Já dizia o dito popular: "mente vazia é a morada do Diabo", ou qualquer coisa assim... portanto, HOJE é o Diabo quem vos escreve.
Mas vos escreve sobre o que? Se a mente está literalmente vazia?
A única coisa em que este pobre diabo consegue pensar no momento é na inconstância da competência alheia.
Por que as coisas só funcionam sob pressão???? Por que por que por que???
Se cada um fizesse o seu seria tão mais fácil, inclusive para aqueles que no momento nem estariam sob pressão, economizando o seu estresse para outras situações cotidianas.
As pessoas são naturalmente más, ruins mesmo, medíocres, INcompetentes. É a natureza humana.
A tentativa de esconder a maldade é que gera as desavenças. Se fôssemos maus e sinceros, todo mundo ia saber o que pensamos e acredito que ocorreriam muito menos decepções e desavenças... acho!
O fato é que do jeito que o mundo "E" as pessoas trabalham vamos todos acabar juntos um dia no aconchego flamejante do meu eterno lar. E isso é uma certeza! Aguardem...
E viva a transparência!
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
A GENTE NÃO CONHECE...
É impressionante como não conhecemos as pessoas. Nos últimos meses uma série de acontecimentos tem me mostrado de forma cada vez mais clara o quanto o ser humano pode ser esquisito.
A verdade é que na maioria das vezes não conhecemos nem a nós mesmos. Quantas vezes não nos surpreendemos com nossas próprias atitudes?
Um dia me flagrei dando conselhos do tipo faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Putz, falei coisas belíssimas!, frases que nunca pensei proferir um dia. Mas era o que eu realmente achava sabe?
Frente a situações novas, elaboramos novas atitudes. E todo mundo faz isso! Não adianta dizer que você é diferente, porque não é!
Um pouquinho da personalidade mantemos, mas somos estranhos. Estranhos a nós mesmos. E daí vem as decepções e as falências das nossas expectativas. NINGUÉM é previsível. Festas surpresas por exemplo são uma ameaça seríssima a qualquer amizade. Eu tenho até uma experiência recente com esse assunto, mas graças a nossa amizade sólida, de anos de cultivo, nada foi afetado pela imprevisibilidade dos seres envolvidos...
Minha irmã já dizia sabiamente que bastam apenas alguns momentos para se fazer amigos, mas é preciso uma vida inteira para se livrar deles. Sábia irmã!!!
Bom, para finalizar deixo um recado aos que moram comigo: tenho duas notícias para dar a vocês hoje, uma boa e uma ruim.
A ruim é que vou voltar a estudar flauta, e nem adianta contestar. A decisão está tomada, e para finalizar a parte ruim, anuncio que arrumei um professor de música.
A boa notícia é que ainda não consegui falar com ele.
Mas podem me aguardar! Sem mais por hoje...
A verdade é que na maioria das vezes não conhecemos nem a nós mesmos. Quantas vezes não nos surpreendemos com nossas próprias atitudes?
Um dia me flagrei dando conselhos do tipo faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Putz, falei coisas belíssimas!, frases que nunca pensei proferir um dia. Mas era o que eu realmente achava sabe?
Frente a situações novas, elaboramos novas atitudes. E todo mundo faz isso! Não adianta dizer que você é diferente, porque não é!
Um pouquinho da personalidade mantemos, mas somos estranhos. Estranhos a nós mesmos. E daí vem as decepções e as falências das nossas expectativas. NINGUÉM é previsível. Festas surpresas por exemplo são uma ameaça seríssima a qualquer amizade. Eu tenho até uma experiência recente com esse assunto, mas graças a nossa amizade sólida, de anos de cultivo, nada foi afetado pela imprevisibilidade dos seres envolvidos...
Minha irmã já dizia sabiamente que bastam apenas alguns momentos para se fazer amigos, mas é preciso uma vida inteira para se livrar deles. Sábia irmã!!!
Bom, para finalizar deixo um recado aos que moram comigo: tenho duas notícias para dar a vocês hoje, uma boa e uma ruim.
A ruim é que vou voltar a estudar flauta, e nem adianta contestar. A decisão está tomada, e para finalizar a parte ruim, anuncio que arrumei um professor de música.
A boa notícia é que ainda não consegui falar com ele.
