Há algum tempo fui numa balada com 2 amigos. Mas não era uma balada qualquer. Nós 3 estávamos na fossa, chateados, querendo muita diversão para afogar as mágoas.
Minha amiga sumiu logo de cara. Só a vimos 3 dias depois, muito feliz e recuperada. Nunca soubemos por onde ela andou.
Meu amigo como um cara "brilhante" que era, resolveu sair na balada com uma algema - dessas de sex shop - para o caso de encontrar uma garotinha bonitinha, se algemar nela e fazer uma graça. O problema foi que a primeira gatinha que ele avistou E se algemou, tinha um namorado que parecia um armário desses 3 portas da Casas Bahia. E depois que ele viu a namoradinha algemada a um estranho, parecia um container alaranjado, de tão grande e tão vermelho de raiva. Eu só vi quando ele se aproximou do meu amigo e disse, o mais contido que pôde: "Tira aê". Meu amigo, claro, muito nervoso, não conseguia achar sequer as chaves das algemas e foi inutilmente se afastando da menina que continuava presa a ele, se afastando junto, com o namorado de braços cruzados gritando: "Tira aê". No auge do desespero meu quase morto amigo gritou para mim, que estava olhando tudo aquilo esperando o pior: "Fala que vc é minha irmã e que eu tenho problema mental". Bom, não falei, abandonei o barco, e fui para o bar encher a cara.
Meu amigo só apareceu para trabalhar depois de alguns dias mas sem nenhum hematoma. Por respeito, nunca perguntamos o que aconteceu...
Eu, por minha vez, fui encher a cara e lá pelas tantas da madrugada resolvi ficar amiga do DJ da balada. O cara estava colocando umas músicas da moda e eu já de porre fui solicitar insistentemente para que ele colocasse uma música da Gretchen. Falei como era animada, que o povo ia gostar... e eu acho que o DJ foi com a minha cara porque ele disse: "Olha, vc fica aqui do lado que eu gostei de vc. A Gretchen não faz parte do meu repertório, mas como vc é boninitinha, vou colocar a música dela pra vc ouvir. Vai tocar daqui 3 músicas!".
Aí fiquei quietinha, perto da mesa de som, esperando a minha música.
Como o local estava muito cheio de gente, me afastei um pouco, mas fiquei olhando para o DJ na espera da música da Gretchen.
Ao final da 3a. música eu olho para o DJ e nos primeiros acordes de Freak Le Boom Boom, o DJ animadíssimo me faz gestos com as mão, apontando na minha direção e gritando algo incompreensível. Eu, então, olho para trás e vejo uma pequena mesa, com muita gente em volta, onde estava rolando um aniversário. A mesa baixa, com as pessoas sentadas em sofás em torno dela e muitos presentes espalhados em cima. Olho de novo para o DJ que gritava algo que eu não conseguia ouvir e me gesticulava alegremente.
Aí não tive dúvidas. Meu porre e minha alegria de ouvir a Gretchen imediatamente me fizeram entender que era pra eu subir E dançar em cima da mesa... SUBI. Empurrei os presentes com os pés e dancei a minha melhor performance da Gretchen diante de uns 40 convidados estupefatos e do resto da boate que parou para ver a cena.
Bom, a música acabou, eu fui extremamente aplaudida, e quando eu me preparava para dançar a próxima, embalada pela meteórica fama, veio um segurança e falou que era proibido dançar em cima da mesa. O desgraçado do segurança esperou acabar a música para me dizer isso! Por que não veio me tirar antes???
Saí da mesa aplaudida, tentando manter a minha dignidade, e no final da noite já estava amiga de todo mundo: seguranças, garçons, DJ, todo mundo.
Como lembrança daquela noite, carrego comigo o fato de nunca mais precisar pagar para entrar naquela balada, na época uma das melhores de São Paulo! Foi fenomenal. Eu chegava no horário de pico e entrava pela porta vip já cumprimentando todo mundo.
E no fim das contas consegui saber o que o DJ tanto me gritava agitando os braços. Ele só estava dizendo: "Essa é pra você! PRA VOCÊ!!!"
Expectativas... Estamos todo o tempo tentando evitá-las, mas ninguém - e não adianta se enganar! - NINGUÉM vive totalmente livre delas... Em grandes cidades como São Paulo passamos horas intermináveis no trânsito e - muitas vezes sem perceber! - criamos, elaboramos, desenvolvemos teorias e... EXPECTATIVAS! E sim, escrevo no português de antes da revolução chatográfica. Adoro isso!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
MÉDICOS CUBANOS
Todo mundo está dando a sua opinião sobre a questão médica no Brasil.
Muitos já se manifestaram nas ruas, muitos soltaram as vozes nas redes sociais e eu mesma já me pronunciei para amigos e conhecidos, nas rodas de almoços e corredores dos hospitais e consultórios em que trabalho.
Acho que não preciso falar o que todo mundo sabe. Se não houver melhora das condições estruturais, que dêem ao médico e ao paciente um mínimo de dignidade no exercício de suas funções, não adianta contratar médico! O médico não é milagreiro. Como se salva vidas com garfo e faca? Sem laboratórios, sem material cirúrgico, sem comida, sem dinheiro??? E nesse caso, deve ser garfo e faca de plástico para comer o marmitex do governo destinado aos coitados que toparem a empreitada, sejam eles, recém-formados, brasileiros, cubanos ou pais de santo.
O fato é que hoje mesmo, conversando com um amigo médico, chegamos a uma brilhante conclusão! Tendo em vista toda a dificuldade técnica inerente ao desenvolvimento do trabalho médico tanto nos grandes centros quanto nos confins, realizamos que a Dilma - ilustríssima figura presidencial - se enganou quando disse "médicos". Por algumas letras, ela queria dizer na verdade "médiuns"!
Ela disse: "Vamos contratar 10,4 mil MÉDIUNS!!!"
A gente é que entendeu errado!
E a idéia é genial! Não precisa melhora a infra-estrutura e sai até mais em conta, visto que a maioria trabalha no voluntariado.
Quero expressar o meu parabéns à nossa presidenta e à toda equipe do governo!
Adorei!!
Muitos já se manifestaram nas ruas, muitos soltaram as vozes nas redes sociais e eu mesma já me pronunciei para amigos e conhecidos, nas rodas de almoços e corredores dos hospitais e consultórios em que trabalho.
Acho que não preciso falar o que todo mundo sabe. Se não houver melhora das condições estruturais, que dêem ao médico e ao paciente um mínimo de dignidade no exercício de suas funções, não adianta contratar médico! O médico não é milagreiro. Como se salva vidas com garfo e faca? Sem laboratórios, sem material cirúrgico, sem comida, sem dinheiro??? E nesse caso, deve ser garfo e faca de plástico para comer o marmitex do governo destinado aos coitados que toparem a empreitada, sejam eles, recém-formados, brasileiros, cubanos ou pais de santo.
