sábado, 22 de outubro de 2011

PALAVRINHA COM D'US... - por Daniela Rosenthal

Hoje fiz uma coisa que há muito tempo
não fazia.


Conversei com D'us!


Falei sobre
coisas que até Ele duvida.
Não tive coragem de pedir nada material.
Apenas pedi proteção para algumas pendências
que não me deixam dormir...
Nem são pra mim, quer dizer, indiretamente são.
Uma das coisas que pedi foi proteção aos dentes
de uma prima. É que sou eu que trato deles mas
esses dentes assim como minha prima estão numa fase meio rebelde e confesso que vou dormir já
pensando na hora
que eles vão me ligar de manhã...
Outro assunto que abordei foi uma relaxada em meus tocs.
Um deles por exemplo, é esse de eu tornar pública
essa conversa que era só entre mim e Ele.
Mas daí lembrei da música do Gilberto Gil, e pensei... se ele descreveu toda sua maneira de se dirigir
à Ele, e está bem, creio que não vai acontecer nada comigo.
Talvez realmente não vai acontecer "nada, nada,nada, nada...
do que eu desejava encontrar", mas se os dentes da minha prima, o vazamento em
meu consultório novo, a minha gordura e algumas outras porradas de merdas que
me assombram ultimamente não me deixarem em paz, aí vou
ficar com um toc desgraçado porque vou ter
certeza que o motivo foi o vazamento de informações
sobre esse meu particular com Ele, conversa essa que era pra ser somente entre mim
e Ele. Me perdoa D'us? É que eu precisava externar
essa minha palavrinha com o Senhor com mais alguém.
Me perdoa tá?
Ah! Queria agradecer por me ouvir.

Sei que não deve ser nada fácil para alguém com
tantas vidas pra cuidar, sentar e ouvir
uma pessoa que jamais deveria reclamar de nada.
Mas é que é a minha prima sabe...
acho que vais compreender.
Lembrando só daquele último detalhe,
não me passe na frente dos animais hein?
Prefiro que resolva os probleminhas deles antes, lógico.
Eu disse que eu prefiro? Aiai, quem sou eu pra preferir alguma coisa
diante de Ti...
Desculpe D'us.
Fui!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Reescrevendo a história

Hoje à tarde tive uma discussão interessante com minha cara-metade. Polêmico que é, afirmou que Steve Jobs nada tinha de genial, era tão somente o chefe que usurpava o trabalho alheio. Uma vez afirmou categoricamente que o Aleijadinho não poderia ter produzido todas aquelas preciosidades, talvez fosse o mentor da oficina. Estejamos de acordo ou não, ele é bastante ácido e contumaz, além de algo sui generis.
O que realmente importa é que geralmente ele tem razão. Por exemplo, ainda há alguém a acreditar que D. Pedro realmente escreveu o Hino à Independência? Ora, pois pois...
Fosse D. Pedro II, este intelectual, isto seria plausível. Mas o primeiro, francamente... Então me ocorreu que D. Leopoldina talvez o tivesse feito. Leopoldina era filha da Casa de Habsburgo, uma das mais antigas dinastias européias. Nobre que era, oriunda do Império Austro-Húngaro, criada sob o teto majestoso do palácio de
Schönbrunn, amava a botânica e mineralogia, características não muito comuns à casa de Pedro de Alcântara, com quem (certamente) se casou por procuração.
Erudita que era, cansou-se logo das terras a que veio com o marido. Um tédio só. Profundamente educada, escreveu várias cartas de conhecimento público. E não foi só isso. Sem ter o que fazer, apoiou o marido como Imperador do Brasil, conquista mais do que esquisita, já que ele acabaria também com o trono de Portugal como D. Pedro IV.
Então ela o compôs! Bem verdade que adorava o marido. Até o dia em que, farta de suas estripulias conjugais, ameaçou requerer os créditos ao hino. O nobre imperador não suportou a iminência de traição e, num golpe premeditado, planejou o cabo da esposa enquanto se situava no sul do país a pretexto de inspecionar tropas, em razão da guerra da Cisplatina.
Tudo o mais é história
.

