domingo, 8 de maio de 2011

HORÓSCOPO

Hoje peguei o jornal e abri na sessão do horóscopo. Há muito tempo eu não lia as previsões para o meu signo haja visto que não acredito nem um pouco em astrologia. O fato é que abri o jornal em uma cafeteria e o horóscopo estava grifado! Fico imaginando o que pode pensar alguém que g r i f a! o horóscopo? O que, meu Deus!!??
Aliás, por que os homens acham que o interesse por astrologia há de atrair mulheres?
É até engraçado isso... minha irmã entrou recentemente num site de relacionamentos onde as pessoas ficam expostas como num menu de restaurante, e me pergunto por que não fiquei surpresa quando alguns pretendentes perguntaram, tentando angariar alguma simpatia, qual é o signo dela? Teve um que até perguntou pelo ascendente? E fico novamente imaginando o que seria um ascendente... ignorância à parte, um ascendente dá margem à milhões de pensamentos impuros - há!
Um aviso aos imbecis de plantão: horóscopo e misticismo não atraem mulheres... e para finalizar cito Fernando Pessoa, que era um estudioso do misticismo e que pensava que "o misticismo é a forma mais complexa de ser efeminado e decadente". Alongo e atribuo à astrologia! Sem preconceitos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

De princesa a plebeia

Em tempos de revalorização da monarquia com casamentos reais, toda a pompa, circunstância e glamour envolvidos, convido-os a uma reflexão sobre o caminho inverso: de princesa a plebéia.
Na semana passada, assistimos, a maioria de nós não imunes a alguma reação, à boda do Príncipe William com a “plebéia” Catherine Middleton. Protocolos elaboradíssimos, cerimônia perfeita, chapéus interessantes e os noivos... felizes para sempre.
Bastaria um olhar mais atento para observar a diminuição da espontaneidade da princesa construída, agora repleta de títulos nobiliárquicos. O aceno no balcão do palácio, o beijo tímido, enfim, detalhes ínfimos, mas programados.
É consenso que uma bela cerimônia faz de qualquer jovem uma princesa por um dia. E depois da festa, o casal estará irremediavelmente diante das mazelas do dia-a-dia. Qualquer casal, independente de situação política, socioeconômica ou cultural. E é aqui que pondero sobre o caminho inverso.
A princesa Masako, do Japão, abandonou sua carreira diplomática, seu olhar brilhante, em prol do dever. Ganhou um casamento real, foi humilhada por não dar à luz um herdeiro (homem) – como se a determinação do sexo coubesse à mulher... e até hoje apresenta sinais de depressão.
Outra “plebéia”, Jacqueline Pascarl, teve seus dias de princesa na Malásia, tendo sido submetida a um protocolo digno de Império Austro-Húngaro, com algumas tintas de modernidade. Sua história está disponível em seus próprios relatos e o que ela obteve com o divórcio de seu riquíssimo príncipe foi alívio, sem deixar de considerar o sofrimento imposto com o seqüestro de seus dois filhos pelo próprio pai. Esta “princesa”, porém, teve depois de muitos anos, um final feliz como plebéia.
Às vezes o príncipe vira sapo... como na vida das mulheres comuns...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

História Infantil Versão Adulto - por Luna

Chapeuzinho Vermelho,  em nossos dias, é nada além de um prato cheio para os psicoterapeutas de  plantão e psiquiatras forenses. Em primeiro lugar, trata-se da garotinha que atravessou a floresta (matagal?) para levar quitandas à avozinha. O que fazia só a menininha? Um promotor de justiça certamente enquadraria a família de origem ou o tutor legal, fato consumado. Na seqüência, de duas, uma: ou a garotinha se desviou do caminho, desobedecendo à recomendação materna, ou foi abordada pelo lobo já na casa da avó. Em ambas as circunstâncias, o relato está pra lá de mal contado. Ou o lobo era pedófilo, ou gerontófilo.  Ambas as coisas? Pouco provável. As telespectadoras moralistas certamente atribuiriam a culpa às vestes da garota – muito curtas – ou da avó – camisola transparente. Então o lobo, coitado, não teve opção: rendeu-se ao desejo e se satisfez. Não contente com a velhinha, usou e abusou da menina, provavelmente porque era impotente. Nesta hora, o lenhador chega, mata o lobo e salva a garota. Outro pedófilo?  Amante da avó? Um cidadão consciente? Um pai de família revoltado? E o linchamento, não é crime? Prendam o lenhador.