O fato é que hoje mesmo, conversando com um amigo médico, chegamos a uma brilhante conclusão! Tendo em vista toda a dificuldade técnica inerente ao desenvolvimento do trabalho médico tanto nos grandes centros quanto nos confins, realizamos que a Dilma - ilustríssima figura presidencial - se enganou quando disse "médicos". Por algumas letras, ela queria dizer na verdade "médiuns"!
Ela disse: "Vamos contratar 10,4 mil MÉDIUNS!!!"
A gente é que entendeu errado!
E a idéia é genial! Não precisa melhora a infra-estrutura e sai até mais em conta, visto que a maioria trabalha no voluntariado.
Quero expressar o meu parabéns à nossa presidenta e à toda equipe do governo!
Adorei!!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
UM ÍNDIO
Comprei um carro novo.
Todo mundo que já comprou um carro novo conhece esta sensação. O carro pode ser até usado, semi-novo, ou velho mesmo, mas pra mim ele é novo. Eu nunca tinha tido esse carro antes, então ele é novo e pronto.
E nada melhor pra testar os limites do nosso carro novo do que o bom e velho manobrista!
Coisas que temos receio de fazer, manobras ousadas e arriscadas, amassadinhas na lataria ou pequenos risquinhos na pintura não intimidam o destemido "Índio"!
Com todo o respeito ao Caetano e ao seu "Índio", reiterando o meu respeito a toda esta nação maravilhosa, não pude deixar de atribuir a seu Antônio (claro que o nome é fictício, mas caberia perfeitamente em casos variados) o honorário título do "Índio".
Estava eu tranquila e contente aguardando meu carro numa garagem de subsolo do meu local de trabalho quando ele surge... imponente, magnífico, igualzinho o da canção:
"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América..."
Às vezes essa realidade pode não ser tão divertida, quando a estrela colorida e brilhante é o seu carro novo, e a velocidade estonteante com que ele desce a rampa do subsolo faz você duvidar se comprou um carro ou uma estrela cadente (bem cadente!), e quando você consegue focar o objeto incandescente, fica em dúvida se o seu carro não se incendiou...
E de fato, por fim, ele pousa no hemisfério sul, na América, bem lá no centro de São Paulo, na minha frente, na garagem. Tirando os devidos aborrecimentos... não é magnífico?!
Ninguém me contou não, eu vi!!
E quando alguém gritar pro Índio trazer o seu carro, lembre-se de Caetano, esse visionário.
Todo mundo que já comprou um carro novo conhece esta sensação. O carro pode ser até usado, semi-novo, ou velho mesmo, mas pra mim ele é novo. Eu nunca tinha tido esse carro antes, então ele é novo e pronto.
E nada melhor pra testar os limites do nosso carro novo do que o bom e velho manobrista!
Coisas que temos receio de fazer, manobras ousadas e arriscadas, amassadinhas na lataria ou pequenos risquinhos na pintura não intimidam o destemido "Índio"!
Com todo o respeito ao Caetano e ao seu "Índio", reiterando o meu respeito a toda esta nação maravilhosa, não pude deixar de atribuir a seu Antônio (claro que o nome é fictício, mas caberia perfeitamente em casos variados) o honorário título do "Índio".
Estava eu tranquila e contente aguardando meu carro numa garagem de subsolo do meu local de trabalho quando ele surge... imponente, magnífico, igualzinho o da canção:
"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América..."
Às vezes essa realidade pode não ser tão divertida, quando a estrela colorida e brilhante é o seu carro novo, e a velocidade estonteante com que ele desce a rampa do subsolo faz você duvidar se comprou um carro ou uma estrela cadente (bem cadente!), e quando você consegue focar o objeto incandescente, fica em dúvida se o seu carro não se incendiou...
E de fato, por fim, ele pousa no hemisfério sul, na América, bem lá no centro de São Paulo, na minha frente, na garagem. Tirando os devidos aborrecimentos... não é magnífico?!
Ninguém me contou não, eu vi!!
E quando alguém gritar pro Índio trazer o seu carro, lembre-se de Caetano, esse visionário.
terça-feira, 16 de abril de 2013
UMA PEQUENA HOMENAGEM
Uma pequena homenagem a mim mesma.
Já que apaguei do meu perfil este poema que há 4 anos estampa a minha imagem, transcrevo-o aqui para que não o perca de vista.
Qualquer dia ele - o poema - volta ao perfil. Aí vai:
"De manhã escureço/
De dia tardo/
De tarde anoiteço/
De noite ardo."
Já que apaguei do meu perfil este poema que há 4 anos estampa a minha imagem, transcrevo-o aqui para que não o perca de vista.
Qualquer dia ele - o poema - volta ao perfil. Aí vai:
"De manhã escureço/
De dia tardo/
De tarde anoiteço/
De noite ardo."
sexta-feira, 29 de março de 2013
INSTITUIÇÕES DE MERDA
Hoje a insônia me pegou de jeito.
Aproveitarei então para externar algumas indignações.
Por exemplo, nas três últimas semanas venho travando verdadeiras batalhas contra certas injustiças que acredito, venho sofrendo.
Uma delas é o chamado SAC - serviço de atendimento ao cliente. Pra que serve???
Nas últimas semanas resolvi testar o fale conosco de algumas empresas, como o Bourbon Street Music Club, a Editora Planeta, o Aquário de São Paulo e o Zoológico de São Paulo.
Com o perdão da palavra, mas puta que o pariu!, se os caras não vão responder, por que colocam lá no site o tal "fale conosco"? Só pode ser pra fazer a gente de idiota. Tem lá um campo onde você coloca sugestões ou críticas ou dúvidas ou requisições de serviços, com uma caixa para você escrever e tudo. Depois de escrita e enviada, aparece lá uma mensagem dizendo que a sua mensagem foi devidamente enviada e após tudo isso, você pode esquecer completamente que os caras existem porque eles estão cagando pra você. Esta é a verdade.
Você não é ninguém! Você só interessa quando compra e consome os produtos destes merdas. Na hora de você falar, imagina se eles querem ouvir o que você tem a dizer? Imagina?! Pra eles, todos eles, genericamente falando mesmo, você só é importante na hora em que precisam vender mais ou arrecadar mais. Aí eles te enchem de mimos, promoções, o caralho a quatro.
Por exemplo, a Editora Planeta. Recentemente li um livro maravilhoso do Javier Moro - O Império É Você, publicado por esta editora mas cheio de erros de revisão e de tradução, que imagino realizadas sem o mínimo cuidado com o leitor. O livro em questão foi muito bem conceituado, ficando na lista dos mais vendidos, de modo que não consigo imaginar como um texto cheio de frases desconexas, com palavras repetidas pode ter feito tanto sucesso. Todo o gosto pela leitura saborosa e genial do Javier Moro se perde na edição medíocre que o livro ganhou aqui no Brasil. Pois bem, escrevi para a Editora Planeta e adivinhem o que recebi em resposta? O mais sepulcral e límpido silêncio! Nem um "obrigado por sua crítica/ sugestão, estamos trabalhando para agradar o cliente". NADA! Os caras vendem o livro se apoiando na genialidade do nome do autor que vende por si só. Coitados de nós que lemos esta merda de edição!
