Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
quarta-feira, 3 de março de 2010
DIFÍCIL
E na maioria das vezes não entendo. Acabo elaborando outra interpretação para aquilo tudo que está escrito e fica o dito pelo não dito.
O estado de espírito influencia a objetividade dos textos né?!
Eu tento sempre ser muito objetiva, dizendo exatamente o que penso na hora que escrevo. Porém, alguns meses depois, leio tudo aquilo e tudo aquilo me diz coisas completamente diferentes do que eu estava pensando na ocasião da escrita original, gerando uma subjetividade absurda.
Deduzo então que: ninguém entende o que eu falo!
Se nem eu mesmo entendo o que era perfeitamente entendível quando eu estava falando da primeira vez, deduzo que as pessoas interpretam livremente e sem objetividade alguma o que estou dizendo agora, em tempo real.
Complicado né!?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A CULPA É SEMPRE MINHA
Esse apêndice é só para lançar uma verdade incontestável: "a culpa é sempre minha!"
Sou culpada por honestidade, lealdade, imaturidade e mais um tanto de "defeitos" que todo mundo tem. Mas na minha pele tudo faz com que eu tenha muito mais... CULPA!
Se eu pago adiantado por um serviço eu sou culpada de honestidade. Os porras não vêm de jeito nenhum pra consertar as merdas que eles fizeram e que estão na "garantia". E quem é a culpada???
Acertaram: EU! EUZINHA! - que paguei por todo o serviço na data correta e com cheques cheios de fundos. Nesse caso, a alegação é de que eu não deveria ter pago. Isso criaria um vínculo com os porras que para receber o acerto, gerariam uma probabilidade maior de eu ter a minha garantia, vinculada obviamente à uma enorme chance de ter também meu nome num processo judicial como devedora - ou coisa parecida que exista.
Lição número 1: "não seja certinho!"
Outra coisa: quando você vai prestar serviço na casa de alguém você deliberadamente entra na garagem e estaciona o carro na vaga do patrão???
Pois é, por duas vezes encontrei carros de prestadores na minha vaga do prédio e fui... CULPADA! Culpada por reclamar e mandar os cavalheiros/damas em questão estacionarem seus carros na rua!!???
A culpa nesse caso provem do fato de que reclamando eu poderia provocar a ira deste gentleman que num ato de fúria provocaria um dano de difícil reparo no meu imóvel!!???
Lição número 2: "tenha medo! - se você encontrar o carro do seu empregado na sua vaga, não reclame! procure uma vaga na rua ou pague para parar seu carro no estacionamento ao lado da sua casa" - é mais seguro assim.
Recentemente gastei uma pequena fortuna para receber um serviço de décima categoria, que teve de ser em grande parte refeito e mesmo assim ficou meia boca. Sabe o que aconteceu quando eu comecei a reclamar? A administradora do serviço ficou "brava" comigo!!??? E começou a me destratar!!??? Aí eu pergunto: não deveria ser o contrário? Não há aí uma inversão de papéis? Mas a culpa é... MINHA! Nesse caso, a alegação é de que eu "não sei falar direito com as pessoas, mesmo estando coberta de razão".
Lição número 3: "não fale com as pessoas".
Então, dentre várias outras lições concluo que viramos reféns. Se você for um ladrão, um estelionatário, uma pessoa que não cumpre com seus compromissos, pode ficar tranquilo. Mas se gostar das coisas bem feitas, tá perdido! Somos reféns da incompetência e da escória humana.
E... só pra vocês não esquecerem, a lição mais valiosa: NÃO FALE COM AS PESSOAS!
sábado, 16 de janeiro de 2010
MAMOGRAFIA
Conversando com uma amiga na hora do almoço, chegamos a fantástica conclusão de que é muito menos inoportuno ter uma próstata do que dois peitos e um sistema reprodutor feminino, para não usar palavras que possam ferir os vossos ouvidos.
Imagina a mulher indo fazer seus exames de rotina. Ela acorda toda feliz, chega ao laboratório - ainda feliz! isso é importante - e entrega os pedidos médicos em sânscrito solicitando que enfiem tubos, tirem o seu sangue e espremam seus peitos num compressor radioativo. E ela vai feliz fazer os exames!