domingo, 16 de outubro de 2011

PASSARINHOS RADIOATIVOS

Mais um dia de chuva... e bem no domingo!
Pensando com mais profundidade até que isso não é tão ruim, já que a chuva é uma bela desculpa para não fazer absolutamente nada e ficar em casa sem o menor peso na consciência. Afinal de contas, está chovendo! e muito!!
Bom, depois de ler quase todas as pendências bibliográficas que me aguardavam na cabeceira da minha cama e de explicar ao meu cachorro, em um bom e claro português, que ele não pode sair porque está chovendo... (sim, porque um dia resgatei com minha irmã um cachorro perdido que só falava francês!, o que viemos a descobrir com muito custo. Após esgotarmos todo o nosso vocabulário canino, um conhecido do cachorro veio nos dizer com a maior naturalidade do mundo: "mas esse cachorro é do fulano de tal" - um francês! e com umas poucas palavras de um tosco francês finalmente nos entendemos com o rottweiler e o devolvemos ao seu dono)... mas, voltando...
Após usar toda minha psicologia para convencer meu cachorro de que não íamos sair, resolvi encarar um pouco do ar frio desta manhã e observar os passarinhos radioativos que habitam o meu quintal. Foi muito difícil ligar os bicos verdes-neon destas criaturas ao pé de abacate que ocupa uma área considerável do nosso pequeno quintal. Ninguém botou muita fé no carocinho de abacate com folhas, tão bonitinho há 12 anos, e fomos deixando ele ficar no meio do quintal até quando já era tarde demais. Hoje em dia, na época da colheita, recebemos as visitas aqui em casa com aquela roupa de motocross, de capacete e tudo. A abacateira tepeêmica furiosamente ataca a todos lançando abacates tão pesados quanto verdadeiras bolas de boliche, por sobre nossas cabeças. Ainda bem que todos os bichos que habitam nosso quintal estão habituados ao comportamento instintivo desta bonita árvore... nunca tivemos, com exceção de um visitante desavisado, nenhuma baixa!
E agora estou aqui... com meu cachorro boxer, observando passarinhos radioativos no nosso quintal... 
A chuva apertou, os livros se consumiram em leitura e os bicos verdes dos passarinhos me fazem viajar para outros mundos onde criaturas devem nascer realmente desta cor...
Ah! E acabaram de ligar do hospital para informar que nosso amigo - aquele da abacatada na cabeça - está de alta! Que alegria!!

sábado, 8 de outubro de 2011

O MAIS NOVO SITE DE RELACIONAMENTOS

Reunião de mulheres sempre resvala sobre o mesmo batido e resignado assunto: homens.
Pois é. Ontem estávamos conversando, eu, minha irmã e mais algumas mulheres das faixas etárias mais variadas, quando o assunto resvalou para o óbvio.
E dentro deste óbvio, os sites de relacionamento não poderiam ficar de fora. Vocês vão pensar que eu mantenho esta idéia fixa - sites de relaciionameeeeennnnttttooooosssss... Mas não é verdade. Não tenho sonhado com isso. O problema é que como fonte inesgotável de recursos literários para este blog, não posso deixar de mencionar este assunto porque ele sempre rende boas risadas.
Bom, após colocar na mesa algumas de nossas bizarras experiências com relacionamentos virtuais, resolvemos por fim criar nosso próprio site de relacionamentos: o www.merdsinthebosts.com - valeu Mary!
Acredito piamente que será um sucesso! E no momento estou aceitando sugestões para propagandas!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

EU E A SURVIVOR...

