Por algum motivo que não sei explicar, atendentes e garçons de um modo geral tem a capacidade de fixar a última palavra do nosso pedido. E devido à essa maravilhosa capacidade descobri que é melhor a gente nunca falar o que não queremos no nosso sanduíche ou na nossa bebida.
Se você quiser um suco sem gelo, não fale nada. Com um pouco de sorte eles podem esquecer de colocar pedras de gelo no seu suco. Agora... se você falar que não quer gelo, essa palavrinha gelo provavelmente vai ficar incendiando a mente do garçom e piscando como se fosse um letreiro luminoso vai chegar à cozinha, e a única coisa que o cara vai lembrar quando pegar o seu suco será colocar as benditas pedrinhas de gelo para sua total satisfação e conforto. E ai de você se reclamar. Pedir pra tirar nem pensar!
Quer outro exemplo? Experimenta pedir um sanduíche SEM provolone. O provolone vai brilhar piscando e faiscando sobre cada passada cerebral da memória do seu pedido e aposto! você vai comer o melhor sanduíche de provolone jamais servido naquele moquifo.
Portanto, ao fazer o pedido, nunca revele o que não te apetece. Com um pouco de sorte eles esquecem de colocar a pimenta.
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
ANGELOLOGIA
O que há de comum entre os povos?
Já repararam que entre as civilizações encontradas e relatadas existe em comum o fato de acreditarem em uma instituição superior? Em qualquer povo que se preze há um ou vários Deus ou deuses. Aposto que se hoje encontrarem uma tribo perdida no meio da selva amazônica, eles vão ter alguma espécia de crença em entidades espirituais. O mesmo para maias, incas e astecas, e todo mundo.
Os espíritos, deuses ou como queiram chamar, podem assumir diversas formas, mas sempre estão presentes como entidades que servem para explicar o inexplicável. Respeito os ateus e em certo aspecto posso me considerar em parte pertencente a este grupo, mas admito que a religião ainda é necessária dentro das comunidades. Ela responde perguntas sem respostas, cala os medos e serve para colocar certa ordem dentro da comunidade, sendo as entidades frequentemente observadas como supremas e punitivas.
Não sou nenhuma estudiosa do assunto, mas observando a história constato como era frequente a comunicação entre Deus ou deuses ou até mesmo anjos com a raça humana no início da criação. Hoje em dia é muito mais difícil de acreditar que alguém viu um anjo, principalmente porque para prová-lo, o mortal teria que passar por diversos testes de sanidade mental.
Onde eu quero chegar?... Repito que não sou estudiosa e que esta teoria pode muito bem já ter sido descrita em algum momento, mas por que não aventar a hipótese de que os anjos ou os deuses ou qualquer uma destas entidades espirituais, possam ser criaturas superiores, talvez até de outros mundos, que em algum momento de nosso desenvolvimento como humanos entraram em contato conosco para orientar-nos no sentido de nosso desenvolvimento como espécie?
Talvez este planeta seja uma grande placa de ágar onde outras espécies fazem experiências de criação. Teoria de microcosmo? Sei lá... E pode muito bem ser possível que durante as experiências iniciais alguns "cientistas" vieram aqui pessoalmente para conversar com a nova raça ou para dar certa ordem ao caos que estava se formando ou para orientar determinados tipos de comportamento. As figuras dos profetas, com suas longas barbas ou dos anjos como originalmente descritos, com várias cabeças, poderiam se referir a outros seres, de outros planetas onde as formas de vida são desconhecidas por nós. Os anjos caídos como descritos nas escrituras podem também referir-se a seres banidos em nosso planeta, criaturas isoladas numa cominudade em formação como forma de penitência. E como por aqui se encontravam, por aqui sobreviveram, procriaram mistos com a raça humana e determinaram regras, modos de vida, punições, maldades ou bondades...
Se algumas coisa foi descrita, então é porque alguma coisa aconteceu. Se houveram descrições de visitas e conversas com entidades superiores em tempos ancestrais, é porque realmente houve algo. E por que não acreditar que antigamente outras espécies, talvez aqueles que nos colocaram aqui, estiveram aqui para nos observar e orientar, e utilizar este planeta para excretar suas personas non gratas na forma de "anjos caídos" tal qual os conhecemos?
A megalomania humana por vezes nos faz crer que estamos sozinhos no universo. Quanta besteira.
E por que ninguém mais conversa com anjos ou Deus ou deuses como se fazia antigamente? Talvez porque a experiência na "placa de ágar" tenha atingido um nível tal de auto-suficiência que tenha perdido o interesse, ou que esteja caminhando sozinha não necessitando de interferência externa mas somente de uma observação esporádica.
Já repararam que entre as civilizações encontradas e relatadas existe em comum o fato de acreditarem em uma instituição superior? Em qualquer povo que se preze há um ou vários Deus ou deuses. Aposto que se hoje encontrarem uma tribo perdida no meio da selva amazônica, eles vão ter alguma espécia de crença em entidades espirituais. O mesmo para maias, incas e astecas, e todo mundo.