Já o Bourbon Street me provoca nojo de pronunciar o seu nome. Uma rua tão bacana, cheia de histórias, numa cidade fantástica como New Orleans, transformada numa merda de bar que não dá a mínima para o que seus clientes pensam ou deixam de pensar. Escrevi no "fale com as nossas paredes" do site deste bar, como amante de boa música que sou, perguntando sobre a possibilidade de ver aqui o que vi em New Orleans no início do ano. E sabem o que recebi em resposta? Isso mesmo: NADA! Nem um "muito obrigada pelo contato, mas gostaríamos que a srta fosse para o inferno com suas sugestões". Nada! Acredito que a mensagem que recebi dizendo que minha sugestão foi enviada, foi apenas protocolar, visto que os caras tão pouco se fodendo para os clientes.
O Aquário de São Paulo e o Zoológico por sua vez, foram contactados por mim a respeito das visitas noturnas a estas instituições, visita à qual prometi levar meus sobrinhos. As crianças estavam comigo quando mandei o email. Assim que enviei e recebi a resposta "sua mensagem foi enviada com sucesso", foi uma alegria geral lá em casa. Sabe como é criança né? Eles já estavam crentes que o envio da mensagem garantia a nossa visita noturna, em tom de completa aventura, aguardada e ansiada pela garotada. Graças a Deus eles até esqueceram o assunto, porque se depender destas instituições, vamos morrer sem receber uma resposta sequer. Os caras não são capazes de responder nem pra falar que NÃO DÁ pra ir na porra do Aquário a noite.
Ano passado quando fui para Roma, escrevi para o Vaticano para indagar sobre as visitas noturnas à Capela Sistina e adivinhem só??? Eles me responderam!!! Não é incrível?! E me responderam de pronto. Infelizmente não consegui agendar a tal visita, mas ELES ME RESPONDERAM!
A minha conclusão é que este descaso, como tudo de ruim no que se refere a algum ato de consideração com o consumidor aqui no Brasil, só pode cultural!
Aproveitarei então para externar algumas indignações.
Por exemplo, nas três últimas semanas venho travando verdadeiras batalhas contra certas injustiças que acredito, venho sofrendo.
Uma delas é o chamado SAC - serviço de atendimento ao cliente. Pra que serve???
Nas últimas semanas resolvi testar o fale conosco de algumas empresas, como o Bourbon Street Music Club, a Editora Planeta, o Aquário de São Paulo e o Zoológico de São Paulo.
Com o perdão da palavra, mas puta que o pariu!, se os caras não vão responder, por que colocam lá no site o tal "fale conosco"? Só pode ser pra fazer a gente de idiota. Tem lá um campo onde você coloca sugestões ou críticas ou dúvidas ou requisições de serviços, com uma caixa para você escrever e tudo. Depois de escrita e enviada, aparece lá uma mensagem dizendo que a sua mensagem foi devidamente enviada e após tudo isso, você pode esquecer completamente que os caras existem porque eles estão cagando pra você. Esta é a verdade.
Você não é ninguém! Você só interessa quando compra e consome os produtos destes merdas. Na hora de você falar, imagina se eles querem ouvir o que você tem a dizer? Imagina?! Pra eles, todos eles, genericamente falando mesmo, você só é importante na hora em que precisam vender mais ou arrecadar mais. Aí eles te enchem de mimos, promoções, o caralho a quatro.
Por exemplo, a Editora Planeta. Recentemente li um livro maravilhoso do Javier Moro - O Império É Você, publicado por esta editora mas cheio de erros de revisão e de tradução, que imagino realizadas sem o mínimo cuidado com o leitor. O livro em questão foi muito bem conceituado, ficando na lista dos mais vendidos, de modo que não consigo imaginar como um texto cheio de frases desconexas, com palavras repetidas pode ter feito tanto sucesso. Todo o gosto pela leitura saborosa e genial do Javier Moro se perde na edição medíocre que o livro ganhou aqui no Brasil. Pois bem, escrevi para a Editora Planeta e adivinhem o que recebi em resposta? O mais sepulcral e límpido silêncio! Nem um "obrigado por sua crítica/ sugestão, estamos trabalhando para agradar o cliente". NADA! Os caras vendem o livro se apoiando na genialidade do nome do autor que vende por si só. Coitados de nós que lemos esta merda de edição!
Já o Bourbon Street me provoca nojo de pronunciar o seu nome. Uma rua tão bacana, cheia de histórias, numa cidade fantástica como New Orleans, transformada numa merda de bar que não dá a mínima para o que seus clientes pensam ou deixam de pensar. Escrevi no "fale com as nossas paredes" do site deste bar, como amante de boa música que sou, perguntando sobre a possibilidade de ver aqui o que vi em New Orleans no início do ano. E sabem o que recebi em resposta? Isso mesmo: NADA! Nem um "muito obrigada pelo contato, mas gostaríamos que a srta fosse para o inferno com suas sugestões". Nada! Acredito que a mensagem que recebi dizendo que minha sugestão foi enviada, foi apenas protocolar, visto que os caras tão pouco se fodendo para os clientes.
O Aquário de São Paulo e o Zoológico por sua vez, foram contactados por mim a respeito das visitas noturnas a estas instituições, visita à qual prometi levar meus sobrinhos. As crianças estavam comigo quando mandei o email. Assim que enviei e recebi a resposta "sua mensagem foi enviada com sucesso", foi uma alegria geral lá em casa. Sabe como é criança né? Eles já estavam crentes que o envio da mensagem garantia a nossa visita noturna, em tom de completa aventura, aguardada e ansiada pela garotada. Graças a Deus eles até esqueceram o assunto, porque se depender destas instituições, vamos morrer sem receber uma resposta sequer. Os caras não são capazes de responder nem pra falar que NÃO DÁ pra ir na porra do Aquário a noite.
Ano passado quando fui para Roma, escrevi para o Vaticano para indagar sobre as visitas noturnas à Capela Sistina e adivinhem só??? Eles me responderam!!! Não é incrível?! E me responderam de pronto. Infelizmente não consegui agendar a tal visita, mas ELES ME RESPONDERAM!
A minha conclusão é que este descaso, como tudo de ruim no que se refere a algum ato de consideração com o consumidor aqui no Brasil, só pode cultural!
CARTINHA ESCRITA NA FILA DO INSS
Caro político,
Gostaria que o sr cancelasse um dia de trabalho e viesse ao INSS, retirasse a sua senha de atendimento no guichê e se sentasse aqui, junto com os seus eleitores, para aguardar pacientemente a sua vez de ser atendido.
Depois disso, por favor faça um relato da sua experiência para compartilhar conosco a sua opinião sobre este maravilhoso serviço de merda oferecido à população.
Gostaria que o sr cancelasse um dia de trabalho e viesse ao INSS, retirasse a sua senha de atendimento no guichê e se sentasse aqui, junto com os seus eleitores, para aguardar pacientemente a sua vez de ser atendido.