Rapunzel. Taí uma que eu gosto. Porque diabos essa maluca ficou presa na torre tanto tempo? Tenha dó, fizesse uma corda com seus longos cabelos e descesse logo. Será que ela era míope? Ficou esperando o príncipe, mas na versão recente, em desenho animado, seu redentor era bem mais divertido – e humano. Por assim dizer, um anti-herói. Convenhamos, porém, não é mais o que se espera das mulheres, não é mesmo? Esperamos atitude, até os machistas ultimamente aprovam alguma atitude (melhora o orçamento doméstico).

E a Branca de Neve? Teimosa, não? Um prendedor para os cabelos, uma fita para ajustar o vestido, por fim a fatídica maçã. Vaidosa, gulosa e ...burra (será que ela era loura?). Como os médicos da época não eram lá tão bons (vão dizer que não dispunham de recursos), precisou de um príncipe. De novo! Por que não um plebeu, playboy, sei lá...só sei que tratou de deixar os anões depressinha, nem quis saber se ainda tinha família. Prato cheio para as revistas de fofocas, que irão criticar sua bela aparência (que olheiras, depois de tanto sono). Uma catarse, meio patética.

Nota da autora:  não é minha intenção destruir a ingenuidade, tampouco adaptar as histórias para os tempos modernos, trata-se de licença digamos, nada poética. Uma brincadeira, e só.

Maria Tatame - por Luna

Pratico atividade física visando ao bem-estar. Costumo dizer, com freqüência, aquilo que se faz pela saúde acaba por brindar a estética, benefícios adicionais e muito bem-vindos, afinal, vaidade não é pecado. Ainda mais em se tratando do sexo frágil. Tão frágil este sexo que pratica com regularidade e disciplina atividade aeróbica, musculação, desenvolve consciência corporal e, de quebra, diverte-se. Desenvolvi nos últimos anos uma curiosidade pela defesa pessoal, curiosidade transformada aos poucos em uma de minhas paixões. Nada a ver com artes marciais, elegância ou ética. Luta mesmo, corpo a corpo, que vença o melhor. Em razão de certa dificuldade em encontrar o instrutor ideal, iniciei com aulas de boxe. Fantásticas. Devo dizer que isto se deve ao Ricardo. Mais esta, obrigada, muito obrigada. Ao Ricardo.
De início sem o mínimo jeito para a coisa, aprendi o que era um golpe direto, cruzado, gancho e me envolvi em cada execução de exercícios, às vezes imaginando um adversário real, às vezes nem isso. Como preocupação apenas não me machucar. Apaixonante, sem dúvida. Desta forma foi que também aprendi o significado direto da palavra endorfina. Recomendo a todas as pessoas, agitadas ou simplesmente estressadas, ou ainda a pessoas casadas de boa índole que jamais, jamais pensariam em fazer algum mal ao parceiro.
Há algumas semanas, para deleite dos assíduos, compareceu ao ringue ninguém menos que Popó, Acelino Popó,expressão maior do pugilismo nacional e hoje deputado federal pela Bahia. Pois bem, enquanto trocava de roupa no vestiário, preocupada em usar alguma peça mais estruturada e que não me limitasse os movimentos, deparei-me com uma cena, no mínimo, cômica. Algumas jovens e belas praticantes estavam a se maquilar. Naturalmente aguardavam pelas emissoras de televisão, desnecessário comentar sua presença diante das câmeras.
Acho que sou extra-terrestre.

A Mala de Mão - por Luna

Quanto sua bagagem de mão pode revelar sobre você? Não que este assunto seja relevante, ou que vá a sugerir segredo oculto no recôndito de... de... da sua frasqueira, ou valise. Às vezes, é claro, o conteúdo é bastante óbvio, se você for, por exemplo, um executivo, ou advogado.
Notebook, net book, ipad, indutores do sono, estas coisas imprescindíveis da vida moderna. Vez ou outra, um agasalho elegante. Maquilagem, não, mesmo que você seja mulher, vai melhor acondicionada na bolsa. Isto se você estiver a trabalho, porque se for turista...
Turista: quero render-lhe homenagem. Souvenires, bombons, perfumes, maquilagem, lembrança para a sogra, talvez uma pequena jóia para a afilhada adolescente, eletroeletrônicos, uma peça de moletom, quiçá uma muda de roupa para os mais precavidos, algo para o estômago, enxaqueca, cólicas, ufa. Isto se não houver um bebê ou criança pequena.
Conheço uma mãe desvelada que se arriscou em vôo transatlântico com nada menos que dezessete bonecas, havia para todos os gostos. E o cachorrinho? O ursinho? Aquela manta, o Juninho não dorme sem.
Na atualidade, alguém aconselharia álcool-gel. E o hidratante? Protetor labial? O ar a bordo é muito seco. Ok, se for mulher, lá está ele no nécessaire, dentro da bolsa, se for homem, ou nem tanto, na... bagagem de mão, oras!
Um bom livro, uma revista importada, palavras cruzadas, caneta, de suma necessidade antes do desembarque internacional. Voltando ao turista, vouchers. Toda a descrição do itinerário. Guias de turismo, em português e inglês, às vezes espanhol também.  Dicionário de russo básico, húngaro em dez lições. Com traduções para o inglês.
E, por falar em inglês, hoje mesmo vi um outdoor com propaganda de cursos de inglês e espanhol em vinte e seis lições. Maravilha, mas isto terá de ficar para a próxima, porque apesar de todos estes anos ainda não sou uma expertise...

domingo, 17 de abril de 2011

O CACHORRO SEMPRE SABE!