Os espíritos, deuses ou como queiram chamar, podem assumir diversas formas, mas sempre estão presentes como entidades que servem para explicar o inexplicável. Respeito os ateus e em certo aspecto posso me considerar em parte pertencente a este grupo, mas admito que a religião ainda é necessária dentro das comunidades. Ela responde perguntas sem respostas, cala os medos e serve para colocar certa ordem dentro da comunidade, sendo as entidades frequentemente observadas como supremas e punitivas.
Não sou nenhuma estudiosa do assunto, mas observando a história constato como era frequente a comunicação entre Deus ou deuses ou até mesmo anjos com a raça humana no início da criação. Hoje em dia é muito mais difícil de acreditar que alguém viu um anjo, principalmente porque para prová-lo, o mortal teria que passar por diversos testes de sanidade mental.
Onde eu quero chegar?... Repito que não sou estudiosa e que esta teoria pode muito bem já ter sido descrita em algum momento, mas por que não aventar a hipótese de que os anjos ou os deuses ou qualquer uma destas entidades espirituais, possam ser criaturas superiores, talvez até de outros mundos, que em algum momento de nosso desenvolvimento como humanos entraram em contato conosco para orientar-nos no sentido de nosso desenvolvimento como espécie?
Talvez este planeta seja uma grande placa de ágar onde outras espécies fazem experiências de criação. Teoria de microcosmo? Sei lá... E pode muito bem ser possível que durante as experiências iniciais alguns "cientistas" vieram aqui pessoalmente para conversar com a nova raça ou para dar certa ordem ao caos que estava se formando ou para orientar determinados tipos de comportamento. As figuras dos profetas, com suas longas barbas ou dos anjos como originalmente descritos, com várias cabeças, poderiam se referir a outros seres, de outros planetas onde as formas de vida são desconhecidas por nós. Os anjos caídos como descritos nas escrituras podem também referir-se a seres banidos em nosso planeta, criaturas isoladas numa cominudade em formação como forma de penitência. E como por aqui se encontravam, por aqui sobreviveram, procriaram mistos com a raça humana e determinaram regras, modos de vida, punições, maldades ou bondades...
Se algumas coisa foi descrita, então é porque alguma coisa aconteceu. Se houveram descrições de visitas e conversas com entidades superiores em tempos ancestrais, é porque realmente houve algo. E por que não acreditar que antigamente outras espécies, talvez aqueles que nos colocaram aqui, estiveram aqui para nos observar e orientar, e utilizar este planeta para excretar suas personas non gratas na forma de "anjos caídos" tal qual os conhecemos?
A megalomania humana por vezes nos faz crer que estamos sozinhos no universo. Quanta besteira.
E por que ninguém mais conversa com anjos ou Deus ou deuses como se fazia antigamente? Talvez porque a experiência na "placa de ágar" tenha atingido um nível tal de auto-suficiência que tenha perdido o interesse, ou que esteja caminhando sozinha não necessitando de interferência externa mas somente de uma observação esporádica.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
MINHA IRMÃ SALVOU UM BICHO
Estávamos no carro quando percebemos o pequeno inseto.
Sempre fui a favor de não matar qualquer tipo de bicho. Salvo insetos e os devolvo à natureza, até mesmo aqueles que entram por engano na nossa casa, desviando-se de seus cursos naturais.
Tenho pena de qualquer bichinho. Só mato aqueles que nos fazem mal como por exemplo os pernilongos. Este texto pode parecer ingênuo, mas considero sério o fato de vivermos no lugar dos bichos, desmatando a natureza e destruindo seus habitats naturais, fazendo com que as espécies fiquem desorientadas e entrem em conflito conosco, sendo frequentemente exterminadas por nós.
Pois bem, percebemos dentro do carro o pequeno inseto. Minha irmã, comovida, logo tratou de armar um esquema para pegar o bicho. O objetivo era devolvê-lo à natureza. E deu trabalho. Ela cercou o inseto, tentou agarrá-lo, tomou cuidado com as asinhas, e depois de uns 40 minutos finalmente conseguiu segurá-lo com muita leveza para que nada de ruim ocorresse ao bichinho. Aí, tudo acontecendo muito rápido, antes que eu pudesse fornecer qualquer tipo de instrução, num golpe súbito de um lampejo de idéia, brilhantemente arquitetada - a idéia! - mais rápido do que o meu pensamento ou a minha fala, minha irmã abriu a janela e "libertou" o bicho!
Não fosse pelo fato de o carro estar a 120 Km/h, o ato teria sido belíssimo! Louvável!
O que vale é realmente a intenção.
Sempre fui a favor de não matar qualquer tipo de bicho. Salvo insetos e os devolvo à natureza, até mesmo aqueles que entram por engano na nossa casa, desviando-se de seus cursos naturais.
Tenho pena de qualquer bichinho. Só mato aqueles que nos fazem mal como por exemplo os pernilongos. Este texto pode parecer ingênuo, mas considero sério o fato de vivermos no lugar dos bichos, desmatando a natureza e destruindo seus habitats naturais, fazendo com que as espécies fiquem desorientadas e entrem em conflito conosco, sendo frequentemente exterminadas por nós.