Depois disso, por favor faça um relato da sua experiência para compartilhar conosco a sua opinião sobre este maravilhoso serviço de merda oferecido à população.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
COMPORTAMENTO CANINO
Então é isso que eu acho interessante, entre tantas outras coisas relativas aos cachorros.
Vou explicar...
Não é novidade para ninguém o quanto eu gosto de cachorros - o bicho (que fique bem claro).
Invariavelmente os cachorros são os temas principais das minhas conversas. Quando não falo sobre cachorros é só esperar um pouquinho porque obviamente eu vou falar.
Pensar em cachorros também é um hobby. Penso nos meus, nos dos outros, nos que não são de ninguém. E penso o tempo todo.
E hoje no trabalho não foi diferente. Conversando com um colega, contamos vários "causos" divertidos, rimos e nos emocionamos. E depois de uma tarde toda, ele acabou me contando que seu cachorro havia sumido. Um poodle, pequenininho. Deixaram a porta aberta...
Fiquei imediatamente emotiva. Ninguém mais achou o bichinho, apesar dos apelos pela vizinhança.
Só quem gosta de cachorros é que vai entender o sentimento contido nesta breve conversa.
E logo depois ele me contou que os cachorros da sua cunhada também haviam sumido. Desta vez eram 3 cachorros, todos de raça, lindos. Sairam pelo portão negligentemente deixado entreaberto. Mas este segundo episódio teve um final feliz: alguns dias depois de sumidos eles retornaram. Os três! Sujos, mas muito felizes, fazendo festa e abanando seus rabinhos como se tivessem cumprido uma missão. Retornaram e entraram em casa como se dali nunca tivessem saído.
Aí eu fiquei pensando... se os cachorros tem tudo, amor, carinho, COMIDA! Por que fogem? Por que saem pelos portões abertos e simplesmente evaporam? E mais uma pergunta: PRA ONDE ELES VÃO COM TANTA DETERMINAÇÃO?
É claro que os planos dos cachorros também podem ser frustrados. Acidentes acontecem, eles podem morrer atropelados na sua determinação, no seu caminho. Podem também ser abduzidos, como aconteceu uma vez com minha primeira cachorrinha, a Edna. Uma boxer linda, enorme e boazinha.
Ficou completamente desaparecida por alguns dias até que a descobrimos no quintal de uma casa vizinha a nossa, algumas quadras distantes. Quando reclamamos o cachorro, o dono da casa disse que agora o cachorro era dele pois ele a havia achado na rua. Bom, até aí ele não estava de todo errado...
Mas me lembro bem do desfecho desta história, quando numa madrugada quente de verão, meu pai veio ao nosso quarto - na época eu dormia no mesmo quarto com minhas irmãs - e munido de uma determinação ferrenha disse: "vamos buscar a Edna!".
Eu tinha 8 anos! Minhas irmãs menores ainda! E saímos, todo o nosso núcleo familiar - mãe, pai e filhas - para resgatar a Edna.
Chegamos na frente da casa do vizinho e obviamente precisamos primeiro acordar a Edna, que veio sonolenta mas feliz ao nosso encontro. E num rápido movimento, meu pai pulou o muro - que estava sendo vigiado justamente adivinha por quem?! - pegou a Edna, passou para minha mãe que a segurou do outro lado do portão, e após muita festa entre crianças e cachorros, voltamos para nossa casa na calada da noite. A família toda reunida outra vez!
Me lembro bem que esta boxer era extremamente agressiva quando estava vigiando o nosso portão. Ela latia e se jogava contra o portão dando impressão que iria comer vivo quem se aproximasse da nossa casa. Muito tempo depois compreendi que ela se jogava contra o portão porque ela queria mesmo era sair! Para a rua. Para fazer não sei o que e depois voltar - se ninguém a sequestrasse.
Uma outra ocasião ela foi abduzida por um garotinho em farrapos que colocou uma cordinha em torno do pescoço da Edna e a estava levando - também não sei para onde. Sem contar da vez que ela foi atropelada e quase morreu. Voltou para casa muito machucada, mas também, depois dessa nunca mais fugiu. Acho que depois do atropelamento, ela foi liberada dos chamados divinos.
Lembro com muito carinho da Edna, minha primeira cachorra. Se ela estivesse viva hoje, teria uns 35 anos. Este ano acendi uma velinha no dia do seu aniversário - 28 de janeiro. Eu sempre penso que quando a gente se lembra, a alma continua viva.
Bom, mas eu não sei mesmo para onde eles vão com tanta determinação. Às vezes penso que eles respondem mesmo a algum tipo de chamado celestial, que têm realmente uma missão. Eles são tão ingênuos, tão inocentes, que seguem firme o seu propósito sem ligar para os perigos do mundo.
Vocês já viram cahorro quando foge? Já repararam que eles parecem saber exatamente para onde estão indo? Tudo bem que eles nem sempre sabem voltar, mas ir, eles vão sem pestanejar.
É claro que existem os que não gostam de sair sozinhos, como minha cachorra Vynna. Tenho uma conexão expiritual com ela e tenho certeza de que ela não foge porque tem medo que fechem a porta e ela não consiga entrar quando voltar. A gente adora ela, mas eu acho que ela pensa isso... é, deve ser isso mesmo. Outra coisa que ela não faz mais é passear com gente que ela não conhece direito, o que me faz passear com ela sempre que posso pois de outro modo ela prefere permanecer em casa. Vai entender.
Na minha opinião sincera ela já cumpriu a sua missão em outra vida, já respondeu a muitos chamados espirituais para fugir e retornar e desta vez está usando esta vida para outros propósitos como, por exemplo, estudar o comportamento humano...
Quem sabe não será esta a evolução natural da espécie...
Vou explicar...
Não é novidade para ninguém o quanto eu gosto de cachorros - o bicho (que fique bem claro).
Invariavelmente os cachorros são os temas principais das minhas conversas. Quando não falo sobre cachorros é só esperar um pouquinho porque obviamente eu vou falar.
Pensar em cachorros também é um hobby. Penso nos meus, nos dos outros, nos que não são de ninguém. E penso o tempo todo.
E hoje no trabalho não foi diferente. Conversando com um colega, contamos vários "causos" divertidos, rimos e nos emocionamos. E depois de uma tarde toda, ele acabou me contando que seu cachorro havia sumido. Um poodle, pequenininho. Deixaram a porta aberta...
Fiquei imediatamente emotiva. Ninguém mais achou o bichinho, apesar dos apelos pela vizinhança.
Só quem gosta de cachorros é que vai entender o sentimento contido nesta breve conversa.
E logo depois ele me contou que os cachorros da sua cunhada também haviam sumido. Desta vez eram 3 cachorros, todos de raça, lindos. Sairam pelo portão negligentemente deixado entreaberto. Mas este segundo episódio teve um final feliz: alguns dias depois de sumidos eles retornaram. Os três! Sujos, mas muito felizes, fazendo festa e abanando seus rabinhos como se tivessem cumprido uma missão. Retornaram e entraram em casa como se dali nunca tivessem saído.
