Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012!!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Happy Birthday
Explico: há dezessete anos (que horror!) estava dividida entre cirurgia e anatomia patológica. E foi por muito pouco, mas muito pouco mesmo que não bandeei. Desnecessário explicar que passei dois malditos anos em puro conflito interno.
Bem, não foram tão malditos assim, ao menos não quanto imaginei. Hoje sou profissional e guardo grandes lições daquele período.
Caro leitor, se ainda tiver sobrado alguma paciência, e imagino que esteja a se perguntar que raios tem isso aqui a ver com o título, respire fundo que aí vai minha justificativa. Não sei como não ser piegas. Acostumei a fazer piada de tudo, inclusive, e principalmente, de mim. Fica tudo mais palatável. Então, você está certo, que lenga-lenga...
A verdade é que aqueles anos não foram nada malditos. Tudo bem que eu comia feito louca e pensava que a vida se resumia em trabalho e sono, mas não foram somente uns dez quilos a mais na balança.
Entre a cruz e a espada, entre fazer o que eu queria e aquilo que meu coração queria, optei pela razão. Embora às vezes não pareça, sou bastante pragmática. Ainda assim, tinha de ter a certeza de que não iria me arrepender. Naquela ocasião, porém, tal certeza teria sido impossível. E muita coisa mudou.
Hoje tenho a grata certeza do resultado: um balanço para lá de positivo, um saldo credor e muitas alegrias, ao olhar para trás e enxergar as amizades que fiz e que o tempo e o espaço não dizimaram.
Neste exato momento só quero homenagear uma amiga bastante cara que completa anos em poucas horas, e é para isso que escrevo.
Feliz aniversário, e que muitas bênçãos sejam derramadas, que você tenha muitas alegrias e que tenha a felicidade de ter amigos como eu tenho!
Auguri! Auguri! Auguri!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O SHOW DE SAMBA
Ganhei um cd de pagode, destes com os melhores, os piores, enfim, todos os sucessos do Fundo de Quintal. E tenho de confessar, o cd é muito bom. Ouço no meu carro, no meio do trânsito, e cantarolo as letras fáceis e adesivas, me imaginando na praia, com uma cerva bem gelada, debaixo de um sol escaldante. Até aí a máxima semelhança com o meu imaginário se dá por meio dos meus óculos escuros da Mormaii, a única coisa em minha vestimenta que cheira a verão.
Bom, depois de duas infindáveis semanas ouvindo um bom pagode, troquei o cd por um cd de jazz. Se for pensar com cautela, não foi uma mudança tão radical, afinal pagode e jazz são dois expoentes da música negra com raízes africanas. Só nasceram em lugares diferentes, mas têm quase que a mesma origem.
E me lembrei nesse meio tempo de um show de samba que fui assistir com a minha irmã nos idos dos anos 90. Naquela época não havia internet e para conseguir bons ingressos tínhamos que amargar horas em filas de bilheterias. Pois bem, fomos com um amigo que conseguiu 4 ingressos: um para ele e outros 3 para mim e minhas duas irmãs.
Todo mundo que nos conhece sabe bem que a Daniela não se destaca pela audição apurada, o que a faz falar muito alto em diversas situações, principalmente em locais barulhentos.
Fomos ao show. Chegamos cedo e logo pegamos um lugar na fila, e, sem brincadeira como éramos as únicas pessoas brancas no meio de quase mil pessoas de outras colorações. Qual não foi minha surpresa quando distraidamente a minha irmã se virou para nós e num tom surpreendentemente elevado para a ocasião, soltou: PORRA! MAS SÓ TEM A GENTE DE BRANCO AQUI!!!
Naquele momento senti como se todas as pessoas do mundo se virassem para nos encarar. E se fez um silêncio espetacular. Incrível o poder das palavras né?
Só sei que no momento seguinte meu amigo iniciou um batuque e quase que em uníssono eu e a minha outra irmã - a não surda - iniciamos um corinho de uma música em homenagem ao Zumbi dos Palmares, como se tivéssemos nascido no próprio quilombo. É realmente impressionante o que fazemos quando estamos sob pressão.
No momento seguinte nossos "amigos de fila entraram no coro" e assim adentramos o espetáculo, cantando e batucando, o que me faz pensar que... quando imaginamos que tudo está perdido, nada como um bom samba pra alegrar os nossos e por ventura, também os corações alheios!
domingo, 27 de novembro de 2011
A CICLOVIA DE MOEMA
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pedal do Meio
Nada como duas horas no trânsito.
Suficientes para sentir os 32,5ºC como se fossem vinte, depois quarenta, depois molhados.
Nada como tirar a sandália e não tirar os olhos do meu retrovisor com medo de se repetir a mesma cena de assalto (se bem que já tenho um celular reserva em um dos porta-copos).
"Vou deixar a janela meio aberta mesmo". E agradecer o pote de mil mentos que comprei só porque cabe certinho no meu outro porta-copos ocioso e também como previdência para um belo trânsito sextafeiral.
Li o final do conto do Veríssimo, vi se minhas unhas já secaram, buzinei, estressei, odiei e fechei a janela quando parei do lado do boteco (não daqueles sujos dos quais eu, imunizadamente, amo tomar café no copo americano) de aparência e clientes asquerosos.
Eu tinha que ficar na faixa da esquerda rápido...não por nada, só pra gritar "Goiabaaa!!".
