no curriculum. A fome era tanta que eles se reuniam em gincanas infantilóides para tentar enganar o tempo e o estômago.
O máximo da minha diversão porém, foi quando ela me contou que numa determinada noite um cheiro forte de pena queimada invadiu o recinto comum em torno dos alojamentos. Todos correram preocupados procurando a causa para o odor incomum, quando deram por falta de um determinado gordo, muito popular entre os demais. Quando invadiram por fim o quarto dele, o cidadão estava tão louco de fome que havia matado um pato do laguinho japonês e estava tentando cozinhá-lo com o secador de cabelos!
Conclusivamente, levando em conta a quantidade de dinheiro necessária para uma internação num spa com laguinho japonês, deduzo que ser magro compensa, nem que tenhamos que enlouquecer para isso. Sendo assim, sugiro uma internação aqui em casa pela metade do preço e prometo: você vai sair louco e magro!
sábado, 12 de junho de 2010
INVERNO EM SÃO PAULO
Por que é tão difícil acordar e sair da cama quando está frio?
Muito provavelmente porque o ambiente não está aquecido. Devido aos dias de frio serem poucos no Brasil, não há essa cultura de aquecedores e lareiras, o que faz com que nossas manhãs se transformem num inferno polar e dentro da nossa própria casa!
O nosso banheiro fica tão frio que o banho se torna um pesadelo. Outro dia tive que colocar a água numa temperatura quase fervente para poder entrar embaixo do chuveiro. E - juro! - senti cheiro de carne queimada, que - presumo - desprendeu-se do meu próprio corpo.
Não sei se isso faz mal, mas por via das dúvidas resolvi comprar um sabonete de frutas silvestres... se eu cozinhar, pelo menos vai ser com tempero!
Muito provavelmente porque o ambiente não está aquecido. Devido aos dias de frio serem poucos no Brasil, não há essa cultura de aquecedores e lareiras, o que faz com que nossas manhãs se transformem num inferno polar e dentro da nossa própria casa!
O nosso banheiro fica tão frio que o banho se torna um pesadelo. Outro dia tive que colocar a água numa temperatura quase fervente para poder entrar embaixo do chuveiro. E - juro! - senti cheiro de carne queimada, que - presumo - desprendeu-se do meu próprio corpo.
Não sei se isso faz mal, mas por via das dúvidas resolvi comprar um sabonete de frutas silvestres... se eu cozinhar, pelo menos vai ser com tempero!
SMS
Relato de SMS´S recebidos esta semana, sem qualquer tipo de identificação mas devidamente respondidos:
9/jun/2010 12:41 - "É impressionante como o diabo vem cobrar. A gente recebe o salário, fica feliz (quando fica), mas o diabo vem cobrar. Exige o corpo e a alma. É o estupro intelectual e a exploração até a última gota do esforço físico e da paciência. Sempre poderia ser pior."
9/jun/2010 12:46 - "O salário já está gasto antes de cair na nossa conta. E o diabo cresce os olhos na mirada de qualquer possibilidade de arrancar da gente alguma economia a mais. Às vezes o diabo vem disfarçado de arquiteta."
9/jun/2010 12:49 - "O diabo é o comprador da nossa alma. Ele paga mensalmente. O contrato é de execução diferida no tempo. E ele vem buscar a nossa alma em forma de aluno. O diabo está aqui."
9/jun/2010 13:45 - "Aqui o diabo assumiu a forma de paciente. O plantonista que me substitui a tarde e chega SEMPRE atrasado me parece que também está possuído."
9/jun/2010 14:05 - "Muitas sogras também adquirem do diabo a personalidade e por vezes até assumem as suas clássicas e romanceadas feições (rabo, chifres)."
Nesse momento meu celular começou a tocar alucinadamente... achei melhor não atender.
9/jun/2010 12:41 - "É impressionante como o diabo vem cobrar. A gente recebe o salário, fica feliz (quando fica), mas o diabo vem cobrar. Exige o corpo e a alma. É o estupro intelectual e a exploração até a última gota do esforço físico e da paciência. Sempre poderia ser pior."