Aí eu fiquei pensando... se os cachorros tem tudo, amor, carinho, COMIDA! Por que fogem? Por que saem pelos portões abertos e simplesmente evaporam? E mais uma pergunta: PRA ONDE ELES VÃO COM TANTA DETERMINAÇÃO?
É claro que os planos dos cachorros também podem ser frustrados. Acidentes acontecem, eles podem morrer atropelados na sua determinação, no seu caminho. Podem também ser abduzidos, como aconteceu uma vez com minha primeira cachorrinha, a Edna. Uma boxer linda, enorme e boazinha.
Ficou completamente desaparecida por alguns dias até que a descobrimos no quintal de uma casa vizinha a nossa, algumas quadras distantes. Quando reclamamos o cachorro, o dono da casa disse que agora o cachorro era dele pois ele a havia achado na rua. Bom, até aí ele não estava de todo errado...
Mas me lembro bem do desfecho desta história, quando numa madrugada quente de verão, meu pai veio ao nosso quarto - na época eu dormia no mesmo quarto com minhas irmãs - e munido de uma determinação ferrenha disse: "vamos buscar a Edna!".
Eu tinha 8 anos! Minhas irmãs menores ainda! E saímos, todo o nosso núcleo familiar - mãe, pai e filhas - para resgatar a Edna.
Chegamos na frente da casa do vizinho e obviamente precisamos primeiro acordar a Edna, que veio sonolenta mas feliz ao nosso encontro. E num rápido movimento, meu pai pulou o muro - que estava sendo vigiado justamente adivinha por quem?! - pegou a Edna, passou para minha mãe que a segurou do outro lado do portão, e após muita festa entre crianças e cachorros, voltamos para nossa casa na calada da noite. A família toda reunida outra vez!
Me lembro bem que esta boxer era extremamente agressiva quando estava vigiando o nosso portão. Ela latia e se jogava contra o portão dando impressão que iria comer vivo quem se aproximasse da nossa casa. Muito tempo depois compreendi que ela se jogava contra o portão porque ela queria mesmo era sair! Para a rua. Para fazer não sei o que e depois voltar - se ninguém a sequestrasse.
Uma outra ocasião ela foi abduzida por um garotinho em farrapos que colocou uma cordinha em torno do pescoço da Edna e a estava levando - também não sei para onde. Sem contar da vez que ela foi atropelada e quase morreu. Voltou para casa muito machucada, mas também, depois dessa nunca mais fugiu. Acho que depois do atropelamento, ela foi liberada dos chamados divinos.
Lembro com muito carinho da Edna, minha primeira cachorra. Se ela estivesse viva hoje, teria uns 35 anos. Este ano acendi uma velinha no dia do seu aniversário - 28 de janeiro. Eu sempre penso que quando a gente se lembra, a alma continua viva.
Bom, mas eu não sei mesmo para onde eles vão com tanta determinação. Às vezes penso que eles respondem mesmo a algum tipo de chamado celestial, que têm realmente uma missão. Eles são tão ingênuos, tão inocentes, que seguem firme o seu propósito sem ligar para os perigos do mundo.
Vocês já viram cahorro quando foge? Já repararam que eles parecem saber exatamente para onde estão indo? Tudo bem que eles nem sempre sabem voltar, mas ir, eles vão sem pestanejar.
É claro que existem os que não gostam de sair sozinhos, como minha cachorra Vynna. Tenho uma conexão expiritual com ela e tenho certeza de que ela não foge porque tem medo que fechem a porta e ela não consiga entrar quando voltar. A gente adora ela, mas eu acho que ela pensa isso... é, deve ser isso mesmo. Outra coisa que ela não faz mais é passear com gente que ela não conhece direito, o que me faz passear com ela sempre que posso pois de outro modo ela prefere permanecer em casa. Vai entender.
Na minha opinião sincera ela já cumpriu a sua missão em outra vida, já respondeu a muitos chamados espirituais para fugir e retornar e desta vez está usando esta vida para outros propósitos como, por exemplo, estudar o comportamento humano...
Quem sabe não será esta a evolução natural da espécie...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O LEITOR RUSSO
Sei que deveria escrever mais.
Sempre que converso com algum amigo que lê o que escrevo, sou surpreendida com a mesma pergunta: mas você não vai mais escrever?
Surpreendida sim é a palavra exata, pois até hoje me admiro que alguém leia o que eu escrevo. E podem falar o que quiserem, baixa auto-estima, ausência de valorização do meu ser, falta de olhômero de mim para mim mesma... Podem falar! Eu acho que é realmente admirável que alguém leia o que eu escrevo.
Por esse motivo - o da admiração - tenho que prestar a minha reverência ao meu (ou à minha) leitor (leitora) russo (a)!
Já faz um tempo que acompanho as estatísticas deste blog e observo sempre aqueles gatos pingados, mas ferrenhos!, que me lêem de vez em quando. São gatos pingados anônimos, visto que o programa de estatísticas não informa nome e sobrenome de quem me acessa, mas estão lá! Sempre lá, ocasionalmente.
Ocorre que já há algum tempo tenho visualizado um leito russo. Sempre ele, da mesma região, acessando pontualmente, demorando-se nas páginas, realmente curtindo o blog.
Fico imaginando que nos dias de hoje, com o google translator, deve ser fácil para ele me ler, muito embora ele não consiga me entender pelo uso maneirismos, costumes e muitas vezes algumas gírias que tornam estas leituras bastante locais. Mas não importa! Ele está lá, ou aqui, já não sei mais...
E tenho mesmo um feeling de que este cara não fala o português. Na minha concepção romântica, este leitor é genuinamente russo. De outra forma, que graça teria? Né?
Ou vocês acham que a ferramenta de estatítica iria me iludir, dizendo que tenho um leitor russo falso? Se a estatística se dá ao trabalho de anunciar um leitor russo, então ele deve ser um verdadeiro, original, quem sabe talvez até uma matrioska!... quem sabe?
E já que tocamos neste assunto, aí vai a minha definição de matrioska. Sempre quis escrever sobre isso!
Matrioska: boneca em forma de pessoa que se abre em duas partes através de um vasto corte semicircular no abdome, deixando sair uma cópia igualzinha a ela e que provavelmente contém mais cópias idênticas e menores dentro do seu próprio abdome, o que não impede a figura maior de se regenerar imediatamente, com ou sem bonecas de abdomes fendidos em seu interior! Putz, agora sim uma definição exata de matrioska! E só pra acrescentar, além da função lúdica e instrutiva da matrioska, devo prestar aqui o meu mais profundo respeito pela parte bárbara e cruel deste divertimento que resistiu a tantos anos de sofrimento pelas aberturas abdominais e pela recontrução incorreta e degradante praticada por algumas crianças, provocando um sentimento de profunda humilhação - para a boneca em questão. Praticamente um brinquedo de terror.
E para terminar volto ao meu desejo inicial que era o de então agradecer ao meu leitor, o russo:
Obrigada Delanovsky!!!
Sempre que converso com algum amigo que lê o que escrevo, sou surpreendida com a mesma pergunta: mas você não vai mais escrever?