Pois bem, percebemos dentro do carro o pequeno inseto. Minha irmã, comovida, logo tratou de armar um esquema para pegar o bicho. O objetivo era devolvê-lo à natureza. E deu trabalho. Ela cercou o inseto, tentou agarrá-lo, tomou cuidado com as asinhas, e depois de uns 40 minutos finalmente conseguiu segurá-lo com muita leveza para que nada de ruim ocorresse ao bichinho. Aí, tudo acontecendo muito rápido, antes que eu pudesse fornecer qualquer tipo de instrução, num golpe súbito de um lampejo de idéia, brilhantemente arquitetada - a idéia! - mais rápido do que o meu pensamento ou a minha fala, minha irmã abriu a janela e "libertou" o bicho!
Não fosse pelo fato de o carro estar a 120 Km/h, o ato teria sido belíssimo! Louvável!
O que vale é realmente a intenção.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
EU NÃO APRECIO
Não aprecio pessoas rabugentas.
(Obs: desde que meu pai me convenceu de que "odeio" é uma palavra deveras forte, tenho usado o "não aprecio", deixando o odeio para as verdadeiras porras às quais não seria possível usar outra definição).
Pois bem... Não posso deixar ressaltar a ogeriza que sinto ao me deparar com pessoas que se transformam no que tentam mediocremente fazer para chamar atenção. Como exemplo, vou recolocar o que havia falado anteriormente onde faço uma referência com louvor ao genial Carlos Queiroz Telles (ver http://depoiseagora.blogspot.com/2010/04/manual-do-cara-de-pau.html). Hoje estive pensando nos novos artistas, mas de uma forma geral devo ter pensado nos artistas medíocres sejam eles novos ou velhos. Pessoas que se transformam na profissão através de jargões utilizados globalmente pelos "wanna be", que almejam uma projeção dentro do doentio mercado midático propagandeando seus inexistentes dotes à qualquer - com muita ênfase: qualquer!!! - preço.
Putz, deu pra entender?
O que quero dizer é que não aprecio gente medíocre tentando aparecer à qualquer custo. E do jeito que a mídia invade hoje em dia, a gente é obrigado a conviver com isso.
Sendo assim, só posso fazer uma recomendação: VIVA A AUDIÇÃO SELETIVA!!!
(Obs: desde que meu pai me convenceu de que "odeio" é uma palavra deveras forte, tenho usado o "não aprecio", deixando o odeio para as verdadeiras porras às quais não seria possível usar outra definição).
Pois bem... Não posso deixar ressaltar a ogeriza que sinto ao me deparar com pessoas que se transformam no que tentam mediocremente fazer para chamar atenção. Como exemplo, vou recolocar o que havia falado anteriormente onde faço uma referência com louvor ao genial Carlos Queiroz Telles (ver http://depoiseagora.blogspot.com/2010/04/manual-do-cara-de-pau.html). Hoje estive pensando nos novos artistas, mas de uma forma geral devo ter pensado nos artistas medíocres sejam eles novos ou velhos. Pessoas que se transformam na profissão através de jargões utilizados globalmente pelos "wanna be", que almejam uma projeção dentro do doentio mercado midático propagandeando seus inexistentes dotes à qualquer - com muita ênfase: qualquer!!! - preço.
Putz, deu pra entender?
O que quero dizer é que não aprecio gente medíocre tentando aparecer à qualquer custo. E do jeito que a mídia invade hoje em dia, a gente é obrigado a conviver com isso.
Sendo assim, só posso fazer uma recomendação: VIVA A AUDIÇÃO SELETIVA!!!
sábado, 27 de novembro de 2010
ATUALIZANDO PRÁTICAS CULTURAIS
Como no mundo digital, o mundo real tem de ser atualizado de vez em quando.
Com uma frequência incrível porém terrivelmente lentificada observamos as transformações sócio-culturais do nosso mundo real através dos tempos, não com uma certa vontade de ditar regras que pareceram esquecidas num processo de atualização de certa forma irresponsável.
Alguns atrasos foram certamente esquecidos enquando outros tem o péssimo hábito de se fazerem frequentemente lembrados às custas de não esquecermos certas tradições "culturais".
Ontem assisti na tv um programa que falava sobre medicina chinesa e doma bárbara de cavalos por certos povos na China que insistem em mater suas tradições culturais acessas, como se hoje em dia não houvesse outras formas de sacrificar um animal para consumo próprio ou outras formas de se domar um animal sem envolver a violência bárbara empregada há algumas centenas de anos.
Já que não podemos esquecer a medicina chinesa e o modo bárbaro como os praticantes desta ciência milenar obtém alguns medicamentos, como por exemplo extratos de origem animal, bem como os ignorantes que os consomem... por que não ressucitar a guilhotina? ou o enforcamento em praça pública?
São também expoentes culturais que caíram em desuso, mas que podem muito bem representar a cultura de um povo em determinado momento histórico, bem como a doma bárbara de cavalos ainda praticada por habitantes nômades da mongólia.
Resgatar o passado para incrementar e abastecer o futuro é notável, mas manter práticas ancestrais às custas de não perder ritos e tradições bárbaras e absurdas (e inúteis) é de uma ignorância sem igual, infelizmente com precedentes.
Aproveito para incluir aqui as ridículas manifestações de afeto adolescente, tradicionais e baratas, românticas e... ridículas. O romantismo acabou, veio o realismo e a época contemporânea onde após a adolescência não sobra espaço nem paciência e nem tolerância adulta que suporte qualquer tipo de manifestação imbecil elevando sentimentos torpes e superficiais que com certeza acabarão antes que possamos contabilizar os dias de glória.