São quase 2 da manhã... 
Eu estava aqui jogando um joguinho pela minha rede social quando me dei conta de um fato: tem coisas que só o meu cachorro sabe!
Coisas que variam de realmente importantes à simplesmente banais. 
Imagina os outros cachorros por aí!
Deus quando criou o cachorro deve ter pensado nisso porque se o cachorro falasse com certeza teríamos muito mais revistas de fofocas.

sábado, 16 de abril de 2011

MEU CORPO

Ontem encontrei uma amiga de infância e depois de muita conversa e comida japonesa entramos naquele obscuro campo dos sentimentos confusos que a idade nos oferece.
Estou me referindo à sentimentos físicos, somáticos!
Me lembrei do dia em que atravessando a rua com um velho amigo (velho mesmo), este me disse com toda a convicção do mundo que depois de uma certa idade tudo doía. Na época nem dei muita importância e segui caminhando com a certeza de que isso nunca aconteceria comigo.
Doce ilusão... um dia acordei e o meu corpo - sem nenhum aviso prévio! - resolveu que não iria me acompanhar. Juro que insisti, ofereci chocolate, doces diversos, tudo de melhor que tinha na geladeira, mas ele não veio! Ficou deitado o dia inteirinho e nem quis segurar um livro pros meus olhos passarem uma tarde lúdica.
E foi justamente isso que minha amiga me disse ontem. De um dia para o outro, sem avisos de alerta, os seus pés começaram a inchar e o corpo começou a mudar em uma série de ítens que deveriam durar até o fim da bateria! 
Não se produz mais corpos como antigamente. O meu por exemplo, depois da primeira rebelião (supra-citada) só vai onde ele quer... criou uma espécie de vontade própria. Quando ele não quer, responde com dores nunca antes sentidas e me faz andar como um robô sem óleo nas dobradiças até que eu ceda às suas vontades. Ele se auto-flagela! É incrível.
Meu corpo é de um caráter excessivamente dominante e no momento está envolvido num processo romanesco de possessão da minha mente que pelo jeito está dando certo.

CINDERELA - por Daniela Rosenthal

Frase da Cláudia (revista): "Não é pq está em plena batalha pelo sucesso que vai deixar de lado a autoestima e aparência".
Cinderela era uma moça trabalhadeira, simpática e honesta, mas só conquistou o príncipe depois de trocar os farrapos por um belo vestido e sapatinhos de cristal."
Eu pessoalmente, acho a Cinderela uma porca...
Meu, a mina dormia com barata, rato e vários outros bichos que nem tomavam banho, igual ela.
Alguém ouviu alguém falar que a Cinderela tomou banho antes de entrar na carruagem na hora que chegou a fada com aqueles dizeres:
-“Onde foi mesmo que eu enfiei a minha varinha de condão?”
E na hora de experimentar o sapatinho alguém notou se ela ao menos limpou os pés?
Pois é, ou eu trabalho igual alguém que na outra encarnação matou alguém a facadas ou eu passo o dia me arrumando pra encontrar a porra do principe que imagina só...nem sonha com a camisola rasgada que tenho dormido ultimamente.
Aliás, onde foi mesmo que a Cinderela enfiou as olheiras dela hein???