9/jun/2010 12:46 - "O salário já está gasto antes de cair na nossa conta. E o diabo cresce os olhos na mirada de qualquer possibilidade de arrancar da gente alguma economia a mais. Às vezes o diabo vem disfarçado de arquiteta."
9/jun/2010 12:49 - "O diabo é o comprador da nossa alma. Ele paga mensalmente. O contrato é de execução diferida no tempo. E ele vem buscar a nossa alma em forma de aluno. O diabo está aqui."
9/jun/2010 13:45 - "Aqui o diabo assumiu a forma de paciente. O plantonista que me substitui a tarde e chega SEMPRE atrasado me parece que também está possuído."
9/jun/2010 14:05 - "Muitas sogras também adquirem do diabo a personalidade e por vezes até assumem as suas clássicas e romanceadas feições (rabo, chifres)."
Nesse momento meu celular começou a tocar alucinadamente... achei melhor não atender.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
ISLANDIA'S REVENGE
Resolvi abrir o meu coração para as novidades do mundo da música jovem e sem preconceito algum sintonizei uma emissora de rádio "jovem" por um dia inteiro - no caso hoje! - chegando à seguinte conclusão: não dá pra ouvir esse tipo música simplesmente porque não há música.
Os caras começam cantando e na hora do break vocal onde você teria que ouvir uma melodia, aparece uma voz que fala O T E M P O T O D O!!! Parece que isso aí chama ou chamava rap, mas é muiiiiiiiiiitttooooooo chato! De verdade que é chato!
Não existe mais melodia. Eu juro que tive a impressão de que passei o dia todo ouvindo a mesma música. Virou uma coisa só. Uma melodia parca seguida por uma voz meio rouca, que fala de modo contínuo e interminável, com um outro babaca repetindo as sílabas finais de todas as frases: "Eu vou -vou! - comprar - prar! - um laxante - ante!..." e assim por diante. E isso tudo repetidamente, infinitamente, continuamente, aborrecidamente!
Num mundo culturalmente massificado, eu fico pensando na Islândia, um país pequeno onde as pessoas quase não aparecem para o restante do planeta. No ano 2000 a Islândia tinha cerca 280 mil habitantes. Há pouquíssimos islandeses na face da Terra. Já houve uma época em que o status social de um indivíduo era medido pelo número de islandeses que ele conhecia. E não valia citar a Bjork! Agora com esse lance do vulcão de nome impronunciável que está provocando um caos em metade do mundo, os islandeses estão mostrando a que vieram. Sim, eles existem! E são espertos, porque explodir os céus da Europa sem dar a mínima chance das pessoas dizerem o nome do vulcão foi uma puta jogada de marketing! Em todo lugar que se fala do bendito vulcão tem que existir um islandês para pronunciar a bagaça.
E só para vocês saberem o ranking do status social subiu de 2 para 5 islandeses! E ainda para deixar bem claro, NÃO VALE CITAR A BJORK!
Os caras começam cantando e na hora do break vocal onde você teria que ouvir uma melodia, aparece uma voz que fala O T E M P O T O D O!!! Parece que isso aí chama ou chamava rap, mas é muiiiiiiiiiitttooooooo chato! De verdade que é chato!
Não existe mais melodia. Eu juro que tive a impressão de que passei o dia todo ouvindo a mesma música. Virou uma coisa só. Uma melodia parca seguida por uma voz meio rouca, que fala de modo contínuo e interminável, com um outro babaca repetindo as sílabas finais de todas as frases: "Eu vou -vou! - comprar - prar! - um laxante - ante!..." e assim por diante. E isso tudo repetidamente, infinitamente, continuamente, aborrecidamente!