E eu comprei a inflacionada e mais deliciosa transgênica goiaba vermelha do mundo dos faróis!
Dai tudo ficou bonito mesmo. Meu ipod descobriu que não pode tocar Kitaro depois de tocar Roulette Dares, minha maquiagem se descobriu derretida e a chuva choveu, parou e brisou um vento digno de correr o risco com as duas janelas abertas e de aumentar o som e jogar o braço pra fora e sentir algumas gotas persistentes.
E assim eu me despedi da flor presa no meu vidro da frente, que cuidou de ficar lá comigo por duas horas, até a nova chuva.
Que choveu na hora certa o suficiente pra preparar o mato daqui de casa, que se perfumasse com aquele cheiro molhado e verde dos serenos...
Serenidade em hora tão irônica e mais bem-vinda.
novembro 2010
domingo, 20 de novembro de 2011
INSÔNIA
sábado, 12 de novembro de 2011
Memorando no. 1 Efeito Tostines
Pela presente encaminho o Memorando no. 1 para sua análise e apreciação.
Não sei se as mulheres desse blog escrevem coisas engraçadas por se submeterem às situações que fazem emergir as pérolas naturalmente ou se estão a se submeter às situações narradas para ter assunto para escrever.
Fato é que as mulheres que escrevem nesse blog são bem mais engraçadas do que eu e os demais ogros que postam por aqui...
Antes que alguém pergunte já respondo: Não, não vou fazer massagem modeladora para incrementar minha verve humorística.
Sem mais para o momento.
Atenciosamente,
Loopy
Censura
sábado, 5 de novembro de 2011
MASSAGEM MODELADORA - A PEDIDOS - por Daniela Rosenthal
A proposta era bacana. Massagem modeladora e manthus. Como era inverno eu associei o seguinte: massagem...hum que delícia...com manthus? Lógico! Manthus-manta-cobertor-BINGO! Is we! É nóis! Comprei pra mim e pra minha mãe de presente.
Bom, como era inverno resolvi marcar então as minhas três sessões. Sim, eram três. T-R-Ê-S. Mas claro que não tinha nenhum horário pra antes de 2 meses. Foi quando tive a brilhante idéia de prender o nariz com os dedos em formato de pregador e ligar novamente.
Tinha horário pra ontem. Foi só não mencionar que a compra era de um site de desconto.
Dãrddãrd... Após várias tentativas de conciliação de horários com minha mãe, até que enfim chegou o grande dia do tão merecido repouso.
Chegamos lá, o lá era pra lá mesmo! Lá onde Judas perdeu uma dar botas. A segunda provavelmente. Comecei pelo manthus. Carai véi, que porra é essa? Uma máquina de dar eletrochoques no lugar em que você desejar, segundo te pergunta a controladora do equipamento. Ah sim, e lembra o que eu falei sobre o friozinho totoso? Queridos, era do gel! de arrepiar até os pelos da alma de qualquer pessoa de boa fé ou não.
Escolhi então, para a aplicação do manthus, a bunda! conforme conselho da minha orientadora, a mesma! a que tava no poder.
Legal! Passando essa sensação era chegada a grande hora. A massagem modeladora!
Encontrei com minha mãe na troca de turno e ela me deu uma piscada que eu não entendi direito se significava "calma filha, vc ainda não viu nada, ou cuidado, ou eu to adorando valeu".
Bom, fui pra massagem. Só aí me dei conta que modeladora e relaxante São 2 palavrinhas bem diferentes. Lembrei num primeiro momento daquele comercial que o cara vai batendo o carro por todos os lados até deixar o mesmo na forma do carro que ele queria ter.
No meu caso acho que a sra massagista queria me deixar roxa.
Agüentei firme e acabando todo o primeiro dia de pacote fui me olhar no espelho e vejam só vocês. Num é que funcionou mesmo? Me transformaram, ou melhor, me modelaram mesmo.
Sai de lá na forma de um vaso. Bem gordo.
Bom, sem desanimar, lembrei que talvez as próximas 2 sessões do pacote seriam pra deixar o vaso
mais fino um pouco.
Passados alguns meses estou eu aqui de novo. Agora sem forma nenhuma, mas...segundo a piscadela da minha mãe, com conteúdo.
MAS SERÁ QUE ELES AINDA ESTÃO VIVOS?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
MEU QUERIDO DIÁRIO - por Daniela Rosenthal
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Estereótipos em quatro rodas...
Nesta manhã, durante o percurso razoavelmente longo entre minha casa e meu trabalho, segui atrás de um carro que exibia os ditos adesivos. Três crianças: um garoto negro e duas garotinhas brancas. Dois cães, um claro, um escuro. Chamava à atenção as roupas das crianças, já que os adesivos eram coloridos. As garotas, de vestidinho rosa, como dita o figurino tradicional. O menino, de camiseta amarela e calção azul, clara alusão ao uniforme da seleção de futebol.
Ainda que garotos habitualmente vibrem com o futebol, convenhamos, a seleção brasileira não está lá com a bola toda. E por que ele não estava vestido de azul, a cor padronizada para o sexo masculino? Ou calção branco e camiseta vermelha, por exemplo? Será possível que, por ser negro, só lhe reste o futebol?
Quiçá não seja eu a preconceituosa, mas uniformes, temos vários e mais interessantes (exceto é claro, se a questão envolvida for o salário), bombeiro, policial, médico, astronauta. Jogador de futebol, francamente...