De repente chamam seu nome, a colocam numa sala, mandam que tire a roupa e uma enfermeira coloca seus peitos, um de cada vez, num rolo compressor. Como se não bastasse isso, manda que ela páre de respirar, e dispara uma carga de elementos radioativos até ela ficar azul de hipoxemia. Quando finalmente ela é liberada para respirar e consegue se sentar em uma cadeira - milagrosamente ainda com os peitos (os dois!) - a assistente técnica entra novamente na sala e ao invés de falar "pode se vestir", solta: "infelizmente o exame saiu tremido e teremos que repetir". Isso dito a enfermeira pega os seus peitos - um de cada vez, de novo! - e com o seu tórax seguindo logo atrás do peito agarrado, a mulher paciente assiste - novamente! - com lágrimas nos olhos, ao torno mecânico sendo acionado sobre cada um dos seus tristes peitos.
Será que com peitos falsos de silicone dói menos?
Perto disso tudo, e ainda nem falei sobre o ultrassom transvaginal e a colposcopia!, me pergunto novamente: POR QUE OS HOMENS RECLAMAM TANTO?
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
AGRADECIMENTO
Obrigada!
A Diretoria.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Dona Morte.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
INÉDITO
É quase impossível que tudo o que pensamos, cantamos ou filosofamos já não tenha sido dito por alguém.
Pô, a escala musical só tem 7 notas! Será que ao longo dos anos todas as sequências melódicas já não foram exploradas? Será o plágio intencional (me refiro aqui às coincidências ocasionais)? Até o Noel Rosa recompôs o Hino Nacional. Quando descobriu mudou um pouquinho aqui e ali e saiu "Com Que Roupa"... e isso naquela época!
E é quase que emocionante o fato dessas pessoas - essas que já disseram tudo - terem vivido há muito, muito mesmo, tempo atrás. Exceção feita às piadinhas familiares, criadas nesse caso a toda hora ao redor da mesa de jantar. Mesmo assim, tenho certeza de que a grande maioria dessas tiradas são genéticas.
A falta forçada de originalidade é irritante. Mais ainda quando a gente acha que tá em pleno processo de criação.
Portanto, venho por meio desta comunicar que tenho idéias extraordinárias... só que nasci meio tarde.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A VODKA - by Mr. Incrível
A Vodka tem sido objeto de adoração desde a idade média. Entre as polonesas, russas, francesas e finlandesas este fabuloso líquido norteia as mais diversas idéias oriundas de festas e eventos sociais. Mágoas, golpes militares, tristezas, alegrias e as mais fabulosas histórias são contadas regadas com este líquido mágico.
Seguindo ainda neste caminho, após a cereja, desistimos das infusões e continuamos numa russa, purinha, purinha, cremosa, quase congelada. A esta altura, já havia três tias e várias sogras (desgraça pouca é bobagem) e todas falavam em me casar com um senhor viúvo de 68 anos. Sendo assim, me retirei do recinto morrendo de medo das idéias que surgiam a cada trago.
Concluindo, vodka, tias e sogras não combinam, se beber uma evite beber as demais!!!!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
CONSIDERAÇÕES SOBRE A GENÉTICA
A multiplicidade de combinações possíveis gera uma gama infindável de genótipos que ainda podem ser variados depois de prontos, com a criação de uma imensa quantidade de fenótipos.
Apesar das muitas combinações possíveis não posso deixar de notar a mesquinha tendência do ser humano a se agrupar em pequenas formações semelhantes, adotando fenótipos semelhantes e comportamentos semelhantes, tirando toda a graça inerente à capacidade genética de combinações.
Pra que tanta combinação se os caras vão se agrupar?
E os que não se agruparem provavelmente serão considerados fora do padrão estético, com grandes chances de serem colocados à margem da sociedade...
A tendência natural à união em grupos estruturados, com semelhança entre os participantes, faz com que a evolução genética e a multiplicidade maravilhosa de combinações perca um pouco a graça.
Por isso lanço aqui uma campanha de voltarmos a ser quem somos, de não obedecermos a padrões estéticos - e não estou aqui defendendo o meu ganho de massa corpórea! tem gosto pra tudo... NÉÉÉ???
Acho que o mundo se beneficiaria com uma variedade maior de pessoas não grupalizadas... pelo menos ia ser muito mais divertido!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
10 MINUTOS DE TV
Ficamos... quem? Eu e as minhas personalidades ocultas ou eu e todas as dead people que eu vejo... ou também eu e quem vocês queiram imaginar que sejam os outros.