Mas podem me aguardar! Sem mais por hoje...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
UM JOGO
Um jogo de relacionar as colunas:
1. Nada ficou no lugar, eu quero matar o seu gato, e suicidar o seu peixe e o resto dos seus passarinhos (dica: música gravada pela Adriana Calcanhotto).
2. Caio, comentarista do Globo Esporte.
3. Quero voltar, entrar na máquina do tempo e... (dica: música do tipo "atentado aos ouvidos" muito tocada - inexplicavelmente! - nas rádios atualmente).
4. Pato sem cabeça, porra sem esperma, sou eu... (dica: outra música! E tem bônus pra quem adivinhar quem também gravou!).
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Agora as alternativas:
A. Que é pra ver se você volta, que é pra ver se você vem...
B. E ser enviado ao Período Jurássico onde com muita sorte serei engolido por um dinossauro e não cantarei nunca mais essa música hedionda. Entra vai! Entra mesmo na máquina... me faça esse favor!
C. Assim sem você...
D. O mudo (alguém já viu esse cara abrir a boca?).
1. Nada ficou no lugar, eu quero matar o seu gato, e suicidar o seu peixe e o resto dos seus passarinhos (dica: música gravada pela Adriana Calcanhotto).
2. Caio, comentarista do Globo Esporte.
3. Quero voltar, entrar na máquina do tempo e... (dica: música do tipo "atentado aos ouvidos" muito tocada - inexplicavelmente! - nas rádios atualmente).
4. Pato sem cabeça, porra sem esperma, sou eu... (dica: outra música! E tem bônus pra quem adivinhar quem também gravou!).
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Agora as alternativas:
A. Que é pra ver se você volta, que é pra ver se você vem...
B. E ser enviado ao Período Jurássico onde com muita sorte serei engolido por um dinossauro e não cantarei nunca mais essa música hedionda. Entra vai! Entra mesmo na máquina... me faça esse favor!
C. Assim sem você...
D. O mudo (alguém já viu esse cara abrir a boca?).
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Momentos de prazer.
"Morte aos maus!" - determinou aos gritos a rainha, quando chutaram-lhe a poltrona em um espetáculo público. Os guardas se amontoaram. Feito loucos, afoitos, saltaram uns sobre os outros para cumprir com honra e alegria a nobre sentença. O público é mal educado. Não se deve generalizar, trata-se da maioria. O problema é mundial. Certa vez, em Praga, no melhor teatro, lindo, fui muito aborrecida ao tentar assistir ao balé Cinderela. Conversas, movimentos, pessoas que não se importam com olhares feios, broncas, súplicas, pedidos carinhosos para que não fulminem raros e caros momentos de prazer. Já ouvi no lugar da Leni Andrade a cantoria alta e sem piedade de uma moça sentada atrás de mim. Não era nos momentos em que o público era convidado a participar e cantava junto. Era o show inteiro. No lugar da Leni. Quando olhei com tristeza a moça disse: "não se pode nem se divertir", e continuou cantando. Algumas ela não sabia, só fazia o ritmo (o ritmo dela), batendo na poltrona. Estragou o show. O filme "Os segredos de brokeback mountain" não me traz boas recordações. Não sei se é ruim ou se simplesmente tive uma deprimente sessão de cinema, da qual não quero nem lembrar. Uma senhora (não era adolescente) me chutou tanto que pedi com educação que ela parasse. Ouvi um berro: "É uma princesinha, não se pode nem encostar". As pessoas sentadas ao redor pediram silêncio ("chh, chh"). Senti vergonha pela exposição. Passei parte do filme sendo chutada e a outra parte com raiva, indignação. A nona sinfonia foi apresentada com entrada franca uma vez, no municipal de São Paulo. Fui. Conversas havia como se não fosse um teatro. Chutes, barulhos, aplausos no meio das músicas, comidas, bebidas, um inferno. Um aborrecimento. No filme "Jean Charles", cinema vazio, sentou-se na finha frente uma moça. Mandou tantas mensagens de celular, com uma luz tão forte, que precisei mudar de lugar. Mas às vezes não há lugares sobrando. É certo que há casas melhores. O circuito alrternativo de cinema apresenta uma seleção superior de filmes e um público mais bem comportado. Mas não é preciso uma dose muito grande de azar para ter péssimos momentos. Já foi chutado? Já teve a emoção roubada, o pensamento trazido à realidade na marra, boas sensações mortas a tiros, por pessoas espaçosas, folgadas, mal educadas, impiedosas? Já perdeu tempo e dinheiro em casas de espetáculo? Chame a rainha. Ou reclame para o papa. Sou favoravel à positivação das regras de educação e bom comportamento, mormente em cinemas, teatros, casas de espetáculo. A sanção poderia ser a pena de reclusão - a ser cumprida em regime fechado.