Surpreendida sim é a palavra exata, pois até hoje me admiro que alguém leia o que eu escrevo. E podem falar o que quiserem, baixa auto-estima, ausência de valorização do meu ser, falta de olhômero de mim para mim mesma... Podem falar! Eu acho que é realmente admirável que alguém leia o que eu escrevo.
Por esse motivo - o da admiração - tenho que prestar a minha reverência ao meu (ou à minha) leitor (leitora) russo (a)!
Já faz um tempo que acompanho as estatísticas deste blog e observo sempre aqueles gatos pingados, mas ferrenhos!, que me lêem de vez em quando. São gatos pingados anônimos, visto que o programa de estatísticas não informa nome e sobrenome de quem me acessa, mas estão lá! Sempre lá, ocasionalmente.
Ocorre que já há algum tempo tenho visualizado um leito russo. Sempre ele, da mesma região, acessando pontualmente, demorando-se nas páginas, realmente curtindo o blog.
Fico imaginando que nos dias de hoje, com o google translator, deve ser fácil para ele me ler, muito embora ele não consiga me entender pelo uso maneirismos, costumes e muitas vezes algumas gírias que tornam estas leituras bastante locais. Mas não importa! Ele está lá, ou aqui, já não sei mais...
E tenho mesmo um feeling de que este cara não fala o português. Na minha concepção romântica, este leitor é genuinamente russo. De outra forma, que graça teria? Né?
Ou vocês acham que a ferramenta de estatítica iria me iludir, dizendo que tenho um leitor russo falso? Se a estatística se dá ao trabalho de anunciar um leitor russo, então ele deve ser um verdadeiro, original, quem sabe talvez até uma matrioska!... quem sabe?
E já que tocamos neste assunto, aí vai a minha definição de matrioska. Sempre quis escrever sobre isso!
Matrioska: boneca em forma de pessoa que se abre em duas partes através de um vasto corte semicircular no abdome, deixando sair uma cópia igualzinha a ela e que provavelmente contém mais cópias idênticas e menores dentro do seu próprio abdome, o que não impede a figura maior de se regenerar imediatamente, com ou sem bonecas de abdomes fendidos em seu interior! Putz, agora sim uma definição exata de matrioska! E só pra acrescentar, além da função lúdica e instrutiva da matrioska, devo prestar aqui o meu mais profundo respeito pela parte bárbara e cruel deste divertimento que resistiu a tantos anos de sofrimento pelas aberturas abdominais e pela recontrução incorreta e degradante praticada por algumas crianças, provocando um sentimento de profunda humilhação - para a boneca em questão. Praticamente um brinquedo de terror.
E para terminar volto ao meu desejo inicial que era o de então agradecer ao meu leitor, o russo:
Obrigada Delanovsky!!!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
OS GUARDAS DE TRÂNSITO
Mais de um mês se passou desde minha última postagem e outro dia mesmo me perguntaram se eu não ia mais escrever, colocar no papel meus devaneios.
Aí pensei, e continuo pensando diariamente em múltiplas idéias maravilhosas para discutir por aqui, mas com um conteúdo politicamente muito incorreto. São idéias ótimas, que usualmente discuto com meus amigos, mas que quando colocadas no papel, sem as inflexões de voz que nos livram talvez de inimizades eternas, não conseguimos expôr na escrita.
Sempre pensei na escrita como monocórdica. Existem e por vezes usamos o recurso das letras MAIORES ou menores ou muito menores para indicar inflexões. Mas com assuntos tão politicamente incorretos, fica difícil mesmo com estes recursos, escapar de um mal entendido.
E olha que pensei, sobre política, religião, sexo, e muitas outras pautas que gostaria de discutir aqui. MAS NÃO POSSO!!! MERDA!
Então hoje vou dar uma pequena palavra sobre uma coisinha que vem me incomodando há semanas: a falta de sentimentos dos guardas de trânsito.
Outro dia distraidamente passei em um sinal vermelho. Estava cantando uma música e no melhor do refrão não vi que o sinal havia fechado. Também, era uma parte da música que eu tinha que usar as mãos e os pés para representar, o que significa que naquele momento não havia mesmo ninguém no controle do veículo. E olha que eu dirijo bem! Foi apenas um momento...
Mas o que mais me abismou foi o fato de eu não ter sido multada. E tudo isso aconteceu numa fração de segundos bem no nariz de um guardinha de trânsito.
Aí fiquei pensando... se eu fosse um guarda de trânsito eu também não me multaria. Pô, eu tenho sentimentos, e tenho também o meu lado filosófico curioso, que indagaria os motivos.
Eu ia querer saber o por quê daquela infração hedionda, bem embaixo do meu nariz. Por que uma pessoa em sã consciência atravessaria um sinal vermelho, berrando dentro do carro com uma mão na cabeça e a outra segurando o que parecia fazer as vezes de um microfone... os pés aparentemente visíveis através do vidro dianteiro do veículo...?? Pensaria mesmo que esta pessoa NUNCA poderia ser simplesmente multada! Não sem antes me brindar com uma bela explicação. Eu pararia o veículo infrator e iniciaria - com toda a minha autoridade - um questionário. Incontáveis perguntas para satisfazer minha curiosidade! E posso garantir que muito guardinha por aí teria uma vida muito mais saudável se fossem estimulados a interagir. Afinal eles lidam com o público!
Né?!
O problema é que eles não tem coração. Não querem saber! Simplesmente vão lá e multam! Emburrecidos pela lida. Assim como aconteceu um dia - NO MEU ANIVERSÁRIO! - quando fui terrivelmente multada por estacionar 5 minutos num lugar proibido. Achei um absurdo isso.
Ou quando parei o caro num local proibido e peguei um táxi para o aeroporto. A placa de proibido estacionar estava bem atrás da copa de uma frondosa árvore, impossível de ser vista! Mesmo que a placa gritasse, eu nunca ia adivinhar que o grito pudesse vir de um sinal de trânsito altamente colocado acima da minha cabeça. Não vi! Não vi e pronto! Voltei do Rio de Janeiro após 4 dias de um delicioso feriado o qual meu carro passou hospedado num albergue da prefeitura. Lugar horroroso, cheio de carros velhos, muitos deles guinchados injustamente como o meu... Pior é que para me devolver o carro, me fizeram pagar uma tonelada de multas antigas, das quais eu nunca tinha ouvido falar. Resumindo: sequestraram meu carro e pediram um resgate fenomenal, o qual tive que pagar sem ao menos poder discutir cada uma das infrações das quais eu estava sendo acusada. Esse é o problema, a gente não tem nem chance de argumentar! O próprio guinchamento eu achei injusto! Se tivesse um guarda interativo lá onde eu parei, embaixo da árvore com a placa, tenho certeza de que muita energia seria poupada!
Será que o embotamento afetivo é um pré-requisito para ser guarda de trânsito? Nesse caso onde é que eles seriam recrutados? Eu até sei, mas achei boa a pergunta.
Uma coisa realmente é certa: eles - os guardas de trânsito que não interagem - não sabem o que estão perdendo!