Não há nada mais irritante do que usar o plural para nos referirmos a nós mesmos.
Na verdade, há: o gerúndio! Ah, o gerúndio... o próprio nome é chato: GERÚNDIO. Acho que eu nunca seria amiga de alguém chamado Gerúndio. Imagina o cara te ligando "oieeeee! é o Gerúndio!". O "oieeeee" característico das pessoas chatas com a voz inconfundível e que insistem em se identificar fazendo com que seja impossível você desligar ou simular um 'engano'. A voz inconfundível do Gerúndio - desnecessária a identificação! - já chega se identificando pra honrar o nome, bancando o simpático, inviabilizando uma derrota telefônica. Como seria bom, como me daria prazer um desligasso agudo, com direito a porrada na base do telefone e tudo. Mas o Gerúndio não deixa... ele é esperto... o puto simpático.
Outra coisa terrivelmente irritante é chegar em casa depois do dia todo no trânsito-trabalho e ligar a televisão. Dez minutos... só DEZ minutos bastam para tirar a paciência de qualquer um.
As propagandas são cada vez piores. Difícil encontrar uma propaganda que te faz cantar a musiquinha depois - como antigamente, que te faz sorrir, que te faz parecer inteligente porque comprou.
Pra que??? Pra que faculdade de Publicidade se hoje em dia você liga a tv e tem lá um cara com os olhos arregalados dizendo "VOCÊ NÃO PODE PERDERRRRRRRRR" + "qualquer coisa"... os caras pensam que a gente é idiota! Se é propaganda pra pobre tem lá um cara com os olhão esbugalhados, parecendo um hipertireoideo sem compensação hormonal, todo agitado, dizendo "VOCÊ NÃO PODE PERDERRRRRRRRR".
Se é propaganda pra rico tem lá um hipertireoideo vestido de almofadinha, dizendo a mesma coisa de uma merrequinha que deve custar apenas... CINCO MIL REAIS!!!
"VOCÊ NÃO PODE PERDERRRRRRRRR".
Pô, os caras pensam que a gente É mesmo idiota. Não é possível pensarem outra coisa.
Depois de um bombardeio de baixa publicidade, vem a novela. Ahh... a novela. Pelo menos um momento de prazer, de romance, de desligamento da rotina, de historinha boba que não precisa pensar... coisa reconhecidamente pra idiotas, mas pelo menos aí a gente assiste ciente disso. Só dá um pouquinho de raiva quando eles filmam no exterior - a bola da vez é o deserto da Jordânia - e com uma música que sugere um assassinato de camelos em massa, repetem infinitamente as mesmas cenas pra encher linguiça. Os caras já voltaram da Jordânia mas metade do capítulo é destinado a lembranças do deserto, sem nem sequer se darem ao trabalho de mudar a edição das cenas. É bonito sabe? Mas se continuarem insistindo nessa música dramática, de quem matou um camelo e foi ao cinema, é capaz de eles fazerem os personagem retornarem à Jordânia pro Julgamento Final.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
SERVE...
E olha que se o cara não for um verdadeiro chato, a falta de entusiasmo provavelmente denuncia um elevado nível de inteligência.
Venho notando na minha família que o "desentusiasmo" se acentua com o aumento do nível de conhecimento.
Meu pai por exemplo é uma pessoa feliz, de bem com a vida, engraçado, simpático e agregador. Mesmo com todas essas características carismáticas, meu pai não é uma pessoa que se entusiasma facilmente. Para despertar o entusiasmo do meu pai, a coisa precisa ser realmente boa, precisa valer muito a pena. Ele não ri a toa, a piada precisa ser refinada! E dificilmente usa palavrões para se expressar - não precisa disso. Ele não lê bobagens, não se dá ao trabalho de dirigir a sua atenção às coisas desinteressantes do mundo, da vida.
Meu pai tenta até hoje me ensinar a canalizar a energia para as coisas que valem a pena, sejam elas boas ou problemas a resolver. Se o problema não vale a pena ele nem se dá ao trabalho.
E eu tento desesperadamente aprender tudo isso para economizar minhas boas energias, tanto para rir, como para chorar! Acho realmente que esse conhecimento só me virá - se algum dia vier... - quando eu atingir um grau elevado de desenvolvimento.