É chegado o grande dia.
Após meses de sofrimento reprimido, finalmente DESPEDI A GREGA!
Não pensem vocês que foi fácil. No fundo, mas bem lá no fundo, eu até que gostava dela. Tirando a parte profissional, era uma boa pessoa, honesta. Um dia deixei 4 bolachinhas de chocolate para comer após o trabalho. Cheguei em casa com o pensamento focado nas bolachinhas - até os botões do elevador assumiram formas de bolachinhas de chocolate. Fui sedenta ao pote e, qual não foi minha surpresa ao abri-lo: v a z i o!!!! Como só a grega havia habitado meu apartamento naquela semana, liguei babando e cuspindo fogo para o celular dela às 20 hs, muito além de terminado seu turno aqui em casa (turno este originário de criação da própria grega, que ia aproximadamente das 11:00 às 12:30 hs! Turnão!). E ela atendeu! E eu gostaria aqui de descrever minha cara de estupefata ao receber a resposta para a seguinte pergunta: C A D Ê  A  M I N H A  B O L A C H A?? Desse jeito mesmo, pausadamente, para não perder a calma e iniciar uma crise histérica. No que ela, com a maior naturalidade respondeu: "eu comi". Coitada, chegou às 11, quase na hora do almoço, e comeu A MINHA JANTA composta por 4 (quatro!!) bolachinhas. Que fofa!
É... ela era no mínimo honesta.
Mas a gota d'água foi semana passada, quando ela resolveu lavar todas as roupas de cama lá de casa sem a mínima necessidade. Detalhe: ela só lava, NÃO PASSA. Adivinha quem passa??? Rá!!
E aí, semana passada, ao chegar em casa e visualizar toda aquela roupa amassada, meu aspirador de pó quebrado (aspirador ruim! não aguentou nem a aspiraçãozinha de uns rebocos da obra aqui do prédio que caíram no meu quintal... segundo a grega: "nada demais")... bom, somente aí, foi que eu desenvolvi uma estranha Síndrome de Tourette. Eu estava lá, quietinha, e de repente minhas memórias samotrácias me faziam gritar os mais horrendos palavrões!
Achei melhor mandar a grega embora... até sinto falta dela, mas melhorei da Síndrome. To ótima!
Agora estou em casa, só eu a Survivor, a minha planta.
Já que não posso ter cachorros, tenho a Survivor, que resistiu à reforma aqui do apartamento, à grega, e segue firme e forte, às vezes com mais, outras vezes com menos folhas. Ela é feia, mas é uma vencedora... highlander! E eu admiro esse poder de vencer que reside nela.
Até o momento não temos nenhuma grega em foco para substituir a antiga... somos só nós duas, eu e a Survivor!
Por ora, melhor assim.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A VACA DA MARGINAL

Sei que tenho uma imaginação criativa. Que sou imaginativa. Enfim, que às vezes devaneio em idéias absurdas. Sei de tudo isso.
Pois bem. Ontem, em meio a um engarrafamento colossal, me peguei a pensar que ninguém nesta cidade olha para cima. É! Isso mesmo. Ninguém tem o costume de olhar para cima. As pessoas só enxergam um palmo à frente do nariz, e olhe lá!
Após infinitos minutos no trânsito resolvi que era hora de apreciar melhor nossa cidade. E olhei pra cima... E foi então que eu vi!
Uma vaca!!! E ela estava lá, com 4 chifres, pendurada da cintura pra fora de uma cobertura em plena Marginal do Rio Pinheiros.
À princípio fiquei desconcertada, pensando se havia realmente visto certo, mas ela estava lá, observando o trânsito caótico, em plena 4a feira a tarde.
Eu sei que o trânsito altera nossas idéias, além do fato de eu estar febril naquele dia, mas tenho certeza de que realmente vi!!
E para finalizar só me resta fazer um último apelo: quem passar pela Marginal do Rio Pinheiros, vindo da Juscelino, em direção à ponte da Rebouças, faz só o favorzinho de dar uma olhadinha pra cima e ver se enxerga a porra da vaca! Só pra eu ter certeza de que não estou pirando.

domingo, 18 de setembro de 2011

Humanizando...

Humanizar – verbo que significa tornar humano; tornar razoável; suavizar, segundo dicionários e arquivos, verbo que não pode ser mais erroneamente empregado.
Fala-se muito, há mais de uma década, em “humanizar” o parto. Melhor seria animalizar, pois apesar de alguns defenderem o emprego de anestésicos, outros advogam que isto seria desnecessário. Em maternidades públicas, a morfina está disponível há muito pouco tempo, na maior parte do território nacional.
Apaga-se a luz (como será que o obstetra procede à episiorrafia?), o pai acompanha o nascimento (seria belo se alguns pais tivessem ao menos noção do que é uma sala cirúrgica) e, em certas maternidades, quem dá o primeiro banho é a mãe. Isso mesmo, a mãe, depois de seis horas. Enquanto isso, o infeliz recém-nato é limpo com panos, superficialmente, exceto se recoberto por mecônio.
Os defensores desta barbárie pregam que nenhuma cria é separada da mãe ao nascer. Engraçado, sermos comparadas às vacas ou cadelas. Amo animais, no entanto isto não me faz querer ocupar suas peles.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"BULLYING ELETRÔNICO"