terça-feira, 28 de julho de 2009
A ESCOVA DEFINITIVA
Estava aqui sem idéias para contar quando minha irmã me lembrou de um assunto muito em voga aqui em casa. Esse tema na verdade tem ocupado quase 20 horas do nosso dia. Nas 4 horas que nos restam tentamos dormir apesar deste inconveniente.
Antes de começar devo que salientar que não somos fúteis. Eu por exemplo detesto fazer compras ou ir ao salão de beleza. Não há perda pior de tempo do que passar a tarde no cabeleireiro. Dormir é melhor do que isto!
Mas na ânsia de permanecer de acordo com a moda sucumbimos à tentação da escova definitiva. Fizemos tantas vezes o procedimento que aprendemos a detectar com facilidade as almas que aderiram à esse atentado aos fâneros.
E olha que não são poucas pessoas. Então este texto serve como utilidade pública ao leitor que quiser se divertir identificando os aderentes deste procedimento. Aí vai: o sinal mais comum é o chifre.
Vários chifres agressivos e explosivos, localizados em regiões diversas da circunferência craniana, causados pelos fios que se quebram em massa, associados ao tufinho alisado que AINDA resiste bravamente aos químicos. Os chifres vão surgindo espontaneamente ao longo dos meses. Você acorda com chifres! E com novos chifres a cada dia! E o cabeleireiro jura que não foi culpa dele, como se os chifres fossem fruto de geração espontânea.
Daqui um tempo vai ser ainda mais fácil distinguir essas criaturas pela ampla gama de mulheres carecas que veremos pelas ruas.
Poxa! Qual o problema de sairmos na rua à imagem da Maria Bethânia? Eu disse à imagem, não à semelhança. É só saber combinar... corpo e cabelo... tá ligado? Tem gente que pode até se sair bem... eu acho. Viva a Vanessa da Mata!
Antes de começar devo que salientar que não somos fúteis. Eu por exemplo detesto fazer compras ou ir ao salão de beleza. Não há perda pior de tempo do que passar a tarde no cabeleireiro. Dormir é melhor do que isto!
Mas na ânsia de permanecer de acordo com a moda sucumbimos à tentação da escova definitiva. Fizemos tantas vezes o procedimento que aprendemos a detectar com facilidade as almas que aderiram à esse atentado aos fâneros.
E olha que não são poucas pessoas. Então este texto serve como utilidade pública ao leitor que quiser se divertir identificando os aderentes deste procedimento. Aí vai: o sinal mais comum é o chifre.
Vários chifres agressivos e explosivos, localizados em regiões diversas da circunferência craniana, causados pelos fios que se quebram em massa, associados ao tufinho alisado que AINDA resiste bravamente aos químicos. Os chifres vão surgindo espontaneamente ao longo dos meses. Você acorda com chifres! E com novos chifres a cada dia! E o cabeleireiro jura que não foi culpa dele, como se os chifres fossem fruto de geração espontânea.
Daqui um tempo vai ser ainda mais fácil distinguir essas criaturas pela ampla gama de mulheres carecas que veremos pelas ruas.
Poxa! Qual o problema de sairmos na rua à imagem da Maria Bethânia? Eu disse à imagem, não à semelhança. É só saber combinar... corpo e cabelo... tá ligado? Tem gente que pode até se sair bem... eu acho. Viva a Vanessa da Mata!
sábado, 25 de julho de 2009
UM DIA
Um dia não mais terei escrúpulos.
Responderei a todas as perguntas com a sinceridade desmascarada.
Abdicarei da política social.
Serei completamente honesta em minhas observações.
Darei nome a todos os merecedores de meu batismo, todas as Vanechatas da Mata, os Josés dos Escrotos Inchados, e finalmente, as Marias da Porra.
Não que eu não me considere honesta e sincera, mas às vezes todos nós evitamos conflitos e desagrados... muitas outras vezes tentamos fazer com que as pessoas que nos rodeiam se sintam bem.
Um dia serei velha...