Num mundo culturalmente massificado, eu fico pensando na Islândia, um país pequeno onde as pessoas quase não aparecem para o restante do planeta. No ano 2000 a Islândia tinha cerca 280 mil habitantes. Há pouquíssimos islandeses na face da Terra. Já houve uma época em que o status social de um indivíduo era medido pelo número de islandeses que ele conhecia. E não valia citar a Bjork! Agora com esse lance do vulcão de nome impronunciável que está provocando um caos em metade do mundo, os islandeses estão mostrando a que vieram. Sim, eles existem! E são espertos, porque explodir os céus da Europa sem dar a mínima chance das pessoas dizerem o nome do vulcão foi uma puta jogada de marketing! Em todo lugar que se fala do bendito vulcão tem que existir um islandês para pronunciar a bagaça.
E só para vocês saberem o ranking do status social subiu de 2 para 5 islandeses! E ainda para deixar bem claro, NÃO VALE CITAR A BJORK!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
FARMVILLE - CONSIDERAÇÕES
É a grande febre do Facebook.
E não vou dizer que não é legal. É muito legal... você planta e colhe e cria animais fazendo prosperar a sua fazendinha virtual num ritmo progressivo e alucinado... permanecendo por preciosas horas conectado e por vezes colocando até mesmo um despertador para não perder a hora da colheita. Mas continuo afirmando: é legal!
Gostaria porém de deixar uma sugestão: depois do nível 32, onde você já plantou alimento suficiente para abastecer a Grande São Paulo, acordando cedo ou na madrugada para cumprir prazos de plantações virtuais, poderia existir a opção "catástrofes naturais". Haveria um botãozinho na barra de ferramentas onde seria possível escolher: furacões, terremotos, avalanches, tsunamis, vulcões em erupção (tenho que agradecer ao meu pai pelas sugestões das catástrofes), entre tantas outras sortes para lutarmos contra, e na nossa própria fazenda! Olha que bacana!!
Antigamente existia um joguinho assim, onde a gente podia contruir uma cidade inteira, próspera (demorava uma infinidade de dias inteiros na frente do computador!), e depois podia escolher uma grande catástrofe para assolar a nossa população. Era assim... mais ou menos parecido com o que os políticos fazem por aqui em tempo real.
Não podemos lutar contra a natureza humana. Qual é a graça de brincar de contruir, se não podemos derrubar depois? Manja castelinho de areia?
Aproveito ainda para tentar consolar meu grande amigo David que almeja botar fogo na sua fazenda. Achei que defender o nosso botão "catástrofe" no mural do Facebook ia soar meio agressivo... mas quero reiterar o meu total e incondicional apoio para pleitear essa opção junto aos desenvolvedores!
E não vou dizer que não é legal. É muito legal... você planta e colhe e cria animais fazendo prosperar a sua fazendinha virtual num ritmo progressivo e alucinado... permanecendo por preciosas horas conectado e por vezes colocando até mesmo um despertador para não perder a hora da colheita. Mas continuo afirmando: é legal!
Gostaria porém de deixar uma sugestão: depois do nível 32, onde você já plantou alimento suficiente para abastecer a Grande São Paulo, acordando cedo ou na madrugada para cumprir prazos de plantações virtuais, poderia existir a opção "catástrofes naturais". Haveria um botãozinho na barra de ferramentas onde seria possível escolher: furacões, terremotos, avalanches, tsunamis, vulcões em erupção (tenho que agradecer ao meu pai pelas sugestões das catástrofes), entre tantas outras sortes para lutarmos contra, e na nossa própria fazenda! Olha que bacana!!
Antigamente existia um joguinho assim, onde a gente podia contruir uma cidade inteira, próspera (demorava uma infinidade de dias inteiros na frente do computador!), e depois podia escolher uma grande catástrofe para assolar a nossa população. Era assim... mais ou menos parecido com o que os políticos fazem por aqui em tempo real.
Não podemos lutar contra a natureza humana. Qual é a graça de brincar de contruir, se não podemos derrubar depois? Manja castelinho de areia?
Aproveito ainda para tentar consolar meu grande amigo David que almeja botar fogo na sua fazenda. Achei que defender o nosso botão "catástrofe" no mural do Facebook ia soar meio agressivo... mas quero reiterar o meu total e incondicional apoio para pleitear essa opção junto aos desenvolvedores!
sábado, 22 de maio de 2010
O TEXTO
Certo dia ela estava em seu consultório quando recebeu o telefonema.