Recentemente adquiri alguns aparelhos eletrônicos, sonhos de consumo há muito desejados. Nunca fui boa com coisas eletrônicas, mas já que todo mundo está se informatizando, não custava também tentar.
Tudo bem que sou dotada de alguma intuição virtual, o que faz as pessoas pensarem que posso entender alguma coisa no que diz respeito ao funcionamento de relógios e computadores. Aqui em casa quando alguma coisa pára de funcionar, em primeiro lugar me chamam. Eles pensam que eu sempre saberei como consertar. O fato é que em 99,9 % dos casos eu não faço a mínima idéia de como sanar o problema... Tenho essa mania de apertar vários botões, às vezes alguns ao mesmo tempo - afinal tenho 5 dedos em cada mão né?! - o que faz com que, misteriosamente, vários aparelhos voltem magicamente a funcionar.
Bom, em segundo lugar, quando invariavelmente não consigo fazer os eletrônicos voltarem a vida, o pessoal chama o filho do vizinho. Um garoto... de 8 anos! E ele sempre arruma tudo. Tenho de confessar que isso mexe com a minha auto-estima. Mas o garoto é eficientíssimo, então fico quieta e não falo nada. Melhor assim.
Hoje é sexta-feira e estou cercada por todos os aparelhos eletrônicos que adquiri recentemente, inclusive este iPad no qual digito. E eles NÃO CONVESAM ENTRE ELES! Estou descobrindo isso após muitas horas de dedicação, tentando fazer essas porras falarem umas com as outras. Pô! Eles, os aparelhos, deveriam conversar! É tudo eletrônico, têm a mesma origem, NÃO TÊM???
E descubro da maneira mais dolorosa que o iPad detesta o telefoninho da Samsung, que por sua vez também não conversa com o PC de marca ignorada que temos aqui em casa. Simplesmente viram as costas uns para os outros, fazendo com que eu gaste horas preciosas copiando manualmente informações necessárias a minha sobrevivência. Chego a pensar que isto é intencional. Tenho certeza de que o telefoninho está dando risada da minha cara ao se recusar a fazer o que estou pedindo há horas!
O pior vem agora: O FILHO DO VIZINHO VIAJOU!!!
E eu aqui, em plena sexta-feira à noite, sofrendo um bullying eletrônico!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

AS PESSOAS QUE CRUZAM NOSSA VIDA... OU, COMO ENTRAR PARA A HISTÓRIA!

Imagine agirmos como locutores ou âncoras de programas televisivos para cada vida que toca a nossa própria vida. Você cruza ou esbarra em alguém na rua e vai logo dizendo: "ooooooooooiiiiiiiiii" daquele jeito animado e com os olhos arregalados.
Por que os apresentadores - em geral - estão sempre tão animados? Eu queria muito saber o que eles tomam no café-da-manhã para agirem dessa forma tão peculiar.
Mas o que eu queria mesmo era falar sobre as pessoas que cruzam nosso caminho. Às vezes as conhecemos, outras vezes não. Já me peguei em diversas ocasiões tentando gravar a fisionomia de uma determinada pessoa que atravessa a rua na frente do meu carro, para me lembrar disso se algum dia eu a vir de novo... Nunca deu certo, sou péssima fisionomista. Não consigo me lembrar nem das pessoas que acidentalmente atropelei.
A questao se resume em: o que faz as pessoas estarem na mesma hora e no mesmo lugar, compartilhando experiências únicas?
E aquelas que saem em segundo plano nas nossas fotos de viagem? Eu sempre tento reparar nas pessoas que aparecem nas nossas fotos. E ultimamente tenho reparado em pessoas que aparecem em segundo plano de fotos históricas. Imagina você reconhecer seu avô numa foto jornalística, de uma festa de rua qualquer, ou de um desfile de 7 de setembro num ano qualquer da década de 60...
Imagina, você aparecer no plano de fundo e ficar para sempre registrado na história.
Eu, que não tive filhos, nunca plantei uma árvore (porque alguma força obscura fez o meu ipê amarelo sumir do vaso ao completar 10 meses de vida!!, mas essa é outra história), e por fim, não escrevi um livro, tenho minha chance de entrar para a posteridade aparecendo em fotos alheias! Visualiza aí, daqui a 300 anos, os caras levantando um arquivo histórico e dando de cara com a minha imagem bem lá, no cenário fotografado!... Eles podem não saber de quem se trata, mas que eu vou estar lá, eu vou!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

VIVA OS ORNITÓLOGOS!!