Vamos atualizar e levar apenas as coisas boas. Que caiam em desuso e no esquecimento global tudo que leva ao empobrecimento da alma. Vestimentas de época e práticas ancestrais obsoletas devem ser lembradas sim, mas em filmes e obras literárias. Talvez num teatrinho quem sabe... deixa o vento levar.
Com uma frequência incrível porém terrivelmente lentificada observamos as transformações sócio-culturais do nosso mundo real através dos tempos, não com uma certa vontade de ditar regras que pareceram esquecidas num processo de atualização de certa forma irresponsável.
Alguns atrasos foram certamente esquecidos enquando outros tem o péssimo hábito de se fazerem frequentemente lembrados às custas de não esquecermos certas tradições "culturais".
Ontem assisti na tv um programa que falava sobre medicina chinesa e doma bárbara de cavalos por certos povos na China que insistem em mater suas tradições culturais acessas, como se hoje em dia não houvesse outras formas de sacrificar um animal para consumo próprio ou outras formas de se domar um animal sem envolver a violência bárbara empregada há algumas centenas de anos.
Já que não podemos esquecer a medicina chinesa e o modo bárbaro como os praticantes desta ciência milenar obtém alguns medicamentos, como por exemplo extratos de origem animal, bem como os ignorantes que os consomem... por que não ressucitar a guilhotina? ou o enforcamento em praça pública?
São também expoentes culturais que caíram em desuso, mas que podem muito bem representar a cultura de um povo em determinado momento histórico, bem como a doma bárbara de cavalos ainda praticada por habitantes nômades da mongólia.
Resgatar o passado para incrementar e abastecer o futuro é notável, mas manter práticas ancestrais às custas de não perder ritos e tradições bárbaras e absurdas (e inúteis) é de uma ignorância sem igual, infelizmente com precedentes.
Aproveito para incluir aqui as ridículas manifestações de afeto adolescente, tradicionais e baratas, românticas e... ridículas. O romantismo acabou, veio o realismo e a época contemporânea onde após a adolescência não sobra espaço nem paciência e nem tolerância adulta que suporte qualquer tipo de manifestação imbecil elevando sentimentos torpes e superficiais que com certeza acabarão antes que possamos contabilizar os dias de glória.
Vamos atualizar e levar apenas as coisas boas. Que caiam em desuso e no esquecimento global tudo que leva ao empobrecimento da alma. Vestimentas de época e práticas ancestrais obsoletas devem ser lembradas sim, mas em filmes e obras literárias. Talvez num teatrinho quem sabe... deixa o vento levar.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
MUDAR DE IDÉIA
Mudar de idéia é tão velho quanto a história da humanidade.
Todo mundo pelo menos algumas centenas de vezes na vida já mudou de idéia.
Mudar de idéia é básico. Até Deus mudou de idéia por diversas vezes no processo de criação.
E o mundo criado pelos que gostam de mudar de idéia? Aposto que você nunca pensou nisso, mas a marcha ré foi inventada por essas pessoas... em todos os sentidos!
Imagina a quantidade de dinheiro perdida pelos que mudam de idéia? Estes claramente se baseiam na idéia primordial de que há solução para tudo nessa vida. Já ouviu isso? Pois é...
Imagina no meio de um filme ou de uma telenovela: você liga a televisão no dia seguinte para acompanhar o assassinato do seu personagem favorito, quando aparece todo o elenco em roupas de época, numa grande fazenda do início do século XX... Logo após uma mensagem do autordeflagra a tela: "caros telespectadores, até agora esta novela ambientava-se em época atual, com a internet e a computação gráfica à todo vapor. Pois bem, a partir de hoje, desconsiderem. Mudei de idéia". Então novamente a cena se abre com o elenco em produção de época e falando num português arcaico...
E no hospital então. Na sala de cirurgia: "enfermerira Fulana, me traga o baço de volta que agora resolvi extirpar o fígado!".
É... mudar de idéia pode às vezes dar um pouco de trabalho.
Todo mundo pelo menos algumas centenas de vezes na vida já mudou de idéia.
Mudar de idéia é básico. Até Deus mudou de idéia por diversas vezes no processo de criação.
E o mundo criado pelos que gostam de mudar de idéia? Aposto que você nunca pensou nisso, mas a marcha ré foi inventada por essas pessoas... em todos os sentidos!
Imagina a quantidade de dinheiro perdida pelos que mudam de idéia? Estes claramente se baseiam na idéia primordial de que há solução para tudo nessa vida. Já ouviu isso? Pois é...
Imagina no meio de um filme ou de uma telenovela: você liga a televisão no dia seguinte para acompanhar o assassinato do seu personagem favorito, quando aparece todo o elenco em roupas de época, numa grande fazenda do início do século XX... Logo após uma mensagem do autordeflagra a tela: "caros telespectadores, até agora esta novela ambientava-se em época atual, com a internet e a computação gráfica à todo vapor. Pois bem, a partir de hoje, desconsiderem. Mudei de idéia". Então novamente a cena se abre com o elenco em produção de época e falando num português arcaico...