Estavam recrutando a sua pessoa para iniciar um processo seletivo para trabalhar em um grande e renomado hospital. A etapa incial consistiria de uma prova de conhecimentos gerais na sua área e fora agendada para a próxima semana. Nem havia como se preparar, fora pega de surpresa e a prova estava em cima, logo aí. Seria na cara e na coragem, com a bagagem da profissão, sem preparo literário para tal.
No dia da prova ela estava lá. Chegou mais cedo, aguardou e finalmente fora colocada na sala com mais 64 candidatos a 4 vagas. As instruções iniciais foram dadas e no final veio a grande surpresa: eles teriam que fazer uma redação. Uma REDAÇÃO! Sobre qualquer tema.
Pô, desde o vestibular que ninguém lhe pedia um texto! E aí ela pensou: pra que?
Pra que eles querem um texto? Seria para eliminar os analfabetos? Bom, se chegara até aquela etapa onde o curriculum já havia sido analisado, provavelmente não havia analfabetos no recinto. Se bem que hoje em dia não dá para saber... com essas faculdades todas onde o critério para a admissão do aluno só leva em conta a possibilidade de pagar a mensalidade, não dá mesmo pra saber se todos os diplomados sabem realmente ler e escrever.
Seguindo o raciocínio, não podia ser para excluir os analfabetos... seria então para eliminar os subversivos! Mas, quem é que numa prova seletiva para um grande emprego escreveria um texto adotando posições radicais sobre qualquer que seja o assunto? Quem, em seu juizo normal, escreveria um texto com idéias subversivas? Só se fosse muito burro, louco ou analfabeto, posições evidentemente eliminadas pela análise inicial do curriculum... assim imagino.
Então só me resta pensar que esse maldito "texto" solicitado no bendito processo (antagônico não?) serviria única e exclusivamente para... eliminar os chatos!
E no final eu até achei uma boa idéia essa forma de análise do candidato.
Estavam recrutando a sua pessoa para iniciar um processo seletivo para trabalhar em um grande e renomado hospital. A etapa incial consistiria de uma prova de conhecimentos gerais na sua área e fora agendada para a próxima semana. Nem havia como se preparar, fora pega de surpresa e a prova estava em cima, logo aí. Seria na cara e na coragem, com a bagagem da profissão, sem preparo literário para tal.
No dia da prova ela estava lá. Chegou mais cedo, aguardou e finalmente fora colocada na sala com mais 64 candidatos a 4 vagas. As instruções iniciais foram dadas e no final veio a grande surpresa: eles teriam que fazer uma redação. Uma REDAÇÃO! Sobre qualquer tema.
Pô, desde o vestibular que ninguém lhe pedia um texto! E aí ela pensou: pra que?
Pra que eles querem um texto? Seria para eliminar os analfabetos? Bom, se chegara até aquela etapa onde o curriculum já havia sido analisado, provavelmente não havia analfabetos no recinto. Se bem que hoje em dia não dá para saber... com essas faculdades todas onde o critério para a admissão do aluno só leva em conta a possibilidade de pagar a mensalidade, não dá mesmo pra saber se todos os diplomados sabem realmente ler e escrever.
Seguindo o raciocínio, não podia ser para excluir os analfabetos... seria então para eliminar os subversivos! Mas, quem é que numa prova seletiva para um grande emprego escreveria um texto adotando posições radicais sobre qualquer que seja o assunto? Quem, em seu juizo normal, escreveria um texto com idéias subversivas? Só se fosse muito burro, louco ou analfabeto, posições evidentemente eliminadas pela análise inicial do curriculum... assim imagino.
Então só me resta pensar que esse maldito "texto" solicitado no bendito processo (antagônico não?) serviria única e exclusivamente para... eliminar os chatos!
E no final eu até achei uma boa idéia essa forma de análise do candidato.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Sites de Relacionamento.
Algumas pessoas consideram errado jogar farmville no Facebook. Outras já não acham muito certo reencontrar os amigos... E eu já estou no nível 23 do farmville!
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