A idade limita a paciência. Os velhos são intolerantes, perdem a compostura. Surgem os "rabugentos" aos olhos sociais.
Ser "rabugento" significa a mais completa liberdade de expressão!
O cara pode não ser lá muito agradável, mas é com certeza muito sincero.
Partindo deste princípio...
Um dia serei "velha"! mas com todo prazer!
Responderei a todas as perguntas com a sinceridade desmascarada.
Abdicarei da política social.
Serei completamente honesta em minhas observações.
Darei nome a todos os merecedores de meu batismo, todas as Vanechatas da Mata, os Josés dos Escrotos Inchados, e finalmente, as Marias da Porra.
Não que eu não me considere honesta e sincera, mas às vezes todos nós evitamos conflitos e desagrados... muitas outras vezes tentamos fazer com que as pessoas que nos rodeiam se sintam bem.
Um dia serei velha...
A idade limita a paciência. Os velhos são intolerantes, perdem a compostura. Surgem os "rabugentos" aos olhos sociais.
Ser "rabugento" significa a mais completa liberdade de expressão!
O cara pode não ser lá muito agradável, mas é com certeza muito sincero.
Partindo deste princípio...
Um dia serei "velha"! mas com todo prazer!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
DIA DE CHUVA
A surdez da minha irmã nunca foi um segredo, muito menos um problema. Ninguém dá muita bola para isso e confesso que por vezes esquecemos completamente do fato. Mas há ocasiões que por alguns meses, até mesmo anos, nos fazem reavivar a memória e nos obrigam a encarar com mais seriedade os pequenos problemas alheios.
Era inverno, morávamos em Vitória, estava frio e chovendo.
Escutávamos no rádio e na TV notícias incessantes sobre o fugitivo Edimilson. O preso de maior periculosidade da época havia fugido da prisão numa ação cinematográfica, deixando toda a polícia de prontidão, à sua procura.
Chovia muito naquele dia, e a população havia sido alertada a permanecer com as portas trancadas e as grades das janelas fechadas, visto que o Edimilson estava a solta.
Estávamos vendo TV, sozinhas em casa (meus pais estavam viajando) quando toca a campainha. Mandamos minha irmã mais nova, a surda, ver quem estava na porta.
Após alguns minutos ela volta, branca, pálida!, como se tivesse visto um fantasma! anunciando que o primo do Edimilson estava na porta, tocando a campainha... TOCANDO A CAMPAINHA???
Em primeiro lugar: você acha que o primo do Edimilson ia TOCAR A CAMPAINHA???
Em segundo lugar: você acha que o primo do Edimilson ia tocar a campainha e se ANUNCIAR?
Em terceiro lugar: o nosso vizinho se chamava Denilson...
Bom, a essa altura minha irmã já havia ligado para a polícia enquanto o pobre coitado encharcado continuava tocando a campainha de casa e gritando alguma coisa que realmente era difícil de entender com aquela chuva toda.
Por via das dúvidas ficamos esperando a polícia chegar, o que aconteceu em milésimos de segundos, pois todos queriam pegar o Edimilson!!
A joaninha estacionou na porta de casa enquanto olhávamos pela janela o sujeito ser agarrado por dois guardas fortemente armados... bom, só aí, quando a voz do suspeito realmente se elevou, conseguimos entender o que ele dizia:
- Me larga!!! Eu sou primo do DENILSON!!! - o vizinho!
A confusão estava formada... meus pais tiveram o maior trabalho pra desfazer o mal entendido com o coitado do Denilson e seu primo encharcado. O primo, não encontrando ninguém na casa do Denilson, bateu lá em casa e pediu abrigo da chuva... só isso! O que fez com que a surdez da minha irmã fosse valorizada por alguns meses após o episódio.
No momento a referida patologia encontra-se em total esquecimento, até o próximo fora romanesco, que esperamos ansiosamente para lembrarmos depois com ataques de riso.
Era inverno, morávamos em Vitória, estava frio e chovendo.
Escutávamos no rádio e na TV notícias incessantes sobre o fugitivo Edimilson. O preso de maior periculosidade da época havia fugido da prisão numa ação cinematográfica, deixando toda a polícia de prontidão, à sua procura.
Chovia muito naquele dia, e a população havia sido alertada a permanecer com as portas trancadas e as grades das janelas fechadas, visto que o Edimilson estava a solta.