quinta-feira, 7 de abril de 2011

COISAS ACUMULADAS

Juntamos inutilidades durante toda a nossa vida.
E deixamos rastros quando nos mudamos.
Às vezes guardamos coisas das quais nem nos lembramos, coisas inúteis que nunca vamos precisar e que nunca mais sequer olhamos.
Quando faço malas pra passar alguns dias distante , sempre me surpreendo com a pequena quantidade de coisas que considero indispensáveis para a minha sobrevivência em terrenos estranhos. É lógico que depois adiciono quase tudo o que a mim pertence e saio de casa com excesso de bagagem, mas as primeiras coisas que junto para levar são sempre poucas e tenho a certeza de que viveria completamente feliz com essa pequena reserva de objetos essenciais.
Em suma, acho que somos colecionadores natos, mas gostaria imensamente de enfatizar o quanto faz bem jogar tudo fora.
Confesso que tenho dificuldades em me livrar das minhas "coleções", mas quando consigo jogar fora ou reciclar quanquer coisa, por mais ínfima que seja, sinto uma leveza interna que quase me faz esquecer dos meus 10 Kg ganhos recentemente. É como tomar Prozac.
O computador também incita ao colecionismo. Por exemplo, quantos contatos você tem na sua agenda? Naquele programinha insuportável que é o msn? Tente bloquear os contatos dos chatos do msn e depois me diga se você não se sentiu muito bem!
Se a gente for contar tudo que realmente importa materialmente e sentimentalmente falando, não leva de casa mais do que um saquinho de supermercado - às vezes nem isso! E as coisas não fazem a mínima falta porque no momento seguinte começamos a acumular outras.
A vida é assim...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

APONTAMENTOS

Cada vez que eu me olho no espelho fico abismada com o montante de transformações que a minha cara - e o meu corpo - sofreram ao longo destes últimos meses.
Praticamente sou outra pessoa, esteticamente bem diferente do que eu era... pelo menos pra mim!
O curioso é que alguma coisa em mim deve ter permanecido igual, pois as pessoas ainda me cumprimentam na rua...
Vai saber...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ENCHENTES x INCÊNDIO

Lendo as últimas notícias referentes às tragédias que se abateram sobre o Rio de Janeiro, duas coisas me chamaram a atenção: o "luto" pelas escolas de samba incendiadas e a enormidade da verba destinada à reconfecção de fantasias e reconstrução de carros alegóricos.
Então vamos aos fatos.
Com tantas vítimas resultantes dos desmoronamentos recentes na região serrana do Rio de Janeiro, me admira alguém decretar "luto" por um incêndio – triste, claro – onde não houve uma vítima sequer.
E por que o governo destina tanta verba para a reconstrução de alegorias de 3 escolas de samba? Não tenho nada contra as escolas e até acho muito bonito o carnaval do Rio.
Fiquei triste também ao ver o trabalho de um ano inteiro destruído em um incêndio desta magnitude, mas não posso deixar de pensar que existem outras escolas do primeiro grupo que podem muito bem suprir os buracos que 3 escolas venham a deixar se não desfilarem este ano.
O compromisso turístico será com certeza mantido e o carnaval não menos bonito por causa disso.
Fico, no entanto, muito mais triste por aqueles que perderam seus familiares, amigos, animais de estimação, além de bens materiais, nos desastres que acompanhamos dia a dia pelo noticiário. Desastre este que poderia ter sido minimizado se o governo ou a defesa civil agisse com mínima consideração pela população que dizem representar.
É claro, reitero, que tenho pena das escolas e dos trabalhadores, artesãos e pessoas das comunidades afetadas, mas acidentes acontecem e assim, este ano, devido a este incêndio, 3 escolas prejudicadas poderiam se conformar em não desfilar.
O dinheiro destinado à reconstrução das escolas, que nunca restabelecerão a grandiosidade destruída pelas chamas, poderia ser redirecionado às vítimas da região serrana.
E as comunidades afetadas pelo fogo poderiam unir esforços e já que estão com tanta vontade de reconstruir alguma coisa, com orientação das entidades responsáveis, poderiam ser deslocadas para a região serrana e ajudar a quem realmente precisa de ajuda.

sábado, 1 de janeiro de 2011

SUCO DE LARANJA... SEM GELO!

Por algum motivo que não sei explicar, atendentes e garçons de um modo geral tem a capacidade de fixar a última palavra do nosso pedido. E devido à essa maravilhosa capacidade descobri que é melhor a gente nunca falar o que não queremos no nosso sanduíche ou na nossa bebida.
Se você quiser um suco sem gelo, não fale nada. Com um pouco de sorte eles podem esquecer de colocar pedras de gelo no seu suco. Agora... se você falar que não quer gelo, essa palavrinha gelo provavelmente vai ficar incendiando a mente do garçom e piscando como se fosse um letreiro luminoso vai chegar à cozinha, e a única coisa que o cara vai lembrar quando pegar o seu suco será colocar as benditas pedrinhas de gelo para sua total satisfação e conforto. E ai de você se reclamar. Pedir pra tirar nem pensar!
Quer outro exemplo? Experimenta pedir um sanduíche SEM provolone. O provolone vai brilhar piscando e faiscando sobre cada passada cerebral da memória do seu pedido e aposto! você vai comer o melhor sanduíche de provolone jamais servido naquele moquifo.
Portanto, ao fazer o pedido, nunca revele o que não te apetece. Com um pouco de sorte eles esquecem de colocar a pimenta.