Hoje vou dedicar algumas poucas palavras aos ornitólogos.
Em primeiro lugar, puta que o pariu! Como é difícil essa profissão, hobby, ou o que quer que pense a pessoa que resolve observar um passarinho. A menos que seja um condor, ou uma ave de grande compleição física, é quase que impossível seguir os passos de um animal que voa.
Olha, eu sei que muita gente deve ter visualizado um morcego nessa hora e, embora seja impossível acompanhar o vôo desse bicho, munido de um simples binóculo - porque eu já tentei! - o ornitólogo se safou dessa dificuldade. Morcego para quem não lembra, é mamífero!
Esse texto na verdade é para parabenizar os ornitólogos. Eles poderiam sim, e com muita propriedade, observar também os morcegos, pois devem ter uma experiência tal com a velocidade com que essas porras se movem, que um morceguinho simples deve ser fichinha para o olhar treinado desses estudiosos dos pássaros.
O ornitólogo tem um dom! As sinapses cerebrais desses caras devem ser pelo menos duas vezes mais rápidas do que as nossas, dos simples mortais.
Vou explicar a minha súbita admiração... Estou de férias, sem nada para fazer, nadinha mesmo. E aqui perto de casa tem passarinho a dar com o pau. Hoje eu pensei... Por que não fazer algo diferente? Peguei minha cachorra e juntas resolvemos observar os pássaros. Fizemos uma programação, eu e a minha cachorra, e retiramos os urubus do roteiro - muito fácil ver urubu, já que fizeram um ninho no telhado do vizinho bem em frente a minha janela e todos os dias vem um casal deles alimentar os filhotes. Um casal de urubus, que fique bem claro que não é o casal de vizinhos que mora aqui em frente - O CASAL É DE URUBUS!
Bom, fomos até a pracinha, sentamos no banquinho, eu com meu binóculo e, esperamos. E vou te dizer: você ouve os porras fazendo barulho, mas é impossível ver! Não da pra saber qual barulho pertence a qual criatura. E após uma tarde inteira de um irritante imobilismo observante a única coisa que eu poderia te jurar é que ouvi um esquilo piar. A minha cachorra, que não me deixa mentir, está aí pra confirmar tudo isso! Pode perguntar pra ela.
E em primeiro lugar quero que fique bem claro que EU VI UM ESQUILO!
Em segundo e último lugar, eu tenho quase toda a certeza de que ele piou!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SITES DE RELACIONAMENTOS - A SAGA