E no hospital então. Na sala de cirurgia: "enfermerira Fulana, me traga o baço de volta que agora resolvi extirpar o fígado!".
É... mudar de idéia pode às vezes dar um pouco de trabalho.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
RUA AUGUSTA DOS SEM CARTEIRA - por Daniela Rosenthal
1! 2! 3!..Desci a rua Augusta a 120 por hooooora!!! ...Uhuuu! 7 points na cartinha e 500 paus de multa. Chora queridinho!
Botei a turma toda do passeio pra fora!...Uauuuu! Bonzão hein? 700 contos mais pobre, salvo se acertou algum motoboy, claro.
Larararara sem tocar na buzina, num lembro direito a letra massss, sem dúvida se naquela época tivesse a lei do psiu talvez esse louco adquiriria uns pontinhos com os "homis".
Parei a 4 dedos da vitrina, PUAAAATZ!!! Perdeu a carteira, barbeiro, BRAAAAÇÇÇOOOO!
Hi hi Jonny, hi hi Alfredo, quem é da nossa gangue não tem medo...O QUEEEEEEEEEE???
Aí espertinho...GANGUE???
FORMAçÃO de QUADRILHA!!!!
Perdeu, perdeu...
Botei a turma toda do passeio pra fora!...Uauuuu! Bonzão hein? 700 contos mais pobre, salvo se acertou algum motoboy, claro.
Larararara sem tocar na buzina, num lembro direito a letra massss, sem dúvida se naquela época tivesse a lei do psiu talvez esse louco adquiriria uns pontinhos com os "homis".
Parei a 4 dedos da vitrina, PUAAAATZ!!! Perdeu a carteira, barbeiro, BRAAAAÇÇÇOOOO!
Hi hi Jonny, hi hi Alfredo, quem é da nossa gangue não tem medo...O QUEEEEEEEEEE???
Aí espertinho...GANGUE???
FORMAçÃO de QUADRILHA!!!!
Perdeu, perdeu...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A ALMA DA PLANTA
O que acontece com a energia das coisas vivas quando elas morrem?
Tudo que é vivo envolve uma certa quantidade de energia para funcionar. Por exemplo os vegetais. Eles podem não se manifestar como nós, os animais. Podem ter códigos ocultos, restritos aos seus semelhantes, para comportamento, troca de conhecimentos culturais, gerais e profissionais. Podem não necessariamente falar ou gesticular, mas a atividade celular dos plantos (eu gosto de me referir aos vegetais no masculino, não me pergunte por que) microscopicamente falando, é frenética! como a nossa.
Então eu gostaria de saber por que ninguém comenta sobre a alma dos vegetais?
Se tudo que vive exige energia, e essa energia naturalmente se dissipa com a morte, e a energia que se dissipa invariavelmente chamamos de alma... o que acontece com a alma dos vegetais? E por que ninguém nunca se preocupou com isso?
Será que eles reencarnam?
O vegetal vai pro limbo? Se bem que eu também não acredito muito nessa história do limbo pros animais. Pô, se o animal é bom ele vai naturalmente para o céu. Tenho certeza disso! Nós somos todos animais e independente do modo como evoluimos, todas as espécies, acredito eu, tem direito ao céu.
Mas, e os vegetais? Qual seria o critério de céu e inferno? Como classificar as ervas daninhas neste turbilhão de almas verdes recém descobertas? Como se comunicar espiritualmente com almas de plantas falecidas?
Será que as plantas vêem gente morta? (vegetalmente falando, é claro).
Tudo que é vivo envolve uma certa quantidade de energia para funcionar. Por exemplo os vegetais. Eles podem não se manifestar como nós, os animais. Podem ter códigos ocultos, restritos aos seus semelhantes, para comportamento, troca de conhecimentos culturais, gerais e profissionais. Podem não necessariamente falar ou gesticular, mas a atividade celular dos plantos (eu gosto de me referir aos vegetais no masculino, não me pergunte por que) microscopicamente falando, é frenética! como a nossa.
Então eu gostaria de saber por que ninguém comenta sobre a alma dos vegetais?
Se tudo que vive exige energia, e essa energia naturalmente se dissipa com a morte, e a energia que se dissipa invariavelmente chamamos de alma... o que acontece com a alma dos vegetais? E por que ninguém nunca se preocupou com isso?
Será que eles reencarnam?
O vegetal vai pro limbo? Se bem que eu também não acredito muito nessa história do limbo pros animais. Pô, se o animal é bom ele vai naturalmente para o céu. Tenho certeza disso! Nós somos todos animais e independente do modo como evoluimos, todas as espécies, acredito eu, tem direito ao céu.
Mas, e os vegetais? Qual seria o critério de céu e inferno? Como classificar as ervas daninhas neste turbilhão de almas verdes recém descobertas? Como se comunicar espiritualmente com almas de plantas falecidas?
Será que as plantas vêem gente morta? (vegetalmente falando, é claro).
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
QUIMIO SHORT TAKES
Ela precisou fazer quimioterapia.
Depois do choque inicial e da impossibilidade de escolha, limpou a mente de pensamentos ruins e resolveu enfrentar o desafio.