Aí pensei, e continuo pensando diariamente em múltiplas idéias maravilhosas para discutir por aqui, mas com um conteúdo politicamente muito incorreto. São idéias ótimas, que usualmente discuto com meus amigos, mas que quando colocadas no papel, sem as inflexões de voz que nos livram talvez de inimizades eternas, não conseguimos expôr na escrita.
Sempre pensei na escrita como monocórdica. Existem e por vezes usamos o recurso das letras MAIORES ou menores ou muito menores para indicar inflexões. Mas com assuntos tão politicamente incorretos, fica difícil mesmo com estes recursos, escapar de um mal entendido.
E olha que pensei, sobre política, religião, sexo, e muitas outras pautas que gostaria de discutir aqui. MAS NÃO POSSO!!! MERDA!
Então hoje vou dar uma pequena palavra sobre uma coisinha que vem me incomodando há semanas: a falta de sentimentos dos guardas de trânsito.
Outro dia distraidamente passei em um sinal vermelho. Estava cantando uma música e no melhor do refrão não vi que o sinal havia fechado. Também, era uma parte da música que eu tinha que usar as mãos e os pés para representar, o que significa que naquele momento não havia mesmo ninguém no controle do veículo. E olha que eu dirijo bem! Foi apenas um momento...
Mas o que mais me abismou foi o fato de eu não ter sido multada. E tudo isso aconteceu numa fração de segundos bem no nariz de um guardinha de trânsito.
Aí fiquei pensando... se eu fosse um guarda de trânsito eu também não me multaria. Pô, eu tenho sentimentos, e tenho também o meu lado filosófico curioso, que indagaria os motivos.
Eu ia querer saber o por quê daquela infração hedionda, bem embaixo do meu nariz. Por que uma pessoa em sã consciência atravessaria um sinal vermelho, berrando dentro do carro com uma mão na cabeça e a outra segurando o que parecia fazer as vezes de um microfone... os pés aparentemente visíveis através do vidro dianteiro do veículo...?? Pensaria mesmo que esta pessoa NUNCA poderia ser simplesmente multada! Não sem antes me brindar com uma bela explicação. Eu pararia o veículo infrator e iniciaria - com toda a minha autoridade - um questionário. Incontáveis perguntas para satisfazer minha curiosidade! E posso garantir que muito guardinha por aí teria uma vida muito mais saudável se fossem estimulados a interagir. Afinal eles lidam com o público!
Né?!
O problema é que eles não tem coração. Não querem saber! Simplesmente vão lá e multam! Emburrecidos pela lida. Assim como aconteceu um dia - NO MEU ANIVERSÁRIO! - quando fui terrivelmente multada por estacionar 5 minutos num lugar proibido. Achei um absurdo isso.
Ou quando parei o caro num local proibido e peguei um táxi para o aeroporto. A placa de proibido estacionar estava bem atrás da copa de uma frondosa árvore, impossível de ser vista! Mesmo que a placa gritasse, eu nunca ia adivinhar que o grito pudesse vir de um sinal de trânsito altamente colocado acima da minha cabeça. Não vi! Não vi e pronto! Voltei do Rio de Janeiro após 4 dias de um delicioso feriado o qual meu carro passou hospedado num albergue da prefeitura. Lugar horroroso, cheio de carros velhos, muitos deles guinchados injustamente como o meu... Pior é que para me devolver o carro, me fizeram pagar uma tonelada de multas antigas, das quais eu nunca tinha ouvido falar. Resumindo: sequestraram meu carro e pediram um resgate fenomenal, o qual tive que pagar sem ao menos poder discutir cada uma das infrações das quais eu estava sendo acusada. Esse é o problema, a gente não tem nem chance de argumentar! O próprio guinchamento eu achei injusto! Se tivesse um guarda interativo lá onde eu parei, embaixo da árvore com a placa, tenho certeza de que muita energia seria poupada!
Será que o embotamento afetivo é um pré-requisito para ser guarda de trânsito? Nesse caso onde é que eles seriam recrutados? Eu até sei, mas achei boa a pergunta.
Uma coisa realmente é certa: eles - os guardas de trânsito que não interagem - não sabem o que estão perdendo!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
CONTINUAMOS SENDO NÓS... NÉ GRETA?
Engraçado que quando alguma coisa não vai bem a gente tende a inventar muitas desculpas para justificar os pretensos acasos. E é uma sorte imensa quando conseguimos realmente acreditar em uma, umazinha que seja, dessas desculpas, porque isso nos poupa o trabalho de re-analizar a situação infinitas vezes. Acreditar numa explicação, mesmo que sem pé nem cabeça, nos tira um peso romanesco das costas.
Uma vez estava conversando com um amigo e ele me disse a coisa mais óbvia e mais difícil de fazer cotidianamente na vida, que é aprender com experiências passadas. Difícil. A gente tende a olhar cada novo acontecimento como sendo... novo! Desvinculado de outras vivências. Não está errado, mas tirando todos os recalques cabíveis, devo admitir que a vida é realmente cíclica.
As experiências se repetem...
Cometemos os mesmo erros, fazemos as mesmas besteiras e escrevemos invariavelmente sobre as mesmas coisas, afinal de contas, somos as mesmas pessoas. Fora o espírito do Chalita, que desceu num centro e agora habita outro corpo (http://depoiseagora.blogspot.com.br/2012/09/meus-pontos-de-referencia.html).
Conseguimos nos aprimorar um pouco, só para de novo cair nas mesmas armadilhas do nosso subconsciente.
Não dá para evitar isso, né Greta?
Uma vez estava conversando com um amigo e ele me disse a coisa mais óbvia e mais difícil de fazer cotidianamente na vida, que é aprender com experiências passadas. Difícil. A gente tende a olhar cada novo acontecimento como sendo... novo! Desvinculado de outras vivências. Não está errado, mas tirando todos os recalques cabíveis, devo admitir que a vida é realmente cíclica.
As experiências se repetem...
Cometemos os mesmo erros, fazemos as mesmas besteiras e escrevemos invariavelmente sobre as mesmas coisas, afinal de contas, somos as mesmas pessoas. Fora o espírito do Chalita, que desceu num centro e agora habita outro corpo (http://depoiseagora.blogspot.com.br/2012/09/meus-pontos-de-referencia.html).
Conseguimos nos aprimorar um pouco, só para de novo cair nas mesmas armadilhas do nosso subconsciente.
Não dá para evitar isso, né Greta?
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
MEUS PONTOS DE REFERÊNCIA
Hoje é feriado, o que não me impede - infelizmente - de trabalhar duro no pronto socorro e em um pequeno intervalo aproveitar para rapidamente escrever sobre um tema que tem me assombrado há semanas.
Já sonhei muitas vezes com isso: pontos de referência!