Minha irmã por exemplo, já conseguiu muito mais do que eu. O seu senso de humor é refinadíssimo, ela não se impressiona facilmente, e consegue realmente pensar antes de emitir uma opinião. Ela é justa como meu pai. E refinadamente engraçada como meu pai! Às vezes damos gargalhadas apenas com uma troca de olhares, uma já sabendo o que a outra está pensando.
Cada vez menos as pessoas entendem sarcasmos e ironias sem serem grosseiras. O senso de humor geral está cada vez mais vulgar. E cada vez mais... chato!
Talvez seja por essa massificação que a minha família desenvolveu essa falta de entusiasmo crônica. Para dirigirmos nossa atenção, a coisa tem que realmente valer a pena. Meu avô, que nunca ria de nada gratuitamente e nem prestava atenção no que não valia a pena, já na sua época, quando alguém lhe fazia uma exposição e perguntava sua opinião, ele invariavelmente respondia: "serve!".
terça-feira, 6 de outubro de 2009
ACHEI UMA PESSOA PURA
Assistindo à um balé antigo, com Margot Fontaine, Nureyev e um corpo de baile belíssimo, subitamente visualizo em um número os vilões da trama. Bailarinos de primeira categoria, com técnica impecável, cujos nomes hoje significam muito pouco para nós leigos.
O fato é que esses vilões entraram mascarados, com umas máscaras que cobriam inteiramente suas faces - tipo halloween sabe? (lembra aquela máscara de king kong da nossa infância?). Agora imagina você qual o sujeito hoje em dia que se encontra completamente despojado da necessidade de aparecer? Nem que seja nos agradecimentos! OS CARAS AGRADECERAM DE MÁSCARA! Aí eu pensei: são ícones, verdadeiros ícones! Gravam um balé importantíssimo, assistido até hoje pela humanindade, propagado entre gerações e... anônimos! Não é o máximo? Os caras estão num espetáculo pra que? Pra aparecer obviamente! Mas a gente assiste e re-assiste e continua não sabendo como ou com quem eles se parecem.
Hoje em dia, artistas anônimos como esses a gente só vê dentro do Mickey na Disneylândia. Ainda assim periga do cara acabar o turno e vir se gabar de que era ele dentro do bonecão.
Achei o máximo!
NÃO QUERO SABER
Tudo bem que a curiosidade move montanhas e regra descobertas, mas quando eu páro para pensar em quanto tempo da minha vida eu perdi - sem absolutamente nada agregar ao meu parco conhecimento - por causa da curiosidade... Outro dia estava no trabalho quando me dei conta disso. Agora realmente acredito que o auto-controle da curiosidade é extremamente benéfico. E qualquer melhora de vida nessas alturas já tá sendo recebida com balãozinho e língua de sogra.
"A curiosidade matou o gato" é um dos melhores chavões que eu conheço. Matou de tédio! De desgosto!! Matou provavelmente porque o gato era civilizado e teve um infarto antes de externar seu descontentamento e pular no pescoço de um chato.
Vou explicar...
Há uma probabilidade gigantesca de balões e línguas de sogra no momento em que nos damos conta de que não vale a pena perguntar. As pessoas são traiçoeiras, contam as coisas instigando nosso defeito genético mais primitivo que é a curiosidade. Quantas vezes não sentimos a total necessidade de perguntar "por que?" ou "onde?" ou pior ainda: "COMO???"
A essas pequenas palavrinhas inquisitórias segue-se quase sempre uma ladainha interminável, sonífera, abominavelmente chata, a que somos obrigados a aguentar zelando pela boa e pacífica convivência em sociedade.
Já pensou em sair gritando frente a histórias desinteressantes e intermináveis geradas por uma minúscula palavra de quatro (QUATRO!!) letras? Já pensou em arrancar todos os cabelos fio a fio do narrador a sua frente? Já pensou em dizer "CHEEEEEEEEGGGGAAAAAAAAAA!!!!!!" sem poder fazê-lo por causa do que chamamos bons costumes?
Pô, bom costume é saber que essas perguntas são pro forma! É saber que essas perguntas "como, onde, quando, etc." são retóricas! Bom costume é ter bom senso. E ninguém tem! NINGUÉM!!
A curiosidade custa muito caro. Custa tempo!