Fez a primeira sessão. Sentiu-se mal por um ou dois dias e imediatamente retomou suas atividades esportivas. Saiu de casa, organizou uma recepção para a família, foi ao supermercado, enfim, sua vida voltou ao normal e num ritmo alucinante e acelerado, pois nada iria derrubá-la.
Voltou ao médico em 3 semanas apresentando ótimos níveis nos exames de rotina e dizendo que quimio nenhuma a derrubaria. O médico ouviu o quão bem ela estava encarando o desafio e ela notou uma pequena ruga, talvez de preocupação, em sua testa enquanto ele dizia "está tudo normal? hummm..." e fez então umas anotações em um papel entregando-lhe a seguir a prescrição para a segunda aplicação.
Três semanas após a 2a dose do pesado fármaco ela retorna para a avaliação médica. Ainda com uma ótima aparência! nem a queda de cabelos a derrubou. Ela comenta diante do estupefato médico que dessa vez havia demorado um pouco mais para retomar sua atividades. Ficou cerca de 5 dias acamada sentindo-se mal, mas depois deste período de reclusão retomou imediatamente suas atividades esportivas, praticando-as durante 2 a 3 horas diariamente. Dessa vez o médico apenas olhou-a franzindo ainda mais o cenho e rabiscou com fúria o seu pedaço de papel como que dizendo "ah é?!! então toma isso!!!", entregando-lhe a seguir a prescrição para a terceira dose. Ela só podia estar enganada, é claro que o médico estava apenas preocupado com seu bem estar...
Novamente 3 semanas se passaram e ela volta para a 4a dose. Dessa vez ela estava um pouco abatida. Revelou que ficou quase 10 dias sentindo-se um lixo e falou continuamente por quase 15 minutos sobre como se sentia por não mais conseguir praticar suas atividades esportivas. Ela estava arrasada, mas ainda inteira. Enquanto falava não pôde deixar de perceber o médico fazendo anotações. Desta vez ele estava leve, anotando com calma e escrita suave a sua próxima prescrição, e foi então que ela viu: no canto de sua boca, quase imperceptível um esboço de sorriso! Por via das dúvidas ela achou melhor não comentar sobre o pequeno mas já perceptível crescimento de seus cabelos. Afinal de contas o médico estava (e isso ela pôde afirmar, embora não tenha bem certeza dos reais motivos...): FELIZ!
Depois do choque inicial e da impossibilidade de escolha, limpou a mente de pensamentos ruins e resolveu enfrentar o desafio.
Fez a primeira sessão. Sentiu-se mal por um ou dois dias e imediatamente retomou suas atividades esportivas. Saiu de casa, organizou uma recepção para a família, foi ao supermercado, enfim, sua vida voltou ao normal e num ritmo alucinante e acelerado, pois nada iria derrubá-la.
Voltou ao médico em 3 semanas apresentando ótimos níveis nos exames de rotina e dizendo que quimio nenhuma a derrubaria. O médico ouviu o quão bem ela estava encarando o desafio e ela notou uma pequena ruga, talvez de preocupação, em sua testa enquanto ele dizia "está tudo normal? hummm..." e fez então umas anotações em um papel entregando-lhe a seguir a prescrição para a segunda aplicação.
Três semanas após a 2a dose do pesado fármaco ela retorna para a avaliação médica. Ainda com uma ótima aparência! nem a queda de cabelos a derrubou. Ela comenta diante do estupefato médico que dessa vez havia demorado um pouco mais para retomar sua atividades. Ficou cerca de 5 dias acamada sentindo-se mal, mas depois deste período de reclusão retomou imediatamente suas atividades esportivas, praticando-as durante 2 a 3 horas diariamente. Dessa vez o médico apenas olhou-a franzindo ainda mais o cenho e rabiscou com fúria o seu pedaço de papel como que dizendo "ah é?!! então toma isso!!!", entregando-lhe a seguir a prescrição para a terceira dose. Ela só podia estar enganada, é claro que o médico estava apenas preocupado com seu bem estar...
Novamente 3 semanas se passaram e ela volta para a 4a dose. Dessa vez ela estava um pouco abatida. Revelou que ficou quase 10 dias sentindo-se um lixo e falou continuamente por quase 15 minutos sobre como se sentia por não mais conseguir praticar suas atividades esportivas. Ela estava arrasada, mas ainda inteira. Enquanto falava não pôde deixar de perceber o médico fazendo anotações. Desta vez ele estava leve, anotando com calma e escrita suave a sua próxima prescrição, e foi então que ela viu: no canto de sua boca, quase imperceptível um esboço de sorriso! Por via das dúvidas ela achou melhor não comentar sobre o pequeno mas já perceptível crescimento de seus cabelos. Afinal de contas o médico estava (e isso ela pôde afirmar, embora não tenha bem certeza dos reais motivos...): FELIZ!
ÓPERA MODERNA
Não quero aqui ser repetitiva e nem plagiária, mas estive pensando - levada pela chama da música clássica desta semana - no por que de não surgirem mais bons e abundantes compositores do gênero nos dias de hoje. Aliás, faz tempo que não aparece um cara bom. Enquanto os séculos 17 e 18 serviram de berçário para os grandes gênios da música, hoje em dia o que se vê são malucos medíocres tentando nos convencer de que fazem coisas boas, culturalmente falando. Em todos os aspectos!