Quando eu era pequena, morria de medo que demolissem as casas que eu utilizava como pontos de referência para alcançar a minha própria casa. Tanto que cheguei a decorar, com detalhes de distanciamento, quantos passos eu teria que dar desde o ponto de ônibus até a porta da minha casa, decorando inclusive quando deveria girar meu corpo uns noventa graus - à direita ou à esquerda - para virar nas esquinas certas. Nunca falhou! Este método dos passos se mostrou inclusive muito mais eficaz do que o das árvores. Antes eu contava as árvores, quantas delas existiam até chegar em minha casa (desde o ponto de ônibus - é claro). Até aí eu contava com a pontaria certeira da equipe do ônibus que deveria saber (sempre saber!) onde ficava o ponto, mesmo que a praia tivesse sido arrancada do calçadão. Cada um neste método tem que se preocupar com seu cada qual. Bom, mas voltando ao método das árvores, este perdeu totalmente sua credibilidade quando houve a invasão dos cupins. Me lembro exatamente quando a prefeitura chegou e retirou as árvores mais afetadas, me fazendo demorar mais de cinco horas pra achar minha prórpia casa, o que me fez trabalhar arduamente para desenvolver a teoria dos passinhos.
Hoje em dia me sinto relativamente mais segura com o GPS, mas... e se tirarem os satélites??? E se um deles quebrar!??
Então é isso, esse meu medo de perder minhas referências me deixa deveras preocupada, principalmente à noite, quando sonho com isso com uma frequência romanesca.
Ao mesmo tempo, fico pensando nas minhas referência atuais. Já escrevi aqui sobre religiões e nunca escondi a minha admiração pelo candomblé e o espiritismo. Contando que tudo isso anda extremamente na moda, com difusões televisivas e novelescas sobre o tema, comecei a imaginar rituais e me vieram algumas perguntas.
Eu não entendo muito sobre essas religiões, mas sei que em alguns rituais sempre tem uma pessoa que bebe muito e encarna um espírito de um marinheiro, uma cigana ou de alguém igualmente muito bêbado que faz previsões. E aí eu me pergunto: por que ao invés de um marinheiro ou um pescador, esses seres que recebem os espíritos não encarnam por exemplo um grande executivo da Apple, ou um especialista em nanotecnologia, ou até um grande consultor do mercado financeiro, que, mesmo bêbado!, poderia fazer então grandes previsões sobre o mercado de ações ou sobre investimentos futuros... seria maravilhoso!
Pô, outro dia eu tava numa roda de espiritismo e de repente alguém encarnou o Chalita! Que porra foi aquela? Nem preciso dizer que suspendi minhas incursões por estes terrenos... pelo menos até o Chalita voltar pro seu corpo original. Credo!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O TELEMARKETING E A MERDA
Recentemente tenho sido bastante importunada por ligações telefônicas de telemarketing.
Há alguns anos cadastrei meu celular no PROCON e na ANATEL para não receber mais esse tipo de telefonema, mas de alguma forma alguns telemarketeiros teimam em dizer que não sabiam disso e após explanações extremamente desagradáveis sobre seus produtos, insistências megaloblásticas sobre assuntos os quais não temos nenhum interesse, me pedem desculpas e juram de pés juntos (pelo menos me dá a impressão) que nunca mais retornarão a ligar. O nunca mais deles dura quase uma semana, muitas vezes nem isso, mas é um nunca mais que para mim soa como um período de felicidade e tranquilidade imensas. Alegria logo ceifada por um novo telefonema driblando leis vigentes e quebrando protocolos. Claro que impunemente.
Os telemarketeiros só podem ser enviados do demônio ou da própria morte, porque com o poder que eles têm de nos estressar, vão abreviando minutos preiosos de nossas vidas, com certeza fechando lentamente nossas coronárias ou dilatando algum vaso cerebral que explodirá num futuro toque de telefone.
Hoje, especialmente, durante o jantar em casa, estávamos lembrando deste assunto visto que esta semana foi campeã de telefonemas desnecessários.
Lembramos como meu tio lidava com este problema, dizendo "você é a fulana da empresa tal???, puxa, que bom que você ligou, eu precisava mesmo falar com alguém...", e destilava toda uma problemática familiar, ameaçando tomar calmantes em excesso e desligando após infinitos momentos, fazendo a mocinha do outro lado da linha prometer que ligaria novamente para saber de sua saúde, o que obviamente nunca acontecia. Meu tio conseguia surtir o efeito desejado de ter seu nome retirado das listas de possíveis compradores, mesmo que para isso simulasse ser um maluco de pedra. Bom, a gente achava que ele estava simulando... Vai saber...
Eu já não tenho esse dom. Quando me ligam, imediatamente, sinto meu sangue ferver e não preciso de muita conversa para elevar a voz e meus batimentos cardíacos. Para me tirar do sério bastam alguns minutos de telemarketing contra a lei, como o que é feito quando algum desses babacas me liga no celular.
Semana passada enfrentei um problema com uma telemarketeira da Porto Seguro que insistia no fato de eu ter um perfil compatível para adquirir o seguro que ela queria me vender. Cara, eu falei mil vezes que não queria e que ela não podia - por lei - me ligar no celular. Mas ela não entendeu, ligou muitas vezes, até eu perder totalmente a paciência e alardear nos meios de comunicação cabíveis sobre o problema. Só assim, recebi um email da Porto Seguro me prometendo que ninguém mais me ligaria para fazer propaganda, o que estão cumprindo, pelo menos até agora.
E eles sempre acertam a hora em que você menos pode atender para efetuar estes disparos na sua saúde.
Ontem por exemplo, ligaram para o meu pai. Numa hora em que ele obviamente não podia atender. Meu pai estava em casa, resolvendo mil problemas, contas a pagar, pendências diversas, quando pelo milhonésima vez ligaram os telemarketeiros do Filtros Europa. O cara, com o discurso pronto, todo decoradinho, insistia em tentar vender um filtro ao meu pai, mesmo sabendo que já temos um filtro destes em casa e que não necessitamos em absoluto de mais outro igual. Depois de várias negativas de meu pai, ainda mantendo a calma, o cara pergunta "mas o que é que o Sr. faz para purificar a água na sua casa?". No que o meu pai, sem a mínima hesitação respondeu com a voz muito calma "ah! eu coloco merda!". E o cara meio desconcertado, na necessidade de dizer algo, logo remendou "mas isso deve fazer mal meu senhor... e a Filtros Europa se preocupa com a saúde da sua família". E o meu pai sem perder a postura, com toda elegância do mundo, levou mais de 10 minutos para expllicar ao rapaz que colocava sim merda na água e que isso deveria sim fazer muito bem à saúde porque ninguém aqui ficava doente.
Muito resignado o cara ouviu toda a explicação e ouviu também meu pai rebater todos os seus argumentos, defendendo ferrenhamente a colocação de merda purificadora na água da nossa casa.
E fiquei pensando... se mantivermos a calma, podemos nos divertir imensamente com telemarketing. Imagina: não sabemos quando vão ligar e nem por que. Uma atividade que nos pegará, na totalidade das vezes, de surpresa, nos obrigando a exercer nossa habilidade no mundo do improviso.
É uma fonte inesgotável de boas risadas! Quase igual ao meu cadastro no site de relacionamentos virtuais! Há!
Vou tirar o meu telefone do serviço anti-telemarketing do PROCON! Dependendo do ângulo em que observamos, a diversão pode estar garantida!
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