E novamente estou aqui para reclamar mais um pouco dos sites de relacionamentos.
Mas desta vez é um serviço de utilidade pública.
Tendo em vista as últimas ocorrências de quem ainda insiste neste formato para conhecer pessoas, preparei aqui um modelinho para evitar aborrecimentos. Aí vai:
"Meu nome é xxxxxx.
Estou à procura de um companheiro para dividir coisas boas e ruins.
Gosto de me divertir, o que inclui beber socialmente.
Procuro pessoas livres, felizes e de mente aberta, dispostas a aprender e experimentar o que ainda não conhecem.
Amo a PAZ."
Bom, lá onde está escrito "par ideal" vc vai e escreve:
Obs 1: se for um site étnico, em primeiro lugar, lembre os demais pretendentes de que você entrou no respectivo site à procura de pessoas que sigam os preceitos étnicos do mesmo. Se não fosse importante, você não estaria num site étnico!
Então num site de relacionamentos russo ortodoxo, você deve iniciar dizendo: "se você não for russo ortodoxo, por favor não me faça perder tempo". Se continuar a ser aborrecida por fetichistas, você pode ameaçar dizendo que conhece todas as lojas de fantasias da cidade e que não será difícil descobrir onde o figura conseguiu se fantasiar de russo ortodoxo, grego, japonês, judeu, o que for.
Continuando, lá onde está escrito "par ideal" você escreve (logo após frisar a parte étnica do site):
"Se você ė doido, me esqueça.
Se você faz uso de qualquer medicação tarja preta, tem delírios de grandeza, muda de humor com facilidade, sua conversa não é comigo.
Não sou psiquiatra.
As pessoas são diferentes, e nem todos pensam como você. Se não for respeitar meu ponto de vista, nem comece.
Não tente me converter para a sua religião! Procuro um companheiro e não um evangelizador.
Tenho facilidade para acreditar nas pessoas, então se você gosta de enganar, mente ou mora com a mãe, tô fora.
Esteja empregado! Não tenho vocação para sustentar marmanjo.
Eu gosto de cachorros (o bicho, que fique bem claro)! Se você não gosta, também tô fora.
Ninguém sabe tudo e você não está sempre certo. Não chute e nem dê opiniões sobre o que não sabe - é ridículo. Se você não sabe, se informe pelo amor de Deus!
Se você for do tipo 'ignorante' que demonstra sua superioridade mudando o assunto para terrenos seguros ou menosprezando o que o outro sabe, 'do tipo não sei e tenho raiva de quem sabe', guarde sua idiotice para outra garota que tenha a devida paciência para agüentar gente bronca.
No mais não vou me alongar. Preenchendo os requisitos, pode me escrever que ficarei feliz em responder sua mensagem."
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Dica final: se você não quiser escrever nada disso por ter ficado muito extenso, escreva somente "Se você ė doido, me esqueça!!"
Pra bom entendedor, meia palavra basta.
Sem mais, subescrevo-me.

sábado, 27 de agosto de 2011

POSSIBILIDADES

Há 1 ano, por motivos que fogem ao meu controle, tive de alterar minha rotina. Algumas coisas ficaram no stand by, outras desapareceram, outras simplesmente parece que nunca existiram.
As mudanças vieram sob vários aspectos, mas o mais relevantes deles foi a necessidade de simplificar.
Sempre fui simplista em minhas convicções. Penso e faço, e com pressa, para aproveitar ao máximo o tempo que tenho disponível. Se quero ir ao inferno, vou lá e compro a passagem - simples assim!... É claro que nem sempre dá certo. Aliás, em 50% dos casos dava bem errado, o que equivalia a gastar o pouco tempo disponível e uma quantidade enorme de energia em projetos destinados ao fracasso.
O que me confortava nessas jornadas, tanto nas que davam certo quanto nas que davam errado, era o otimismo que sempre me acompanhou. Nunca penso no que pode dar errado, o que me faz entrar de cabeça em projetos absurdos. Bom, tenho de admitir que não deixa de ser divertido, embora às vezes me tome uma energia desproporcional e me deixe a ver navios, frustrando minhas expectativas mais prementes.
A falta de tempo sempre foi uma constante em minha vida. A cultura na minha profissão implica em preenchermos todo e qualquer espaço disponível no nosso dia a dia. Isso até ficarmos doentes. Aí tudo muda. Levamos broncas e mais broncas de todos, dizendo que devemos ter mais tempo para nós mesmos, que devemos nos cuidar, praticar esportes, comprar roupas bonitas e usar pó de arroz.
Foi o que aconteceu.
Em fevereiro renasci. Meu cabelo começou a crescer, e eu me senti como quando era pequena, com um mundo de possibilidades se abrindo a minha frente. Me livrei de tudo que não apreciava, simplifiquei!, fiz as pazes com pessoas as quais não valia a pena brigar, e me senti como num teatro da vida, na coxia, esperando as cortinas se abrirem para uma vida nova.
O mundo é o mesmo, mas eu enxergo as coisas diferentes. Reestruturei meu dia e meus horários, e agora pratico exercícios. Tenho um dia livre na semana para gastar MEU dinheiro com futilidades... e me sinto bem fazendo isso!
Mas devo ressaltar que as coisas boas em mim permaneceram, o meu otimismo com projetos malucos e a minha disposição em gastar energia a toa também estão aqui. A diferença é que as idéias não grudam mais em mim como antigamente. Consigo me livrar do que me faz mal com muito mais facilidade que antes, e, quando isso acontece me vejo novamente na coxia... com um mundo repleto de possibilidades a se abrir junto com as negras e altíssimas cortinas cerradas bem em frente ao meu nariz!