Do mesmo modo que Deus não fala mais com a gente - digo diretamente, como fazia com os profetas de antigamente (vide texto http://depoiseagora.blogspot.com/2010/04/alguem-conhece-o-centro-da-terra.html). Pelo menos Ele não tem falado muito depois do advento da psiquiatria. Talvez por causa disso também faz tempo que não vejo ninguém convincente no ramo da comunicação divina. Nem no que concerne à arte cênica da representação divina. Pro cara convercer alguém de que é Deus ou de que falou com Ele, tem que ser bom! De verdade! Que nem naquela propaganda do Ronalo Fenômeno, sabe? Driblou os médicos!!...
É não tenho visto...
Mas o que eu queria comentar realmente é que se houvesse um compositor capaz de escrever uma ópera com toda a pompa de antigamente, o que será que ele escreveria? Qual seria a história? Sim, porque escrever sobre o fauno e as criaturas da floresta num ritual satânico de feitiçaria soaria no mínimo estranho. Isso me faz lembrar de Woody Allen em sua crônica sobre os balés que não deram certo e foram fracassos de audiência, citando por exemplo uma peça em que a princesa enfeitiçada seria metade cisne, metade mulher, mas no sentido longitudinal! E ela teria que convencer seu príncipe em um pas de deux complicadíssimo que para desfazer o feitiço ele teria que fazer um curso de taquigrafia por correspondência... é, não entendo por qual motivo não deu certo esse roteiro...
Talvez hoje em dia a ópera contasse a estória de uma executiva sem paciência sendo cortejada por um rapaz pobre e sonhador, operador de caixa do McDonalds. Por comer no McDonalds todos os dias ela desenvolveria uma doença hepática e morreria um dia antes de ser convidada para o jogo do Coringão no Pacaembu (de arquibancada!). A ópera terminaria com o rapaz desiludido cantando no meio do gramado do famoso estádio a ária final intitulada "Bando de Lokos". Num epílogo alucinante o Corinthians ganharia o jogo (só na ópera acontece isso!) e um bandeirão seria estendido sobre a platéia numa interatividade alucinante e apoteótica!
Aí as luzes se acenderiam e uma voz grave então se ouviria, alertando a platéia sobre tudo isso (o espetáculo em si) - principalmente a parte do resultado final do jogo - ser uma obra de ficção!
Do mesmo modo que Deus não fala mais com a gente - digo diretamente, como fazia com os profetas de antigamente (vide texto http://depoiseagora.blogspot.com/2010/04/alguem-conhece-o-centro-da-terra.html). Pelo menos Ele não tem falado muito depois do advento da psiquiatria. Talvez por causa disso também faz tempo que não vejo ninguém convincente no ramo da comunicação divina. Nem no que concerne à arte cênica da representação divina. Pro cara convercer alguém de que é Deus ou de que falou com Ele, tem que ser bom! De verdade! Que nem naquela propaganda do Ronalo Fenômeno, sabe? Driblou os médicos!!...
É não tenho visto...
Mas o que eu queria comentar realmente é que se houvesse um compositor capaz de escrever uma ópera com toda a pompa de antigamente, o que será que ele escreveria? Qual seria a história? Sim, porque escrever sobre o fauno e as criaturas da floresta num ritual satânico de feitiçaria soaria no mínimo estranho. Isso me faz lembrar de Woody Allen em sua crônica sobre os balés que não deram certo e foram fracassos de audiência, citando por exemplo uma peça em que a princesa enfeitiçada seria metade cisne, metade mulher, mas no sentido longitudinal! E ela teria que convencer seu príncipe em um pas de deux complicadíssimo que para desfazer o feitiço ele teria que fazer um curso de taquigrafia por correspondência... é, não entendo por qual motivo não deu certo esse roteiro...
Talvez hoje em dia a ópera contasse a estória de uma executiva sem paciência sendo cortejada por um rapaz pobre e sonhador, operador de caixa do McDonalds. Por comer no McDonalds todos os dias ela desenvolveria uma doença hepática e morreria um dia antes de ser convidada para o jogo do Coringão no Pacaembu (de arquibancada!). A ópera terminaria com o rapaz desiludido cantando no meio do gramado do famoso estádio a ária final intitulada "Bando de Lokos". Num epílogo alucinante o Corinthians ganharia o jogo (só na ópera acontece isso!) e um bandeirão seria estendido sobre a platéia numa interatividade alucinante e apoteótica!
Aí as luzes se acenderiam e uma voz grave então se ouviria, alertando a platéia sobre tudo isso (o espetáculo em si) - principalmente a parte do resultado final do jogo - ser uma obra de ficção!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
UM POUCO DE MÚSICA CLÁSSICA
Quem foi que disse que música clássica não é divertido?
A cultura popular ao longo do tempo rotulou a música clássica. Para a juventude idiota música clássica é sinônimo de diversão para velhos e nerds, entre outros atributos depreciativos. Uma vez me lembro na faculdade que comentei sobre um concerto que gostaria de assistir e fui encarada pelo meu grupinho de amigos como se houvesse um ET ao meu lado segurando um sanduíche do McDonalds.