Estávamos vendo TV, sozinhas em casa (meus pais estavam viajando) quando toca a campainha. Mandamos minha irmã mais nova, a surda, ver quem estava na porta.
Após alguns minutos ela volta, branca, pálida!, como se tivesse visto um fantasma! anunciando que o primo do Edimilson estava na porta, tocando a campainha... TOCANDO A CAMPAINHA???
Em primeiro lugar: você acha que o primo do Edimilson ia TOCAR A CAMPAINHA???
Em segundo lugar: você acha que o primo do Edimilson ia tocar a campainha e se ANUNCIAR?
Em terceiro lugar: o nosso vizinho se chamava Denilson...
Bom, a essa altura minha irmã já havia ligado para a polícia enquanto o pobre coitado encharcado continuava tocando a campainha de casa e gritando alguma coisa que realmente era difícil de entender com aquela chuva toda.
Por via das dúvidas ficamos esperando a polícia chegar, o que aconteceu em milésimos de segundos, pois todos queriam pegar o Edimilson!!
A joaninha estacionou na porta de casa enquanto olhávamos pela janela o sujeito ser agarrado por dois guardas fortemente armados... bom, só aí, quando a voz do suspeito realmente se elevou, conseguimos entender o que ele dizia:
- Me larga!!! Eu sou primo do DENILSON!!! - o vizinho!
A confusão estava formada... meus pais tiveram o maior trabalho pra desfazer o mal entendido com o coitado do Denilson e seu primo encharcado. O primo, não encontrando ninguém na casa do Denilson, bateu lá em casa e pediu abrigo da chuva... só isso! O que fez com que a surdez da minha irmã fosse valorizada por alguns meses após o episódio.
No momento a referida patologia encontra-se em total esquecimento, até o próximo fora romanesco, que esperamos ansiosamente para lembrarmos depois com ataques de riso.
domingo, 12 de julho de 2009
Prazo.
Ou o nome "anja da guarda" some do rol de colaboradores hoje, ou eu não escrevo mais. Caso opte pela segunda hipótese, saiba que estará a descumprir a promessa de exclusividade.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Agora a solução.
O Estado Democrático de Direito cuidará dos bons. Bastam algumas providências: o cumprimento das leis, a crença na punição, o fortalecimento das instituições, a certeza do ágil e justo funcionamento do Judiciário, a condenação dos corruptos, o dinheiro sobrando para ser aplicado na educação e na saúde... É fácil.
Sem saudades.
Não sintam falta da rainha que morte aos maus declarava.
Estava contaminado o governo, que hereditário e vitalício se revelava.
Fosse uma besta o seu filho, que irremediavelmente reinava,
Coitadinho dos bonzinhos: um a um ele matava.
Estava contaminado o governo, que hereditário e vitalício se revelava.
Fosse uma besta o seu filho, que irremediavelmente reinava,
Coitadinho dos bonzinhos: um a um ele matava.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Exclusividade prometida e não cumprida.
Quem é que escreve como Anja da Guarda? Ou eu sou a única colaboradora ou não escrevo mais.
Morte aos maus!
Morte aos maus!, bradava a rainha louca. Era impiedosa com os mal educados, os arrogantes, os que maltratavam os consumidores, os que estragavam o dia e a vida dos outros. Só se preocupava com o processo de conhecimento. Segura da autoria, a execução era imediata. Quando assistia ao mau comportamento ou, pior, era ela mesma a vítima, gritava no ato a sentença irrecorrível. Seus guardas, fiéis, executavam a pena. Brigavam até para fazê-lo. Era, a monarca, amada pelos seus súditos. O reino era harmonioso; o convívio, exemplar. Defeitos todos temos, pensava a rainha, mas há aqueles insuportáveis. Os assassinos, os estupradores, os que maltratavam os animais, os que agrediam as crianças, os arrogantes, os maus alunos que atribuíam aos bons professores o seu mau aproveitamento, os que ignoravam e riam do consumidor que cumpria com as suas obrigações e não recebia em troca o prometido não tinham futuro naquele lugar. Admitia a rainha os defeitos toleráveis. Não punia os impacientes (era ela própria uma sofredora desse mal), nem os feios, nem os mal cuidados. O Estado Democrático de Direito, em que é exercido o poder pelo povo, ainda que através de seus representantes, todos sob o comando das leis, salvou os estúpidos. A justiça é mais lenta, a pena capital foi extinta. Quem salvará os bons?
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