Ressalvas à parte, tenho de confessar que raríssimas vezes na minha vida me diverti tanto quanto no dia em que dancei uma rapsódia húngara dentro do carro com minhas irmãs e minha prima Mariana, numa visita à casa dos meus tios em Campos do Jordão. Estávamos com as janelas fechadas, mas quem via de fora, podia jurar que o som era do Ozzy ou algum similar.
Hoje fui a um concerto. Na Sala São Paulo. Ouvi a Orquestra Filarmônica da Radio France executar com primor a 5a. Sinfonia de Beethoven, entre outras no programa. Fazia muito tempo que não me divertia tanto. Quando a platéia aplaudiu de pé o gran finale e não arredou o pé até que o maestro voltasse para mais um pouco, fiquei exultante. Queríamos ouvir mais e mais e mais.
O bis foi tão intenso que eu poderia agarrar um microfone de captação pendurado no teto, usá-lo como tirolesa, descer do balcão à platéia principal e num êxtase, tirar o próprio maestro para um pas de deux. É claro que ouvi tudo contida, sem emitir som algum, com todos os sentidos vidrados naquela maravilha. Mas a sensação de assistir uma grande apresentação é tão intensa e tão boa, que essa gente ignorante não sabe mesmo o que está perdendo.
A cultura popular ao longo do tempo rotulou a música clássica. Para a juventude idiota música clássica é sinônimo de diversão para velhos e nerds, entre outros atributos depreciativos. Uma vez me lembro na faculdade que comentei sobre um concerto que gostaria de assistir e fui encarada pelo meu grupinho de amigos como se houvesse um ET ao meu lado segurando um sanduíche do McDonalds.
Ressalvas à parte, tenho de confessar que raríssimas vezes na minha vida me diverti tanto quanto no dia em que dancei uma rapsódia húngara dentro do carro com minhas irmãs e minha prima Mariana, numa visita à casa dos meus tios em Campos do Jordão. Estávamos com as janelas fechadas, mas quem via de fora, podia jurar que o som era do Ozzy ou algum similar.
Hoje fui a um concerto. Na Sala São Paulo. Ouvi a Orquestra Filarmônica da Radio France executar com primor a 5a. Sinfonia de Beethoven, entre outras no programa. Fazia muito tempo que não me divertia tanto. Quando a platéia aplaudiu de pé o gran finale e não arredou o pé até que o maestro voltasse para mais um pouco, fiquei exultante. Queríamos ouvir mais e mais e mais.
O bis foi tão intenso que eu poderia agarrar um microfone de captação pendurado no teto, usá-lo como tirolesa, descer do balcão à platéia principal e num êxtase, tirar o próprio maestro para um pas de deux. É claro que ouvi tudo contida, sem emitir som algum, com todos os sentidos vidrados naquela maravilha. Mas a sensação de assistir uma grande apresentação é tão intensa e tão boa, que essa gente ignorante não sabe mesmo o que está perdendo.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
TRÂNSITO
Eu odeio o trânsito, eu abomino o trânsito.
O único trânsito que eu me interesso é o meu trânsito intestinal.
O trânsito intestinal está intimamente ligado ao trânsito das ruas. Quando os dois param, ficamos "enfezados". Quando os dois aceleram, o nosso sentido de urgência se destaca, começamos de pronto a correr vertiginosamente querendo de imediato nos ver livres daquilo que nos incomoda.
Pior ainda, quando os dois trânsitos estão acelerados, risco sério de acidente grave.
Quando o primeiro está parado e o segundo acelerado então, multiplique o inferno de Dante pelo grau de miserabilidade do ser humano, e terás uma certa noção do que é pressa.
Dizem que o trânsito intestinal pode ser mais rápido que um piscar de olhos, mais rápido que a velocidade da luz, como diria joãozinho:
- A coisa foi tão rápida que não deu tempo de pensar em piscar o olho e de acender a luz, me borrei todo...
Voltando ao trânsito, essa coisa chegou aqui em Santos.
Fugi de São Paulo por causa dele. Estão pensando até em fazer rodízio por aqui.
Pasmem!
Por aqui estamos levando quase 20 minutos para ir de um extremo da cidade até o outro...
O único trânsito que eu me interesso é o meu trânsito intestinal.
O trânsito intestinal está intimamente ligado ao trânsito das ruas. Quando os dois param, ficamos "enfezados". Quando os dois aceleram, o nosso sentido de urgência se destaca, começamos de pronto a correr vertiginosamente querendo de imediato nos ver livres daquilo que nos incomoda.
Pior ainda, quando os dois trânsitos estão acelerados, risco sério de acidente grave.
Quando o primeiro está parado e o segundo acelerado então, multiplique o inferno de Dante pelo grau de miserabilidade do ser humano, e terás uma certa noção do que é pressa.
Dizem que o trânsito intestinal pode ser mais rápido que um piscar de olhos, mais rápido que a velocidade da luz, como diria joãozinho:
- A coisa foi tão rápida que não deu tempo de pensar em piscar o olho e de acender a luz, me borrei todo...
Voltando ao trânsito, essa coisa chegou aqui em Santos.
Fugi de São Paulo por causa dele. Estão pensando até em fazer rodízio por aqui.
Pasmem!
Por aqui estamos levando quase 20 minutos para ir de um extremo da cidade até o outro...
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